R.I.P. José Mindlin

O país precisa de mais gente como o Mindlin, gente rara.

Tinha pena de quem não dava o devido valor aos livros e não sabia o que estava perdendo, o prazer que os livros podem proporcionar.

E as bibliotecas podem bem fazer isso conosco, nos tornar melhores.

Nunca me considerei o dono desta biblioteca. Eu e Guita (esposa já falecida de Mindlin) éramos os guardiães destes livros que são um bem público.

(…)

Olha, eu acho, que é uma coisa que nos Estados Unidos é comum, a pessoa abrir mão do seu patrimônio em benefício público. Eu acho que no fundo é uma obrigação, não tem nenhum mérito especial, e eu atribuo isso a não ter o fetiche da propriedade.

O bibliófilo doou toda a biblioteca dele pra USP e, apesar de ser da ABL, nunca perdeu a dignidade e o espaço no meu coração. Valeu Velho Mindlin.

Eu tomo a sério as coisas que eu faço, mas a mim eu não tomo a sério. Então a vida é bastante simples.

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