Archive for the o mundo (essa folia) Category

Digam a Satã que o recado foi entendido

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 16 de novembro de 2013 by mari messias

satãDaniel Pellizzari

 

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R.I.P. Amy Winehouse

Posted in ieieie, o mundo (essa folia) on 23 de julho de 2011 by mari messias

Feliz Aniversário (atrasado), Kafka

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 5 de julho de 2011 by mari messias

Foi dia 3, mas não é todo dia que comemoramos 128 de nascimento de alguém tão queridinho ;~

Nightclubs are hell. What’s cool or fun about a thumping, sweaty dungeon full of posing idiots?

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 16 de junho de 2011 by mari messias

I’m convinced no one actually likes clubs. It’s a conspiracy. We’ve been told they’re cool and fun; that only “saddoes” dislike them. And no one in our pathetic little pre-apocalyptic timebubble wants to be labelled “sad” – it’s like being officially declared worthless by the state. So we muster a grin and go out on the town in our millions.

(…)

Clubs are such insufferable dungeons of misery, the inmates have to take mood-altering substances to make their ordeal seem halfway tolerable. This leads them to believe they “enjoy” clubbing. They don’t. No one does. They just enjoy drugs.

Drugs render location meaningless. Neck enough ketamine and you could have the best night of your life squatting in a shed rolling corks across the floor. And no one’s going to search you on the way in. Why bother with clubs?

“Because you might get a shag,” is the usual response. Really? If that’s the only way you can find a partner – preening and jigging about like a desperate animal – you shouldn’t be attempting to breed in the first place. What’s your next trick? Inventing fire? People like you are going to spin civilisation into reverse. You’re a moron, and so is that haircut you’re trying to impress. Any offspring you eventually blast out should be drowned in a pan before they can do any harm. Or open any more nightclubs.

(…)

Anyway, back to Saturday night, and apart from the age gap, two other things stuck me. Firstly, everyone had clearly spent far too long perfecting their appearance. I used to feel intimidated by people like this; now I see them as walking insecurity beacons, slaves to the perceived judgment of others, trapped within a self- perpetuating circle of crushing status anxiety. I’d still secretly like to be them, of course, but at least these days I can temporarily erect a veneer of defensive, sneering superiority. I’ve progressed that far.

Inteiro aqui

R.I.P.

Posted in ieieie, o mundo (essa folia) on 27 de maio de 2011 by mari messias

Bah, morre um sujeito foda. Gil Scott-Heron, R.I.P., broder.

Mais dele aqui.

Jogo da vida

Posted in idéia não tem dono, maconha, nadavê véiô, o mundo (essa folia) on 16 de maio de 2011 by mari messias

Esses dias li, no Gamasutra, um texto do Ian Bogost falando contra a idéia de gamification. E não seria capaz de tirar toda a razão do cara quando ele argumenta que existe muito de pejorativo e de posicionamento retórico nas acepções dessa expressão.

Quando, por exemplo, alguém pensa nesse tipo de idéia como “finalmente um uso (prático)” para os games eu sempre penso em poesia, que é outro lance que eu gosto muito e que atingiu alguns de seus patamares mais lamentáveis buscando uma “utilidade”, algum papel social. Ignorando que isso é intrínseco a qualquer coisa, no final.

Como diria o Leminski, poesia é uma inutilidade cotidiana, no sentido de que precisamos de coisas que não encaixamos no fluxo objetivacional: trabalho-dinheiro-persona-sei lámaisoque. No sentido de que muitas das melhores coisas da vida, feito amor e gatos, são parte do que tem de belo, não do que tem de útil, na existência. No sentido de que uma coisa/alguém pode simplesmente existir na nossa vida porque sim. Saca?

Além disso, o Ian fala lá da ideologia por trás das palavras. Como expressões feito “jogo sério” e “guerra ao terror” foram difundidas no uso cotidiano sem, quase nunca, levar em conta a postura diante de mundo que vinha embutida nelas. Muitas vezes não notamos, mas todas as maneiras de expressão de existência são um statement. Se eu uso preto, se eu vou ao cinema 3D, se eu falo “todos chora”, tudo isso é uma manifestação da crença que temos nas coisas do mundo.

As Luntz puts it, what matters is not what you say, but what people hear. And when we’re talking about games, people often hear nothing good. Making games seem appealing outside the entertainment industry is a daunting task, and a large part of the challenge involves deploying the right rhetoric to advance the concept in the first place.

Claro, nem todo mundo é assim. E nisso acho que a abordagem do Bogost é tão tosca quanto a dos social game haters. Ver de fora, algo que não te interessa, ou tu acha que não te interessaria, é coisa de quem JÁ SABE TUDO e, como tal, pode morrer e virar diamante.

Em alguns casos, sim, as propostas são de estripar o próprio conceito de jogo e deixar só uma estrutura utilitária descolíssima. Mas, como ocorre com edugames e afins, não acho que isso vá dar muito mais certo do que qualquer outra abordagem, tipo, poesification, daria.

Mas, em outro sentido, a idéia de aprender com o que os jogos e nossa loucura por eles pode nos ensinar me parece tão boa e quanto qualquer outra.

Especialmente se notamos a estrutura de ambos como algo similar, tipo, a vida é um game não muito aberto.

Além disso, vários especialistas, de diversas áreas, como educação e psicologia tem pesquisado e buscado compreender os motivos que nos levam a jogar. E isso pode nos levar muito adiante, adaptando o mundo cotidiano a quem somos e não vice-versa, que é como me parece que ocorre DESDE SEMPRE. No Guardian tem um texto sobre algumas dessas pesquisas:

An effective learning environment, and for that matter an effective creative environment, is one in which failure is OK – it’s even welcomed. In game theory, this is often spoken of as the ‘magic circle’: you enter into a realm where the rules of the real world don’t apply – and typically being judged on success and failure is part of the real world. People need to feel free to try things and to learn without being judged or penalised.

Alguns dos grandes aprendizados que os games tem nos trazido são o exato oposto do que o “mundo real” sempre nos deu e ensinou a dar. Por exemplo: o valor de falhar, de reconhecer mérito, de notar cada indivíduo como insubstituível e único, de aprender com os outros, etc etc etc.

Enfim, tem mais de 12 mil coisas positivas e negativas que essa nova postura com relação aos games pode trazer pra nossa vida out game.

Mas daí eu penso na resposta do Zizek, de que não existe real sem virtual, o virtual do vazio fantasmático. Mais ainda, de que algumas vivências extra-reais são mais reais que a própria realidade.

Nesse caso, o papel que enceno em meus sonhos acordados do ciberespaço não é de certa forma “mais real do que a realidade”, mais próximo do verdadeiro núcleo da minha personalidade do que o papel que desempenho em minhas trocas com meus parceiros na vida real? É exatamente porque estou consciente de que o ciberespaço é “apenas um jogo” que posso viver nele aquilo que eu nunca poderia admitir em minhas trocas intersubjetivas “reais”. Nesse sentido, como diz Jacques Lacan, a Verdade tem a estrutura de uma ficção: o que aparece como sonho ou mesmo como sonho acordado é às vezes uma verdade escondida cuja repressão estrutura a própria realidade social. É aí mesmo que reside a última lição de A interpretação dos sonhos, de Freud: a realidade destina-se àqueles que não podem suportar o sonho.

Ou ainda:

Our fundamental delusion today is not to believe in what is only a fiction, to take fictions too seriously. It’s, on the contrary, not to take fictions seriously enough. You think it’s just a game? It’s reality. It’s more real than it appears to you. For example, people who play video games, they adopt a screen persona of a sadist, rapist, whatever. The idea is, in reality I’m a weak person, so in order to supplement my real life weakness, I adopt the false image of a strong, sexually promiscuous person, and so on and so on. So this would be the naïve reading… But what if we read it in the opposite way? That this strong, brutal rapist, whatever, identity is my true self. In the sense that this is the psychic truth of myself and that in real life, because of social constraints and so on, I’m not able to enact it. So that, precisely because I think it’s only a game, it’s only a persona, a self-image I adopt in virtual space, I can be there much more truthful. I can enact there an identity which is much closer to my true self.

Nesse sentido, buscar compreender os apelos da ficção não deixa de ser tentar entender quem somos. Ou, como diria o Vonnegut:

We are what we pretend to be, so we must be careful about what we pretend to be

R.I.P. Scliar

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 28 de fevereiro de 2011 by mari messias

Então é Verão, e o que você fez?

Posted in degredo no olimpo, idéia não tem dono, ieieie, maconha, nadavê véiô, o mundo (essa folia) on 21 de dezembro de 2010 by mari messias

Sim, continuarei comemorando estações. No meio do ano conheci Bonito, fugindo da idade glacial que estava em PoA. Então um dia, voltando dum mergulho massa, toda molhada, solzinho delícia e a brisa, eu pensei que nunca mais problematizaria a vida ou leria mais nada se pudesse só ficar sentindo aquele brisa delícia.

Tipo Issa:

pobre sim pobre pobre pobre
a mais pobre das províncias
mas sinta esta brisa

E tem também: Na real, verão pra mim sempre é Canto de Ossanha. Poseidon chega lavando a costa e dando as real.

O homem que diz dou não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz vou não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz sou não é
Porque quem é mesmo é não sou

Aqui tem o Contagem Regressiva, uma homenagem ao Verão, cheio de sonzera.

E aqui tem nossa deliciosa trilha de verão, versão nacional; Summer is Magic, mórenas.

Beijsbeijs.

Excesso de opinião

Posted in deveras pessoais, maconha, o mundo (essa folia) on 28 de novembro de 2010 by mari messias

Absolute truth is a very rare and dangerous commodity in the context of professional journalism. – Hunter S. Thompson

Ontem o Milton chegou aqui em casa eufórico, dizendo que tudo ia mudar graças a uma bomba dos Wikileaks. Eu não botei muita fé, já que a (troco de gênero quanto quiser, me larga) Wikileaks tem mostrado uma infindade de podreiras do mundo, mas nunca recebeu atenção de massa, aquela que MUDA TUDO, e que eles mereciam. Talvez o nome, como MARCA revolucionária (tipo Che), mas as informações nunca vi serem debatidas em mesa de bar por um bando de gente emocionada.

A importância desse medidor da mesa de bar é a seguinte: hoje tu senta em qualquer pé-sujo da Cidade Baixa-Centro e rapaziada sabe tudo sobre Complexo do Alemão e os grandes cabeças criminosas PORQUINHO, MOLEQUE E POLEGAR. E isso é uma rebatida bem triste ao meu eterno nhenhenhe de que não existe uma grande mídia. Claro, cada vez fica mais forte meu péssimo costume de medir pela exceção e a grande maioria das pessoas ainda se alimenta de TV e ZH.

Então, possivelmente os dados da Wikileaks venham a sair na GloboNews, no JN, mas eles vão chegar lá não como dados, essa é a minha angústia, mas como uma opinião. Opinião todo mundo deveria ter. E criar um blog, twitter, whatever, pra debater com os amigos. Claro, também, que tudo passa por um filtro de opinião, mas até que ponto esse filtro, corporativo, não jornalistico, não é uma espécie de profissão de fé? Tipo assim:

O Morro do Alemão já está tomado pela lei (GloboNews)

Isso não é um dado, isso é uma crônica.

E me angustia nessa cobertura que não existe nenhum tipo de distanciamento que me forneça dados para que eu possa formar uma opinião embasada na atual situação. E isso é o que o Wikileaks faz. E fez como o demo agora.

É triste falarmos em overdoses de informação quando nem sempre podemos encontrar informação, soterrada em tanta opinião. E não é por menos que Wikileaks é o dimonho do mundo moderno e os PirateBay (vendidos ou não, um ícone do fluxo livre de dados) tenham sido sentenciados a prisão.

Mais que saber o óbvio, tipo, US tem espiões na ONU, Wikileaks nos pega pelos dados: podemos pensar, temos informação pra raciocinar sozinhos.

Como eu vejo, duas das mais fundamentais funções da internet são libertar a informação e a opinião. Mas a segunda sem a primeira é pros religiosos, rezando pelo RJ, pedindo paz no Oriente Médio. Nós precisamos ter honra. Pelo menos nós que vivemos na beirada, que somos um desvio, que não conseguimos ver opinião como sinônimo de dado. Nossa função humana mínima é sentir essa brisa inadjetivável, sem ignorar os links que estão aí pra quem quiser ler. E opinar.

Leia mais no Guardian

Leia mais no ElPais

Twitter Wikileaks

Texto massa do ElPais sobre a importância Wikileaks pro jornalismo

Aí o vídeo que ta circulando do morador da Vila Cruzeiro acusa polícia de roubar R$ 31 mil:

We All Want to Be Young

Posted in ctrl+c ctrl+v, o mundo (essa folia), super internet world on 9 de novembro de 2010 by mari messias

O filme ‘We All Want to Be Young’ é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos. A BOX1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo e a casa da @cracoland.

Este filme possui licença aberta pelo Creative Commons.

Roteiro e direção: Lena Maciel, Lucas Liedke e Rony Rodrigues.

Agradecimento:
Zeppelin Filmes

box1824.com.br

P.S.: Eu não morri, juro. Breve voltarei.