Arquivo de everybody’s serious but me

Verde

Posted in idéia não tem dono with tags on 21 de julho de 2010 by mari messias

Superman or Green Lantern aint got a-nothin on me (Donovan)

Leminski tem um poema assim:

amar é um elo
entre o azul
e o amarelo

Eu sempre curti muito já que, pô, amar é verde e verde é uma das minhas cores favoritas, óóóóóun, <3. Daí hoje li o Flavorwire mostrando pedacinhos das cartas do Ginsberg e do Kerouac e pensei, olha, todos amam da mesma cor. Amar é verde, então, né. E pra mais amor, já sabe, só ir aqui.

“Realize, Allen, that if all the world were green, there would be no such thing as the color green. Similarly, men cannot know what it is to be together without otherwise knowing what it is to be apart. If all the world were love, then, how could love exist? This is why we turn away from each other on moments of great happiness and closeness. How can we know happiness and closeness without contrasting them, like lights?”
— Kerouac to Ginsberg, September, 1948

“The point is that all thought is inexistence and unreality, the only reality is green, love. Don’t you see that it is just the whole point of life not to be self conscious? That it must all be green? All love? Would the world then seem incomprehensible? That is an error. The world would seem incomprehensible to the rational faculty which keeps trying to keep us from the living in green, which fragments and makes every thing seem ambiguous and mysterious and many colors. The world and we are green. We are inexistent until we make an absolute decision to close the circle of individual thought entirely and begin to exist in god with absolute unqualified and unconscious understanding of green, love and nothing but love, until a car, money, people, work, things are love, motion is love, thought is love, sex is love. Everything is love. That is what the phrase ‘God is Love’ means.”
— Ginsberg to Kerouac, October, 1948

For Corso

Posted in degredo no olimpo, deveras pessoais, idéia não tem dono, maconha with tags on 8 de julho de 2010 by mari messias

Como a maioria de vocês, entre infância e adolescência inúmeras vezes acompanhei minha mãe ao seu trabalho e, seguindo eterno costume fetichista e alergênico, ficava me enfiando pelos corredores de uma biblioteca que tinha lá perto. Até pouco tempo atrás ainda mantinha a carteirinha de lá, com a foto ridícula da minha infância e a lista infinita e disléxica de coisas que descobri lá e quase me mataram de alegria.

Um dia, já na adolescência (ainda que não muito), peguei um livro seguindo o princípio do randomismo mágico. Era Corsinho, AKA, Gregory Corso.

Ginsberg, Corso, Rosset

Explodi a cabeça com ele e isso também e me levou pelas ruelas de todos os seus amigs. Como, já na época, eu era fanboy do Henry Miller, o que me deixava fora de mim era mesmo a poesia, que eu lia e soltava um NIGGAPLIZ silencioso na biblioteca, enquanto procurava olhares de “te entendo, bichô”, sem muito sucesso obviamente, que só gente louca acha que vai encontrar solidariedade em livro ou biblioteca ;D

Mas é como diria o próprio Corsinho

The spark of poetry is
within us all
The poem is
the within brought without
A poet is born a
human being
A human being is
not born a poet
It’s the spirit
distinguishes the child from
the child Shelley
“He was not as other men
marked his peers”

Corso by Ginsberg

Com o tempo (e os saldos da feira do livro e o surgimento do meu fluxo de renda), eventualmente comprei (e, admito, afanei. mas não de bibliotecas. sou digna) alguns desses poemas que me fizeram boom mental. Nem sempre meus favoritos, coisa que tento remediar rebaixando o teto do vizinho com sobrecarga.

De toda forma, Corsinho. Quando conheci Moxão, falavamos muito de Corsinho. De como ele ia na casa dos amigos e saía pegando o dinheiro pra si, já que acreditava que dinheiro não tinha dono, era do mundo. E de como botava fé que uma boa amizade envolvia oferecer sua mulher aos amigos em sinal de alegria esquimó. E de como ele era feio pacas, possivelmente o beat menos descolé em seus modos visuais. E realmente sofrido e maluco. E de como ele é um poeta foda e sempre foi muito pouco valorizado.

Irónicamente (e o mesmo aconteceu com Hilst), depois de morto (em 2001) mais gente começou a pagar pau pro maluco-sublime. E se tu acha que eu vou falar mal disso não sacou nada que escrevi até aqui. Quero mais que leiam regozijem façam abluções.

Aqui tem um GoogleBooks com poemas dele, aqui uns poemas e comentários legais (de onde roubei uma das imagens) e poema roubei daqui. Infelizmente, que eu saiba, em português só tem edição antiga da L&PM (que talvez tenha sido relançada em pocket, nem procurei, de Gasolina e Lady Vestal, essa que eu li na biblioteca e depois comprei em saldo na Feira do Livro).

For Homer

[Gregory Corsinho]

There’s rust on the old truths
-Ironclad clichés erode
New lies don’t smell as nice
as new shoes
I’ve years of poems to type up
40 years of smoking to stop
I’ve no steady income
No home
And because my hands are autochthonic
I can never wash them enough
I feel dumb
I feel like an old mangy bull
crashing through the red rag
of an alcoholic day
Yet it’s all so beautiful
isn’t it?
How perfect the entire system of things
The human body
all in proportion to its form
Nothing useless
Truly as though a god had indeed warranted it so
And the sun for day the moon for night
And the grass the cow the milk
That we all in time die.
You’d think there would be chaos
the futility of it all.
But children are born
oft times spitting images of us
And the inequities
millions doled one
nilch for another
both in the same leaky lifeboat
I’ve no religion
and I’d as soon worship Hermes
And there is no tomorrow
there’s only right here and now
you and whomever you’re with
alive as always
and ever ignorant of that death you’ll never know
And all’s well that is done
A Hellene happiness pervades the peace
and the gift keeps on coming…
a work begun splendidly done
To see people aware & kind
at ease and contain’d of wonder
like the dreams of the blind
The heavens speak through our lips
All’s caught what could not be found
All’s brought what was left behind

(os dois brindes são, Corso em NY em 93 lendo o poema, banguele as usual, com musica de Nicholas Tremulis e abaixo o trailer de Corso: The Last Beat, muito mal falado no IMDB, sem som no Youtube, que função, mas né, tentarei baixar, se existir).
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Oh darling, are you gongada?

Posted in quotes da rapeize with tags on 10 de março de 2010 by mari messias
mari diz:
Chini diz:
são vencedores
mari diz:
eles tem recebido propostas
[de autores iniciantes]
mas propostas
Chini diz:
os caras do jovem nerd são meus novos ídolos
adoro quem ganha dinheiro
mari diz:
ganhar dinheiro é fácil
dificil é entender hegel
mentira, os dois são dificeis
Chini diz:
o fantástico é que eles conseguiram vender esse livro que deve ser MUITO ruim
mari diz:
precisa inventar algo maior que muito
Chini diz:
as notícias estão repletas de vencedores
mari diz:
EI
EU FAÇO ISSO DESDE OS ANOS 90
hahahahahaha
inclusive minha marca de camisetas conceitual é SEBOWEAR
Chini diz:
HAHAHHA
torcendo muito pro homeless chic vingar
mari diz:
ja vingou, chinicius
Chini diz:
vingar nas pessoas que tem opção
eu vou ser o cara mais bem vestido da espm
mari diz:
bah
somos MUITO trendy
e eu curto ainda mais pq trendy parece TRANNY
e realizo meu sonho de ser uma travesti negra alta gritando
DEVOLVE MEU VESTIDO DE VINIL DOURADO BICHA FEIA
hahahaha
Chini diz:
ahhaahahhaahahhaha
feia feia feia morta
”repare na mancha de lasanha na jaqueta do vinícius. sublime.”
mari diz:
repare na camiseta furada. e o estilo de penteado
TRANNYSETTERS