Arquivo para março, 2010

Oráculo

Posted in maconha, quotes da rapeize with tags on 30 de março de 2010 by mari messias
mari diz:
altissimo níveu
Daniel Filho: “Toda mulher tem um minuto na vida em que diz: ‘eu dou pra qualquer um’. O jeito é você estar lá na hora”
Chini diz:
hahahahahahahahahaha que demais
mari diz:
cara, saca a fotomontagem

Oi Seibel

mari diz:
“Eu traguei muito, fumei muito, cheirei o que era necessário na época”
OK, parei, MAS COMO ASSIM O QUE ERA NECESSÁRIO, SACA
mari diz:
“Quando decidi fazer um filme sobre Chico Xavier, comecei a chorar sem ter a sensação de choro”
não consigo parar, o cara é quase um compendio de frases sem sentido
Chini diz:
caralho, to ainda  no cheirar
mari diz:
tem toda uma geração de bebados brasileiros que é imortal, não entendo
Chini diz:
é, cheirei sim, cheirei. mas SÓ O QUE ERA NECESSÁRIO.
vou começar a justificar porre assim também
mari diz:
“Mas você faz sucesso, hein? Como você gosta de sucesso!”
Daniel, sem jeito, só consegue responder com um velho bordão:
“Você vê as cachaças que eu bebo, mas não os tombos que eu levo.”
essa é genial tb: CACHAÇA ENQUANTO STATUS
Chini diz:
Na verdade, eu posso ter perdido mulheres muito interessantes porque eu era muito apressado, muito afobado, quando era jovem. É o que acontece nessa coisa afoita da vida.
Na correria do trabalho?
Não. Na competição sexual.
mari diz:
JOCKEY DE MINA
Entrevista inteira na TRIP
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Enough about me, now let´s talk about me

Posted in idéia não tem dono on 26 de março de 2010 by mari messias

What if ideology, after all, were vitally necessary? What if we need it to persuade ourselves that we are political agents capable of acting autonomously? Marxist theory may be aware that the individual  has no great degree of unity or autonomy, or even reality; but individuals themselves must come to trust that they have, if they are to act effectively. For Althusser, it is the task of socialist ideology to secure this saving illusion. For Freud, much the same is true of the ego, which is actually no more than an offshoot of the uncounscious, but which is so organized as to regard the whole world as centred on itself. The ego treats itself as a coherent, independent entity, which psychoanalysis knows to be an illusion; but it is a salutary illusion all the same, without which we would be unable to operate.

It seems, then, that far from speaking of the meaning of life, we might be faced with a choice between meaning and life. What if the truth were destructive of human existence? What if it were an annihilating Dionysian force, as the early Nietzsche considered; a rapacious Will, as in Schopenhauer´s sombre speculations; or a devouring, ruthlessly impersonal desire, as for Freud? For the psychoanalytical thinker Jacques Lacan, the human subject can either “mean” or “be”, but it cannot do both together. Once we enter into language, and thus into our humanity, what one might call the “truth of the subject”, its being-as-such, is divided up into an unending chain of partial meanings. We attain meaning only at the price of a loss of being.

Terry Eagleton [The Meaning of Life]

Return of the natives

Posted in idéia não tem dono, rubens ewald tchora on 15 de março de 2010 by mari messias

There is nothing liberating about this absence of sex; we are rather dealing with yet more proof of the phenomenon described by Alain Badiou in his Éloge de l’amour – today, in our pragmatic-narcissistic era, the very notion of falling in love, of a passionate attachment to a sexual partner, is considered obsolete and dangerous.

Zizek

Taí um link pro Zizek dando sua opinião sobre Avatar, pra quem interessar [via mandagara]

R.I.P. Glauco

Posted in quer que desenhe? on 12 de março de 2010 by mari messias

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Daqui

Site Oficial

Oh darling, are you gongada?

Posted in quotes da rapeize with tags on 10 de março de 2010 by mari messias
mari diz:
Chini diz:
são vencedores
mari diz:
eles tem recebido propostas
[de autores iniciantes]
mas propostas
Chini diz:
os caras do jovem nerd são meus novos ídolos
adoro quem ganha dinheiro
mari diz:
ganhar dinheiro é fácil
dificil é entender hegel
mentira, os dois são dificeis
Chini diz:
o fantástico é que eles conseguiram vender esse livro que deve ser MUITO ruim
mari diz:
precisa inventar algo maior que muito
Chini diz:
as notícias estão repletas de vencedores
mari diz:
EI
EU FAÇO ISSO DESDE OS ANOS 90
hahahahahaha
inclusive minha marca de camisetas conceitual é SEBOWEAR
Chini diz:
HAHAHHA
torcendo muito pro homeless chic vingar
mari diz:
ja vingou, chinicius
Chini diz:
vingar nas pessoas que tem opção
eu vou ser o cara mais bem vestido da espm
mari diz:
bah
somos MUITO trendy
e eu curto ainda mais pq trendy parece TRANNY
e realizo meu sonho de ser uma travesti negra alta gritando
DEVOLVE MEU VESTIDO DE VINIL DOURADO BICHA FEIA
hahahaha
Chini diz:
ahhaahahhaahahhaha
feia feia feia morta
”repare na mancha de lasanha na jaqueta do vinícius. sublime.”
mari diz:
repare na camiseta furada. e o estilo de penteado
TRANNYSETTERS

Parigüayo

Posted in idéia não tem dono on 9 de março de 2010 by mari messias

Durante muito tempo não citei aqui Oscar Wao pq a boza do Marx estava lendo e ficava dizendo que cuspiria em meus livros que estavam com ele se eu o fizesse. Agora que ele acabou cito uma parte que mudou minha vida. Muitas mudaram, quase todas. Mas esta é do começo, deixa todos felizes e assim que vocês lerem posso começar a usar com mais frequência e todos podemos aprender e mudar este quadro lastimável. Desde já agradeço.

[…]

it had become clear to everybody, especially his family, that he’d become the neighborhood parigüayo.

[nota de rodapé]

5.The pejorative parigüayo, Watchers agree, is a corruption of the English neologism “party watcher.” The word came into common usage during the First American Occupation of the DR, which ran from 1916 to 1924. (You didn’t know we were occupied twice in the twentieth century? Don’t worry, when you have kids they won’t know the U.S. occupied Iraq either.) During the First Occupation it was reported that members of the American Occupying Forces would often attend Dominican parties but instead of joining in the fun the Outlanders would simply stand at the edge of dances and watch. Which of course must have seemed like the craziest thing in the world. Who goes to a party to watch? Thereafter, the Marines were parigüayos—a word that in contemporary usage describes anybody who stands outside and watches while other people scoop up the girls. The kid who don’t dance, who ain’t got game, who lets people clown him—he’s the parigüayo.

If you looked in the Dictionary of Dominican Things, the entry for parigüayo would include a wood carving of Oscar. It is a name that would haunt him for the rest of his life and that would lead him to another Watcher, the one who lamps on the Blue Side of the Moon.

Quem quer dinheirôôô?

Posted in rubens ewald tchora on 7 de março de 2010 by mari messias

Eu sou o tipo de gente que não vê filmes por puro preconceito. Aliás, eu sou o tipo de gente que assume, desculpe.

Por isso resolvi não ver “Quem quer ser um milionário?”, até passar na TV no sábado de noite, momento oficial do meu ócio improdutivo.

Mas pense comiga: Danny Boyle é o cara do Trainspotting  e do Life Less Ordinary [que nem precisaria existir em um mundo de Wild at Heart, convenhamos] e depois só bomba. Daí surge a história de que ele fez um filme na Índia [no auge da vibe Bollywood] sobre um guri favelado que se dá bem. Convenhamos², amigs, o mundo seria mais legal se todo cristão ex-clase-média movido pela culpa colonialista resolvesse entender miseráveis do BRINCS. Nah.

O mundo seria exatamente como este filme. Chato. Bidimensional. Preconceituoso. Idiotizado. Meloso.

E, convenhamos³, quem precisa ver isso em filme? Estamos no Brasil, temos novelas com exatamente o mesmo enredo: falta de noção, mimimi melosos, filosofias maniqueístas e finais inverossímeis. E a grande maioria também é escrita por cristãos culpados.

Por Zeus, não estou falando contra ficção. Todos sabem que ficção>[lacuna]. Estou falando mal de ver um filme assim e sair com um sorriso crente no rosto e ir até a esquina desviando de mijo e cachorros e mendigos, pq esses papos de realidade são muito agressivos, manô.

Estou falando de achar que um personagem é vilão e só se redime morrendo, onde lança uma frase de impacto religiosa e do subtexto de que nossas boas ações são pagas em milhões nesta vida. Carma capitalista? Que porra é essa?

E tudo isso ignorando os aprofundamentos, que se aprofundar é a antítese da ultra-modernidade, é rude e agressivo e ninguém gosta de quem pega pesado. Ora, grandes merdas que tenham estuprado e cortado e fodido a psiquê da tua mina, tu pode salvar ela. $$$. Já que ela está sempre sendo resgatada no filme. $$$. Mesmo que tu seja o irmão feio e tua ingenuidade tenha sido mantida as custas da crença na viabilidade humana do teu big bro. $$$

É muito fácil acreditar em boas ações e em deuses benevolentes quando se tem dinheiro, por isso ele é o Deus ex machina anunciado do filme. Mas numa vibe paróquia, mesmo: só dinheiro redime, mas os bons de coração fazem pouco do dinheiro. Pode ver: Ah, Jamal, $ não importa, Deus proverá, vou arriscar tudo na pergunta simbólica e corrupta, não quero dinheiro, só quero amar. Enquanto os malvados assumem sua busca por $TATU$, os bons de coração ficam se enrustindo, pra no final comprar amor e liberdade. Com dinheiro. E purificar tudo com sangre.

Novelinha [ou ritual satânico de jornal da Record?].

Eu só acredito no Salim, um legítimo caso de self made man brasileiro. Ao longo do filme inteiro ele não recebe UMA PORRA DE UM ABRAÇO, reparou?  O sujeito sai do nada, se destaca, se esforça, sobrevive, combate pela dignidade, faz por todos e não ganha UMA PORRA DE UM ABRAÇO.

Eu não sei se os dois são irmãos literalmente, mas se forem só piora, já que até a mãe deles só quer salvar o porra do Jamal. Ele é o que? O Messias? Buda? O Superbacana?

Mas, seguindo seu destino intransigente e trágico, Salim acaba o filme com dinheiro na banheira e um abraço divino. O céu é dugarai, foram suas últimas palavras.

FML.

Obrigado.

Mas vává. Quem se importa com vida real. Sem milhões. Sem redenção. Sem abraços. Sem mina gata. Salim Style. Carlitos Way.