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We All Want to Be Young

Posted in ctrl+c ctrl+v, o mundo (essa folia), super internet world on 9 de novembro de 2010 by mari messias

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo e a casa da @cracoland.

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.

Agradecimento:
Zeppelin Filmes

box1824.com.br

P.S.: Eu não morri, juro. Breve voltarei.

Até tu, manô?

Posted in ieieie, super internet world on 8 de abril de 2010 by mari messias

Tou devendo dois posts aqui. Não que alguém se importe ou mesmo saiba, mas isso me incomoda. De toda forma, vou começar pelo fim, pelo último que escreveria, já que gastei toda a minha organização antes das quatro da tarde de hoje.

Então, dois dias atrás eu estava ouvindo um cd (sem julgamentos, seus indies) do Gil Scott e daí chegou no clássico abaixo:

E eu voltei meu pensamento para como as coisas mudaram de lá pra cá. Agora nós podemos, sim, ficar em casa, plug in, turn on and cop out e fazer uma revolução, blablabla. Até pq o centro do que ele quis dizer aí não tem relação alguma com qualquer interpretação tacanha deste tipo, ele estava falando, como eu vejo, somente, do negócio de que nada se faz só assimilando.

Por isso nenhuma revolução passaria pela TV, se tu ficasse em casa e simplesmente plug in, turn on e cop out. E isso tudo são idéias tão distantes que eu noto meu cérebro mal sendo capaz de entender que qualquer meio me obrigue a simplesmente assimilar, se eu quiser que ele seja revolucionário. Pro meu fucked up brain a forma revolucionária é qualquer forma empregada para este fim. Mas isto pq a minha cabeça agora, pós tudo, praticamente ignora qualquer modalidade de texto onde só ocorra a vinda.

Então, o que se perde com esse leitor que eu sou? Eu me transformei neste leitor por culpa da internet/tecnologia ou por ser eu? O fato de ser  uma leitora compulsiva/opinativa desde sempre influi?

Uma vez li uma defesa que dizia, nem lembro mais de quem era, que os textos fixos nos ensinavam sobre a morte. A incapacidade de alterar o final de um texto nos ensinava sobre perder, sobre destinos irrefutáveis, sobre a vida. E que nós, inseridos neste contexto de finais sem essa fixidez original, desaprendíamos isso e sofríamos mais. Então o autor defendía que um jogo, um texto online, que as modalidades diversas de texto nas quais temos mais poder dentro da cadeia criativa nos tornavam mais infelizes.

O que, se tu parar pra pensar, é meio altruísta. O que se faz em um RW [que é como o Lessig chama os textos onde o leitor pode opinar, os ReadWrite] é participar, trocar, complementar, não necessariamente alterar o final. Mas isso também se faz na vida. Um jogo, o mais próximo de um texto sem final fixo que eu consigo imaginar agora rapidão, ainda assim propõe alternativas fixas, que nem sempre são as que eu, jogador, gostaria. E isso é bem menos que a vida, como eu a vejo, ao menos.

E, digo mais, já alterei lembranças de finais de livros. Mas a ficção e a realidade não tem a mesma função na minha existência. Se tivessem, só precisaria de uma delas.

E Harold Bloom que é HB, ordinário de primeira, escroto maioral, curto ele bagarai, chega e diz que um dos formadores de um bom autor é a angústia da influência, que trocando em miguelão dialet segundo mal me lembro é, marromeno, acabar de ler Os Cantos e dizer: PQP CARALHA TO CEGA, mas acho que faria algumas coisas diferente, possivelmente melhor, tal e tal e tal. E fazer, claro.

E digo isto tudo para comentar comentário do Jack White, que acredita que a internet profana a música. A tumba do cânone, meu amigo, é tão 90s. Profanar é o nome que tu dá ao que eu vejo como uma nova maneira de vender se formando, uma maneira menos centralizada e uma maneira mais angustiada. Não melhor, não pior, nova. Daí ele paga de Lily Allen e diz ainda, sobre A INTERNET:

“Of course, after reading about three words of someone’s comment at the bottom of an article I turn off”

Não tolerar os outros é a onda do verão, né? Bom, mas tudo começou com aquele papinho de igualdade como pretexto pra justiça. Logo o JW, maior pose de diferentão e não consegue sobreviver a comentários. Po, esperava mais. Sério, mesmo.

Mas vá, cada um faça o que quiser. E isso que defendo isso aqui, fazendo o que quero. Isso, claro, respeitando as regrinhas da sociedade que são: não virar o Bono. Desde já obrigada.

Celebrando isso, vamos ouvir com muito respeito um WS:

Um final apoteótico

Posted in idéia não tem dono, nadavê véiô, o mundo (essa folia), quer que desenhe?, super internet world with tags on 29 de janeiro de 2010 by mari messias

Eu tentei evitar assistir qualquer coisa além de Lessig nesta sexta-feira com cara de quase decandência aqui no Galpão Crioulo da Campus Party, mas fui praticamente atropelada pela campanha pra presidência, digo, pela Marina Silva e pela Dilma, que vieram. Bom, eu sei lá o que elas vieram fazer.

Marina Silva falou ali no cantinho onde o pessoal do Partido Pirata sempre fala. Barcamp. Falou aqueles papos dela, lá, que soam coisa de quem acredita em partenogenese. Quer dizer. Poisé. Dilma quase esfregou em mim sua body modification de madamA, acho style pacas, mas naquela vibe: por mim tudo bem, mas pq logo agora?

Aliãããs, saca que políticos usam sempre a mesma sílaba tônica, um lance pastorinha.

E nesse meio tempo, Lessig  arrumava sua apresentação, acompanhado por uma platéia de 7 ansiosos emocionados. Logo depois ele saiu para dar uma banda com Ronaldo Lemos. E isso não é uma daquelas historinhas que eu faço na minha cabeça antes de dormir, saca?

A apresentação não foi amparada por nenhum suporte tecnológico ao público, como todas as outras. Não teve cabos de energia, nem de rede. Por mim tudo bem, eu não usei nenhuma vez. Odeio flooders de twitter e odeio anotar no computador, acho enorme, acho que os outros olham, acho tudo uó [o que só me lembrou da urgência da minha próxima aquisição nerds que desejo desde 31/12/08: o micro note].

Mas, enfim, antes de partir pros finalmentes, vou linkar um post anterior que tem um trecho do REMIX, último livro dele, que foi a base essencial da palestra e vou dividir a definição de free dele que mudou minha vida:

Uma cultura livre apóia e protege os criadores e inovadores. Ela faz isso diretamente garantindo direitos sobre a propriedade intelectual. Mas ela o faz também indiretamente limitando o alcance de tais direitos, garantindo que os futuros criadores e inovadores mantenham-se o mais livre possível dos controles do passado. Uma cultura livre não é uma cultura sem propriedade, da mesma forma que um mercado livre não é um mercado aonde tudo é liberado. O oposto de uma cultura livre é uma “cultura da permissão” — uma cultura na qual os criadores podem criar apenas com a permissão dos poderosos ou dos criadores do passado.

Essa definição tirei do Cultura Livre, que junto com o Code, baixei online, tem free, busquem, super vale.

Bom, o papo todo do Lessig é basicamente um comparativo entre política e cultura. Política democrática como deveria ser, como é sendo corrompida, corrupta. Nem vou explicar, ESTAMOS NO BRAZIL. Cultura como deveria ser, como é sendo corrompida, corrupta, idem. Cultura de RW [read and write – com interação] e cultura de RO [read only – só de absorver conteúdo].

Seguindo, Lessig falou como a política criou um sistema que acaba por ser um processo autofágico autotrágico de promessas de recompensas futuras, onde um apoio é recompensado com dinheiro, vice-versa e não existe futuro, não existe livin la vida freestyle, tudo está traçado. É um pathós muito feladaputa. Não estou falando da Yeda, acho ela gente finíssima. [boca cheia de formiga quem curte]

E também assim a cultura de consumo [RO] corrompeu a cultura como a conhecíamos pré-tecnologia, que envolvia troca. E cita o exemplo do Sousa, que ta no REMIX, cara que defendia ferrenhamente uma legislação de direito autoral de sua época e, por isso mesmo odiava as eletrolas. Achava que essas coisas iam ser BAD RUSSIANS dos músicos. Falava das pessoas cantando na rua, como isso ia acabar, tralalala.

Coisa que, bem ou mal, é ilegal no Brasil se tiver um tímido que resolve não cantar e só assistir. Ou seja, nunca me convidem, o ECAD pode pintar por aí. Aliás, Lessig não esqueceu o ECAD, ein, amigs. Ele disse mais ou menos isso, cito quase literalmente:

Devemos combater organizações que supostamente falam pelos artistas e não falam. Elas só combatem mudanças.

E seguiu dizendo como elas defendem a estagnação, o elitismo, tudo mais que é o fundamento da sociedade como a conhecemos.

Enfim, levando o Remix como base, Lessig reafirmou a beleza dessas culturas de miscigenação, de não corrupção mas ilegalidade. E como essa ilegalidade corrompe a própria idéia fundamental do direito. Sério, leiam o post anterior, tem uma citação foda do livro que esclarece muito, já disse isso, né? Enfim, ele citou isso na palestra.

Pra finalizar ele falou de Brasil. De como ele nos vê: do Gilberto Gil, de como ele acha que nós estamos liderando o mundo, apresentando progressos reais e temos oportunidade de permitir uma verdadeira sociedade de REMIX na ampla acepção do termo, como ele a define: onde todos podem criar, misturar, discutir, debater, sem ter que pedir permissão, se tolher, ser criativamente escravos.

Não deu tempo de ler ainda, mas divido o link que ele lançou. Quero acreditar, mas eu vivo aqui, não acredito que o Gil é isso que ele vende e, olhe pros lados. Mas vamos lá, desistir nunca, render-se jamais.

Depois disso ele nos chamou pra viver o free em todos os aspectos da nossa vida. Po. Demorou, amigos. Bora criar nossa própria ONU. ONNU. E viver uma sociedade free, que se baseia em princípios P2P, troca, respeito mútuo, Bakunin ta te vendo, ein, QUE FEIO.

[reformulo o adendo, que gerou duvda: roubo, plágio, cópia, trabalho escravo, chame como quiser, não é o mesmo que free. aqui falando do que conheço. usar plágio como outro nome de paródia, referência, homenagem, citação indireta ou direta devidamente creditada, é uma maneira de questionar o contexto de originalidade somente. o princípio todo é não restringir o pensamento pelo próprio pensamento, como na idéia de que desculpamos comportamentos imbecis com comportamentos imbecis: se eu não fizer alguém faz. dignidade está diretamente atrelada a saber prestar reverência, saber se colocar, saber ver. humildade não cristã: reconhecer o bom e o mau e creditar, sem que isso afete o rumo da produção. sounds óbvio demais, mano.]

Finalizando, Lessig encerra essa semana que me fez ver que tem muito mais gente pensando os temas que eu penso [além de Milton e Seibel] e isso é um alívio tremendo. Muitas vezes me senti falando pras paredes. Literalmente. Aqui nem tem parede. E tem gente bagarai. É a prática de um mundo mais free em tudo, inclusive mais free de preconceito, que só ouvi uma babaca usar nerd pejorativamente. Adoro o colégio ter acabado.

FUNNY FACTS:

  1. Sabiiiiiiiiiiiiia que ouvi dizer que o Dahmer se recusa a vir pq a Telefônica patrocina? Acho muito muito massa e coerente. Amo muito tudo isso. Vocês tem lido os Quadrinhos dos anos 10? PORRA, DEMOROU.
  2. Saca o favelismo trendy? Chegou aqui. Galera colocando papelão na barraca pra isolar do frio direto. Palha demais.
  3. E por falar em tendências questionáveis: comida de cadeião é uma delas. Não consigo digerir essa. Paguei e não comi. Palha. A dica é: não mata os guri, Medéia

Beijs

Everybody was Campus Party III

Posted in idéia não tem dono, nadavê véiô, o mundo (essa folia), super internet world with tags on 29 de janeiro de 2010 by mari messias

DIA 3 da invasão zumbi

[ainda abdicando da linearidade]

Vamos falar de coisas legais, que o dia de hoje me deu mais desgosto que alegrias. Hoje assisti 2 negózdo Plano de Banda Larga Nacional, um de Blogs e Direito, um sobre Humor e um pedaço do negócio do tal do cara do CQC, que eu sequer sabia quem era, um careca que faz piadas, supostamente. Desculpa a gafe, tv é apenas um receptáculo do torrent e do videogame, como eu vejo.

Então, ontem eu estava aqui sentada e ouvi um coro de Eurípedes que berrava: PUTAPUTAPUTA, nada sacando temi a Santa Sé e fui averiguar. Chegando lá notei que era o negózdi competição de amigas de Orkut. Os meninos competiam por amigas mais gatas de Orkut no telão.

Claro, HAHA, mas no dia que todo homem babaca ouvir um coro de CONTADORCONTADOR me sentirei mais a vontade em chamar as companheiras de gênero por uma alcunha que não refere a sua profissão de escolhas, sacou, ermão?

Bom, logo em seguida jovens transtornados por muitas horas sentados com sua internet ultra rápida, pouco sono, pouca cafeína, muitos hormônios, enfim, você conhece a história, se rebelam e partem pro ataque na Guerra das Cadeiras [ou dança das cadeiras, ou whatever]

Eu assisti isso e fui dormir, rindo muito. Muito mesmo. Acordei pruma quinta que prometia diversão, já que começava com Chico Barney, Arnaldo Branco e Ronald. Infelizmente aí acabou o melhor do dia.

Depois disso assisti ainda 2 negózdo Plano de Banda Larga Nacional e um de Blogs e Direito. Sobre os dois primeiros digo: um deles vi apenas metade, o outro resumirei abaixo. Sobre o último digo: só um dos participantes parecia ter algo a dizer, o que fez com que o mediador participasse. E na platéia uma histérica me causou vergonha alheia galopante, como seu gestual, então me retirei.

*pausa para mais uma passeata sem motivo, que diverte muito a galerinha, pelo visto*

Queria ver um negócio no palco principal com o criador do Mercado Livre, mas resolvi que hoje era o dia de almoçar, então saí do negózdi humor e fui comer e voltei direto pra da banda larga que estava marcada pras 14h. Começou as 14’20, com a chega do Gilbert Gil. Mas saca que o Célio Turino (Secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura) chegou ainda depois. Uma coisa que tem me aborrecido é que as coisas começam quando querem. Umas na hora, outras não. E isso muda tudo, tu perde partes, enfim, vai te enredando numa teia muito malandra de danação, ermão. Quase como no Lost Highway, só que sem nada disso que você está pensando, seu XXX.

Mas, ok, a maioria atrasa, mesmo, então tu costuma perder só uns 10 minutos. Claro que isso afeta meu TOC, mas cobrar por pontualidade costuma ser visto como uma pequena implicância sem sentido, falta de capacidade de pensar de maneira criativa. Depois EU que sou binária, saca. Você realmente se sente mais criativo só pq é um TRAPALHÃO? Apontar semelhanças, pode usar o DIDI como exemplo se quiser.

Logo de início a palestra, que deveria ser sobre os rumos do tal Plano, se reapresenta como uma palestra de desejos, já que não possuía um representante oficial do governo [aparentemente o sujeito não pode vir por estar e férias]. Aí eu penso que por mim tudo bem, sabe, eu tou interessada em ouvir isso também, talvez até mais. Mas o que me espera é uma tarde que vai me deprimindo progressivamente ao me lembrar o que é Braziu, o que é política nacionau, quem faz o que, quem pagamos o que e, acima de tudo, quem se importa.

Então nem vou me ater. Gilberto Gil, por exemplo, falou bastante. Disse quase nada, mas falou bastante. Foi ovacionado. Mas disse quase nada. Franklin Coelho (Universidade Federal Fluminense e Projeto Piraí Digital) e Fernando Pezão (Vice-governador do Estado do Rio de Janeiro) falaram sobre o incrível Projeto Piraí que eles criaram, executaram e que, tudo indica, é a base de toda a idéia do Plano de Banda Larga. Além de fazerem piadas com o FUST, apoiados pela platéia e por todo mundo, basicamente.

E a grande surpresa vem de Antônio Carlos Valente (Presidente da Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil) , que fala da média de 50% de imposto em todo os níveis na comunicação e cita exemplo de 75% naquele modem 3G, pelo que entendi. Além disso ele fala que não existe maior oferta de serviços pq ela só pode ocorrer quando são oferecidas licitações do governo e cita a frequencia IMAX, que todos querem e inexiste a oferta governamental.

E cita o exemplo da diminuição de impostos nos computadores, que galerinha deve lembrar criou 2008/2009 como anos de consumo intenso de bens não piratas, alimentou, aumentou, melhorou industria nacional, etc. E que galerinha sempre usa pra fazer governo e todo mundo pensar: videogames WHY NOT? Maior indústria do mundo afundada em taxa em cima de taxa em cima de taxa e nem vou achar agora que são duas da manhã, mas está entre os 10 itens mais taxados NO PAÍS [o modem 3G nem tava na lista, então só pense nisso] pq governo decidiu que tu e eu não precisamos disso. Não precisamos, é superfluo, saca. E daí ali e acolá pode ter rapaziadinha que concorda, mas em dogville de internet nem é isso que eu vejo. Eu vejo um monte de gente que curte e precisa.

E precisar é isso, sim. Precisar não é só sobrevivência, inclui bem mais que isso, não somos formigas, não somos tartarugas, apesar de Eagleton ter comparado nossa noção de sentido da vida pós-moderna a de uma tartaruga [depois explico a piadinha. Euri]. Precisamos de entretenimento. Entretenimento é a pele da vida, ninguém vive só com ossos e orgãos.

*pausa pro momento live pacman. melhor momento do dia, ein*

Aí, bom, pra não finalizar de maneira deprimente volto lá pro primeiro negócio que eu fui, aquele onde descobri que Chico Barney é somente um cara. Ia até comentar, mas esse vídeo produzido pelo Interbarney diz tudo. Turma, não percam.

Everybody was Campus Party II

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia), super internet world with tags on 27 de janeiro de 2010 by mari messias

DIA 2 da invasão zumbi

[eis um post muito grande mesmo bagaray]

Bom, linearidade é coisa do passado, por isso começo falando do segundo dia meu [o 3º do negócio] pelo final do meu primeiro dia. Me larga.

Ontem descobri que rola bus até Jabaquara, tipo tinham me dito que rolava ano passado, mas que mão pra descobrir isso. Todo mundo que trabalha aqui só responde: Não to sabendo. Pra qualquer coisa. São uns doces, em sua maioria, mas qualificação é coisa do passado, o conceito empregado aqui advém de BRIC.

Então. Depois que as pessoas vão embora [e ficam só os mutantes. Mas que estúpida] e fica só quem tá acampando, os valerosos, o negócio fica muito mais casca, muito mais massa. Ontem vi apenasmente duas palestras, mas dei umas bandas, falei com uma rapeize, sidiverti, acompanhei um roquenrou racing, vi o show dos Game Boys, tomei suco de amore, enfim.

Pelas dez rolou uma apresentação do Partido Pirata Brasileiro, emocionei e assisti tudo pensando em Seibel muito.

ih, oh eu ali

Quase congelei, também.

Weather Channel FML. VLW.

Daí deitei no saco de dormir da Marcela e notei que um novo mundo era possível . E tem um cara sentado na minha frente me olhando [ok, meu frizz está encriveu mas ele é tem chanel bochecha] e todos aplaudem a chuva e congelarei de novo. BRIGADO EIN SENHOR DO TEMPO.

Daí acordei tarde, tomei banho, tentei sivirar nas condiçães de LOST nas quais me encontro e segui pra ver o MÃO DO DEMO Scott Goodstein. Que deu uma palestra genial, mostrando como conseguiu convencer o mundo que o same old shite Obama era o Messias.

E quem tiver dúvidas deve ler isto antes de começar a falar qualquer coisa.

Depois disso fui comer um negózdiperu que perdi o almoço e queria ver a sequencia de debates sobre direito autoral antes de ir pro debate sobre ex-blogueiros. Mas tem tanta coisa sobre esses dois debates que dói. Anotei tudo analogicamente, que eu tenho quase 300 anos. Então comecemos pelo começo. O que está em jogo na reforma do Direito Autoral, o primeiro.

Cheguei levemente atrasada pq fiquei conversando com uns guris sobre ser nerd na contemporaneidade e FIS e CIRS e CP e sua mãe, eles tão com saudades pediram pra mandar um beijo.

Mas aí cheguei e o Gustavo Anitelli (Teatro Mágico e do MPB) estava começando a falar sobre música. O que, é claro, incorre no monopolismo do nosso Braziu, no direito autoral que não favorece o autor, naquele papo de jabá, de como o ECAD e arrecada dinheiro de todas as rádios, qualquer rádio, por qualquer música, e restitui só pros TOPs dos estados.

E aqui abro parêntesis pra trazer uma idéia dele que o Leandro Vieira Maciel (roteirista do filme “Dossiê Rebordosa”) falou mais tarde e é um troço que parece bem besta mas é um dos pilares essenciais do negócio. Nós muitas vezes associamos e somos levados a associar direito autoral com direito do autor, mas isso é verdade tão poucas vezes que nem deveria ter este nome. Exemplo de Gustavo foi Hermeto Pascoal, mas poderia ser um zilhão de pessoas [músicos, escritores, atores, etc] , que não tem a propriedade intelectual dos seus primeiros discos e tampouco terá eles reeditados pela gravadora. O Leandro falou que ele, pra trabalhar como roteirista, que é uma coisa que quem faz este tipo de trabalho [e quem faz trabalhos similares conhece] tem que assinar termo que cede direito autoral. Em geral com validade de CEM ANOS. Você cria, mas não é seu. Ou isso, ou nada. E logo em seguida ele disse que nunca ganhou por exibição da sua obra. EE eu nem queria incitar ninguém a nada, amigs, mas isso é a tru pirataria, a pejorativa.

Enfim, Leandro não vive sendo roteirista. Isso me deixa bem triste, sabe. Eu acredito que arte não é caridade. Por isso, também, me interessa o direito autoral.

E aí apresento pra vocês resumão do que falou o Luiz Moncau (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio), que me cativou a alma.  Ele citou a fonte, mas nem anotei, mas disse que somos uma das 5 nações do mundo que deixa o consumidor mais desamparado no assunto do direito autoral, incluindo aí no sentido educacional, onde pouquíssimas pessoas podem custear o material didático de ensino, ele pergunta duas coisas:

  1. Em um país onde criminalizamos mais de 90% da população [já que também estamos entre os que mais acessam e que mais ficam tempo na internet], quem erra, a ley ou a população?
  2. E se o Youtube tivesse sido desenvolvido no Brasil, teria rolado ou ele teria sido banido em fase de teste ou pré-teste por algum recurso legislativo absurdo afundado em desconhecimento de causa, etc?

E daí, abriu-se o microfone, as pessoas demonstraram desconhecer o conceito de pergunta em si. Mas as respostas das não-perguntas foram geniais. Claro, não anotei. Mas lembro que senti: UHUOUIÉ.

E o seguinte foi: Troca de arquivos P2P na Internet e o direito autoral, onde praticamente só assisti a apresentação dos caras. Duas pessoas equilibradas. Um capitalista sem noção, um anarquista sem noção.

O José Murilo (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura) já chegou citando Code do Lessig e ganhando meu abracinho virtual. Ele também disse que o governo deve participar rapidamente dessas alterações normativas, pq ele pode ser o que mais se beneficie.

Daí ele citou o Manifesto pelo Domínio Público [Communia], e realçou esses 3 pontos:

1-     O domínio público é a regra, proteção de direitos autorais é a exceção

2-     O que está em domínio público deve permanecer no Domínio Público

3-     A proteção de copyright deve durar apenas o tempo necessário para alcançar um equilíbrio razoável entre (1) a proteção para recompensar o autor por seu trabalho intelectual, e (2) a salvaguarda do interesse público na divulgação da cultura e conhecimento.

Daí o Túlio Lima Vianna (Professor de Direito Penal da UFMG) chegou dando as real: a criminalização do copista não é moral, é política. A quem interessa a tutela moral do direito autoral? Complementanto com a informação de que não existe prisão por dívida, só por fraude e por direito autoral, onde as penas chegam a ser maiores que no caso de furto, a informação fica bem clara.

Daí o Márcio Gonçalves (ex-Diretor Regional Anti-pirataria da MPAA – Motion Pictures Association of America) lançou seu papinho de recuperar o lucro e o Thiago Novaes (Descentro) falou de patrimônio humanitário [rélou, artista é o novo padre com profissão de fé] e como reconhecimento é só uma derivada [e lucro nem entrou no seu discurso].

E ouvi muito MUITO a expressão do momento: TRANSVERSAL. Um papo POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO, ONG, CRIAR UM PROJETO, etc.

Depois debatemos essa necessidade de hobbieficar, radicalizar e, bom, vou jantar.

CANSEI.

p.s.: esqueci de dizer que tb vi uma coisa sobre ex bloggers onde Gilberto Knuttz, Gabriel Von Doscht, Rafael Capanema, Clarissa Passos, mediados por Tiago Dória mostraram que existe ser antiquado e anti-pirataria mesmo online. E eu ri. Sabe que ontem vi uma coisa e falei pro Vinícius que ri e ninguémriu e é meio que a idéia de livin la vida freestyle, então divido ver se alguém mais ri.

E também divido curta do Vinícius, caso alguém curta. Me deixa, eu durmo em barraca e tomo banho em um banheiro muito estranho deveras, eu posso. Hahahaha.

p.s. II: esqueci de duas coisas legais. o Anitelli lá de cima também falou sobre jabá na internet, em um dos pontos altos do negócio, citando, claro, Myspace e seu dizaime 95.

http://culturadigital.br/

Everybody was Campus Party

Posted in o mundo (essa folia), super internet world with tags on 26 de janeiro de 2010 by mari messias

DIA 1 da invasão zumbi

Como um dos maiores eventos de tecnologia do país, antes mesmo de chegar já tenho algumas reclamações sobre a CP. O site é tosquíssimo. A agenda é incompreensível. Não existe busca nela, os assuntos são mei bizarros. Uma amiga me ligou pedindo direcionamentos sobre como comprar ingressos. OI. Coisa que eu demorei um bom tempo pra achar. Eu que não sou n00b. Hshs. Ela também não é, btw.

Bom, além disto, o evento acontece muito longe. Todos os meus amigos paulistas me disseram: ah, mas como é um evento gigante, lá na pqp, eles devem ter vans até o metrô, até algum lugar central. Não tem. Ok, a estrutura é todo criada para que vc fique aqui, acampe. Mas obrigar o sujeito a comprar esta idéia é americanismo, não cola mais. Por isso acho que a CP tá com os dias contados. E isso tu olha na cara dos passantes. Imagino que bem mais populares que nos outros anos.

Os caras pensam: estamos lotados, quem reclamar vsf, não quer não vem. Roma tb pensou assim amigs. Ninguém sabe dar infos direito. Entrei em 3 filas. Esperei 1´30 pra entrar.

Por outro lado, não posso negar a emoção que senti de avistar o toldão da feira ao longe. Desde a primeira edição quis vir, como boa nerd desde antes de ser uma coisa boa ser nerd. É como aquele texto que postei :

There was a time–yes, my children, the legends are true–when J.R.R. Tolkien was not cool. Really. Very much not cool. Also video games, and Spider-Man, and the X-Men.

Nessa época as coisas eram mais difíceis pros nerds, por isso eramos mais unidos, como são os povos que vivem sob ameaça. E as coisas não eram como são agora, também, com o próprio conceito do que é ser nerd. Ser nerd era uma batalha constante e foda. Poucos sobreviviam. Mas isso foi antes de 300 virar filme e podíamos pensar em Leônidas e Molon Labe sem aftertaste amargo nenhum.

Esses dias pensei que essa galera das exatas anda muito tosca. Lembro da minha juventude quando os programadores liam mais filosofia que eu. E é sobre essa época aurea que veio nos falar o Kevin Mitnick. Na verdade ele veio nos falar de antes, mas vamos pensar que foi dessa época pq nessa época fizeram um telefilme sobre ele, ele virou o cara: cracker e hacker, acho. Ah, sei lá. VSF PFV BEIJS AMIGS.

Mas, enfim, eu sabia que ele seguia  sendo o cara pq ícones são ícones e ele tem uma história muito cheia de reviravoltas como só o pessoal do arté consegue. E por isso imaginei que estaria lotado. Daí tb descobri que ele era atração principal. O que ajudou.

Mas  ele começou com uma apresentação inicial desgostosa. Cafona. OMG. Risadas na platéia. Eu fiquei confusa.  Daí ele deu uma palestra sobre o que ele chama de social engineer, que são pessoas que hackeiam as outras. Saca?

Numa época que todo mundo fala de dividir contribuir repensar ações ser qualificado pra falar fazer ele vem me ensinar a passar a perna, a ser manipuladora, escrota.

Aí me ocorre: o que os US fizeram com o MITINIQUI? Mas já na colada lembro do livro que tou lendo onde o Eagleton fala sobre a importância de formular perguntas, aquilo tudo que até ja comentamos aqui, ser maior que a importância de responder muitas vezes.

E roubo a citação de King Lear dele: I´ll teach you differences

Ele vem nos ensinar que todos querem nos passar a perna, nos substrair informações, que não existe relacionamento puro. Ela vem nos ensinar um fantasmático endiabrado.

Por outro lado, a mensagem do Mitnick é a mensagem da geração dele, uma geração que vivia em um homem só. Todos juntos reunidos numa pessoa só. Uma geração de egos, que foi soterrada por mudanças mais rápidas que ela tava preparada pra encarar.

Não tinham existido nunca no mundo mudanças como estas, né. Nós vemos isso all the time, mas, saca. Naquela época as coisas eram como no Gênesis, demoravam 150 anos de GESTAÇÃO. Hshs.

Ele continua um ícone, as pessoas demonstram afeto, demonstram que curtem e admiram os feitos, mas tb demonstram que o discurso não faz mais sentido.

O momento alto foi quando ele fez o que sabe, crackeou o celular de um fotógrafo que se ofereceu. Comoção. Os trechos de histórias foram divertidos. Ele é simpático. Mas o resto foi solitário e saí decepcionada e cansada, mas com vontade de dar um abraço nele.

Então rumei pra mesa sobre Games, Mídia e Regulação. Não pude ver inteiro por uma série de confusões, mas que bela exposição de idéias. Que belas idéias. Que belas pessoas.

De certa forma eles tb falaram sobre o que Mitnick sentia, uma ansiedade regulatória, o desconforto que manifestamos diante das novidades e como as pessoas regulam sobre isso quando tem poder e desconhecimento e os danos disso.

Gostaria de ter anotado melhor, ter visto mais. A parte de legislação me atrai muito, como se sabe. Acho que quase sempre podemos nesses regimes de exceção pra falar de quase tudo na vida.

Os negritados são expressões que roubei do que ouvi lá.

E agora, daqui de onde vejo, o povo se reúne e ovaciona e lota a apresentação do Jovem Nerd, provando o que eu disse lá no primeiro parágrafo. GPA TDB

BEIJSNÃOIREIJAMAIS

[e depois falo da soundwalk que EU AMO QUERO SER GRANDE, SACA]

Falando do que não se sabe [de novo]

Posted in idéia não tem dono, nadavê véiô, super internet world on 11 de janeiro de 2010 by mari messias

Estou lendo Remix do Lawrence Lessig, já que meus outros livros estão vindo de burrico da Amazon ao que tudo indica. Pois bem, ele é professor de direito americano, então nem tudo se encaixa literalmente ao Braziu, mas claro, no sentido abordado pelo livro eu acredito que derivamos, então é interessante saber o que um cara que tem idéias tão legais pensa sobre isso.

Em determinada parte do livro ele fala sobre como a falta de uma alteração eficaz ao P2P na legislação moldou a sociedade atual de maneira danosa. E cita 4 motivos.  O primeiro é o epic fail na batalha contra a pirataria. O segundo é fazer com que isso desagregue o valor financeiro da produção intelectual o que, em uma sociedade capitalista, relaciona-se bastante com a idéia de respeito. O terceiro é que a não legalização dessa forma de consumo freia todas as possíveis infinitas inovações tecnológicas do setor. Na verdade, reduz elas. Tremendamente. De maneira socialmente danosa. E o quarto, esse copio pra vocês, que vale a pena e já falamos coisas similares por aqui.

But fourth and most important, had we had a system of compulsory licenses a decade ago, we wouldnt have a generation of kids who grew up violating the law. As a recent survey by the market research firm NPD Group indicated “more than two-thirds of all the music [college students] acquired was obtained illegally”. Had the law been changed, when they shared content, their behavior would have been legal. Their behavior would therefore not have been condemned. They would not have understood themselves to be “pirates”. Instead, they would have been allowed to lead the sort of childhood that I did – where what “normal kids did” was not a crime

E tudo isso, ele afirma, por questão de interesse. Interesse que favorece indústrias de entretenimento e adevas, mas atravanca com a vida de muitas outras indústrias e com tudo aí citado.

Disso, traçando um paralessig, tenho voltado ao pensamento de um negócio que me atrita internamente. Tem tempos eu debato com amigos sobre a situação da indústria de bebidas e da indústria do cigarro.

Pq eu bebo e fumo e aceito que ambos fazem mal bagarai e tralalala. Mas nunca entendi a diferença de tratamento: uma indústria não pode patrocinar eventos com jovens e outra pode, sendo que ambas são proibidas para menores. Os danos passivos do cigarro, sempre um atrito científico, são terrivelmente piores que os do álcool. Ao menos é isso que nos vendem aqueles que esquecem de acidentes, mortes, assassinatos, violência, abusos, etc.

E mesmo sem ninguém concluir nada, ou com todos concluindo tudo, sobre fumante passivo e o fumo é [na maioria dos casos sábiamente] proibido em locais públicos [o toldo me foge, entretanto, juro]. Mas todas as doenças derivadas de consumo de álcool são ignoradas. As pessoas bebem uisquinho caubói na novela, PRA RELAXAR, saca? Como definimos nossos vilões?

Então esses dias li sobre sermos o 2o ou 3o país que mais [juro que tentei mas nem achei] consome cerveja do mundo. Achei a Heineken comentando sua fusão recente:

Com esse negócio, nos tornamos uma empresa forte e competitiva na América Latina, um dos mercados de cerveja mais lucrativos e de maior crescimento no mundo.

Pronto, crayon. Como diria Rimbaud: Quanto a mim, estou intacto e nem ligo. Algo assim, algo do níveu.

E outra, quem for no show do Metallica, sério, me esquece. Acho tão cafona quanto curtir um U2.

/quit cansei

Ahoy, adjust your sails, matey

Posted in ctrl+c ctrl+v, idéia não tem dono, ieieie, super internet world on 28 de setembro de 2009 by mari messias

A bela paródia acima foi indicação do Fzero (depois dizem que eu exagero, mas meus amigos de IRC são massa, mes).  Da pra ler o post original do Boing Boing aqui.

Pra quem não sabe, a Lily Allen, conhecida por sua histeria pública (lembra quando ela chorou no seu Myspace brigando com alguém, acho que Amy Winehouse? Eu nunca esquecerei, sério, trauma) tem dado vexame pelo mundo. De novo.

Aqui post do Arnaldo Branco sobre isso.

Nem vou me dar ao trabalho de falar longamente sobre, deixo mil links, mas achei relevante citar que, dada a maleabilidade das noções de copyright, Lily tem sido exposta por burlar a lei ela mesma.

Vale lembrar que o chilique é tamanho que A Allen disse que vai largar a música. Me recuso a fazer piadas óbvias.

Copyright é o novo pecado, só existe no dos outros. Eu não, eu sou a pessoa mais santa e idealista desse mundo. Em homenagem a isso, fiquem com Solomon, amigo do único Allen que vale nota:

É um absurdo que me achem louco. Logo eu, que sou a pessoa mais santa e idealista desse mundo desvairado de hoje. Os verdadeiros santos eles consideram loucos, eles é que são loucos. Um doido me bate a carteira e eu acabo enfiado numa camisole de force por não ter sido suficientemente amoral. Os padres vêm ajudar estes insetos perdoando tudo na confissão.

Eu que sou letrado, eu que sou poeta, eu que sou bom, eu que renunciei ao mal, eu que não uso drogas, eu que não roubo, eu que não sou comunista, eu que tento agradar, eu que perdôo os nazistas, eu que não sou Leopold nem Loeb, eu que não vingo, eu que sou tranqüilo e auto-suficiente – insultado, violentado, etcterado por vocês por não corresponder ao seu estereótipo imaginário de mim.

E Rimbaud, Artaud, Baudelaire? Quem são vocês, bando de canalhas nojentos com sua falsa respeitabilidade. Seus babacas vestidos de polícia, vocês e seus cus paranóicos.

Seu companheiro de guerra é seu próprio cu e eu não vou salvar vocês. Não vou salvar vocês dos russos, dos chinas, dos cubanos, dos ladrões do Harlem, nem dos porto-riquenhos pirados. Vão travar sozinhos suas batalhas valentes contra criminosos. EU ME RECUSO A SERVIR. EU ME RECUSO A AJUDAR SYGMAN RHEE EU ME RECUSO A AJUDAR CHIANG KAI CHEK EU ME RECUSO A AJUDAR FRANCO VÃO SE FODER.

0503

La vie Internet

Posted in super internet world on 27 de setembro de 2009 by mari messias

Perdoem se me repito pra alguns, É A VIDA.

Eu sou uma defensora da internet, não no sentido de: como eu gosto daqui, eu baixo coisas e faço amigos, mais no sentido de que a internet é uma revolução verdadeira. Uma revolução pra mim, pro mundo, uma TAZ, um negócio que ainda nem começamos a entender totalmente, mas que estamos vivendo e que está alterando todas as coisas. Me comove viver mudanças.

É mais ou menos como ver uma criança crescer ou alguém engordar. Se vemos a criança ou a pessoa todos os dias nem notamos como ela cresceu/engordou, mas se vemos de tempos em tempos, notamos e apontamos: veja, ela cresceu/engordou.

Assim a internet cresce e engorda na nossa frente e só nos damos conta quando paramos, distanciamos o olhar e pensamos em um mundo sem ela. Em um mundo pré-ela, pra alguns, em um mundo pouco possível sem essa existência, pra outros.

Assim, o Telegraph faz uma brincadeirinha que é: 50 coisas que estão morrendo graças a internet. Na mesma onda de um artigo do Eco que fala da morte da escrita à mão, caloigrafia.

Como uma entusiasta de ver o novo acontecendo nas minhas fuças, digo que já cheguei em ambos os textos com um asquinho de apocalipticos. Esse povo que acha que tudo vai profanar.

Porém convém dizer que o primeiro, do Telegraph, nem precisa ser levado a sério, ainda que tenha pontos altos e legítimos [como por exemplo “7) Adolescent nerves at first porn purchase”], ele é feito como entretenimento. Claro que na lista estão ouvir um disco inteiro, comprar discos físicos, lojas de CD, enfim. Mas além disso, estão também muitas coisas que, brincando, nos mostram como esse acesso ilimitado ao conhecimento nos faz cada dia mais sabichões.  Agora a pessoa tem que ter uma certa moral pra nos tirar, moral de Wikipedia. Saca?

Mas, então, Eco chega mostrando quem manda e, mais embasadamente e com mais finesse e glamour, dá a real sobre uma coisa que vivo repetindo, ei-la:

Although the cellphone has taught the younger generation to write “Where R U?” instead of “Where are you?”, let us not forget that our forefathers would have been shocked to see that we write “show” instead of “shew” or “enough” instead of “enow”. Medieval theologians wrote “respondeo dicendum quod”, which would have made Cicero recoil in horror.

[…]

It’s true that kids will write more and more on computers and cellphones. Nonetheless, humanity has learned to rediscover as sports and aesthetic pleasures many things that civilisation had eliminated as unnecessary.

People no longer travel on horseback but some go to a riding school; motor yachts exist but many people are as devoted to true sailing as the Phoenicians of 3,000 years ago; there are tunnels and railroads but many still enjoy walking or climbing Alpine passes; people collect stamps even in the age of email; and armies go to war with Kalashnikovs but we also hold peaceful fencing tournaments.

Ainda que nem chegue perto da vida, quem falou que tem que chegar perto da vida? Não é mimetizar, vida já existe, pra que duas? É internet, abrindo seu espaço na vida, transformando as coisas pra caber mais um.

Como eu vejo, claro.

Beeeeeeeijs.

Pra quem não entendeu, eis uma explicação bem clara do que é a internet:

.D

Outra coisa que tu pode curtir ler é: Video games need a more diverse cast of characters

Dexter!

Posted in nadavê véiô, super internet world on 20 de setembro de 2009 by mari messias

Por Zeos, andei afastada do mundo e nem falei das novidades Dexter. Vou reunir tudo aqui pra celebrar a quarta temporada que começa dia 27 de setembro, já na primavera. Viu como é verdade aquele ditado que diz: “não há inverno que dure pra sempre”?

Pra começar, galere vai ficar preconceituosa, mas eu realmente ponderei comprar um iPhone pra jogar o Dexter: The Game. Claro que essa ponderação foi coisa rápida e logo voltei pra realidade, onde eu continuo achando que Apple é stuff white people like [e também imagino que o jogo não seja grandes coisas, mas medeixa]. O jogo vai sair pra toda nova geração, também, mas a versão pra iPhone e iPod Touch já existe, dizem.

Além disso, claro, tem o Early Cuts, uma web série animada de 12 episódios. Essa sim, tudo indica ser a maior delícia dos deuses. E vai ser lançada junto com a nova temporada, pra ajudar os junkies a sobreviver nesses tempos difíceis de esperar pelo próximo episódio. A voz é do Michael C. Hall. Sério, tem tudo pra dar certo. Mais aqui.

Eis, ainda, 5 dicas de paternidade do Dexter e, dia 27 ta na esquina. Soei calma, né? Nenhuma ansiedade. Quem diria. Foi o boa-noite-cinderela-natural que Rony me deu em SP, ceeeerto. Alguma coisa aconteceu. Juro. Hshshs.

Ah, sim, mais duas contagens regressivas: primavera, 3 dias. Meu aniversário de 30 anos, pouco mais de um mês. Emoção&aligria. Então, pelo segundo ano afirmo que meu inferno astral promete. Tou nos aguardes.