Everybody was Campus Party II

DIA 2 da invasão zumbi

[eis um post muito grande mesmo bagaray]

Bom, linearidade é coisa do passado, por isso começo falando do segundo dia meu [o 3º do negócio] pelo final do meu primeiro dia. Me larga.

Ontem descobri que rola bus até Jabaquara, tipo tinham me dito que rolava ano passado, mas que mão pra descobrir isso. Todo mundo que trabalha aqui só responde: Não to sabendo. Pra qualquer coisa. São uns doces, em sua maioria, mas qualificação é coisa do passado, o conceito empregado aqui advém de BRIC.

Então. Depois que as pessoas vão embora [e ficam só os mutantes. Mas que estúpida] e fica só quem tá acampando, os valerosos, o negócio fica muito mais casca, muito mais massa. Ontem vi apenasmente duas palestras, mas dei umas bandas, falei com uma rapeize, sidiverti, acompanhei um roquenrou racing, vi o show dos Game Boys, tomei suco de amore, enfim.

Pelas dez rolou uma apresentação do Partido Pirata Brasileiro, emocionei e assisti tudo pensando em Seibel muito.

ih, oh eu ali

Quase congelei, também.

Weather Channel FML. VLW.

Daí deitei no saco de dormir da Marcela e notei que um novo mundo era possível . E tem um cara sentado na minha frente me olhando [ok, meu frizz está encriveu mas ele é tem chanel bochecha] e todos aplaudem a chuva e congelarei de novo. BRIGADO EIN SENHOR DO TEMPO.

Daí acordei tarde, tomei banho, tentei sivirar nas condiçães de LOST nas quais me encontro e segui pra ver o MÃO DO DEMO Scott Goodstein. Que deu uma palestra genial, mostrando como conseguiu convencer o mundo que o same old shite Obama era o Messias.

E quem tiver dúvidas deve ler isto antes de começar a falar qualquer coisa.

Depois disso fui comer um negózdiperu que perdi o almoço e queria ver a sequencia de debates sobre direito autoral antes de ir pro debate sobre ex-blogueiros. Mas tem tanta coisa sobre esses dois debates que dói. Anotei tudo analogicamente, que eu tenho quase 300 anos. Então comecemos pelo começo. O que está em jogo na reforma do Direito Autoral, o primeiro.

Cheguei levemente atrasada pq fiquei conversando com uns guris sobre ser nerd na contemporaneidade e FIS e CIRS e CP e sua mãe, eles tão com saudades pediram pra mandar um beijo.

Mas aí cheguei e o Gustavo Anitelli (Teatro Mágico e do MPB) estava começando a falar sobre música. O que, é claro, incorre no monopolismo do nosso Braziu, no direito autoral que não favorece o autor, naquele papo de jabá, de como o ECAD e arrecada dinheiro de todas as rádios, qualquer rádio, por qualquer música, e restitui só pros TOPs dos estados.

E aqui abro parêntesis pra trazer uma idéia dele que o Leandro Vieira Maciel (roteirista do filme “Dossiê Rebordosa”) falou mais tarde e é um troço que parece bem besta mas é um dos pilares essenciais do negócio. Nós muitas vezes associamos e somos levados a associar direito autoral com direito do autor, mas isso é verdade tão poucas vezes que nem deveria ter este nome. Exemplo de Gustavo foi Hermeto Pascoal, mas poderia ser um zilhão de pessoas [músicos, escritores, atores, etc] , que não tem a propriedade intelectual dos seus primeiros discos e tampouco terá eles reeditados pela gravadora. O Leandro falou que ele, pra trabalhar como roteirista, que é uma coisa que quem faz este tipo de trabalho [e quem faz trabalhos similares conhece] tem que assinar termo que cede direito autoral. Em geral com validade de CEM ANOS. Você cria, mas não é seu. Ou isso, ou nada. E logo em seguida ele disse que nunca ganhou por exibição da sua obra. EE eu nem queria incitar ninguém a nada, amigs, mas isso é a tru pirataria, a pejorativa.

Enfim, Leandro não vive sendo roteirista. Isso me deixa bem triste, sabe. Eu acredito que arte não é caridade. Por isso, também, me interessa o direito autoral.

E aí apresento pra vocês resumão do que falou o Luiz Moncau (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio), que me cativou a alma.  Ele citou a fonte, mas nem anotei, mas disse que somos uma das 5 nações do mundo que deixa o consumidor mais desamparado no assunto do direito autoral, incluindo aí no sentido educacional, onde pouquíssimas pessoas podem custear o material didático de ensino, ele pergunta duas coisas:

  1. Em um país onde criminalizamos mais de 90% da população [já que também estamos entre os que mais acessam e que mais ficam tempo na internet], quem erra, a ley ou a população?
  2. E se o Youtube tivesse sido desenvolvido no Brasil, teria rolado ou ele teria sido banido em fase de teste ou pré-teste por algum recurso legislativo absurdo afundado em desconhecimento de causa, etc?

E daí, abriu-se o microfone, as pessoas demonstraram desconhecer o conceito de pergunta em si. Mas as respostas das não-perguntas foram geniais. Claro, não anotei. Mas lembro que senti: UHUOUIÉ.

E o seguinte foi: Troca de arquivos P2P na Internet e o direito autoral, onde praticamente só assisti a apresentação dos caras. Duas pessoas equilibradas. Um capitalista sem noção, um anarquista sem noção.

O José Murilo (Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura) já chegou citando Code do Lessig e ganhando meu abracinho virtual. Ele também disse que o governo deve participar rapidamente dessas alterações normativas, pq ele pode ser o que mais se beneficie.

Daí ele citou o Manifesto pelo Domínio Público [Communia], e realçou esses 3 pontos:

1-     O domínio público é a regra, proteção de direitos autorais é a exceção

2-     O que está em domínio público deve permanecer no Domínio Público

3-     A proteção de copyright deve durar apenas o tempo necessário para alcançar um equilíbrio razoável entre (1) a proteção para recompensar o autor por seu trabalho intelectual, e (2) a salvaguarda do interesse público na divulgação da cultura e conhecimento.

Daí o Túlio Lima Vianna (Professor de Direito Penal da UFMG) chegou dando as real: a criminalização do copista não é moral, é política. A quem interessa a tutela moral do direito autoral? Complementanto com a informação de que não existe prisão por dívida, só por fraude e por direito autoral, onde as penas chegam a ser maiores que no caso de furto, a informação fica bem clara.

Daí o Márcio Gonçalves (ex-Diretor Regional Anti-pirataria da MPAA – Motion Pictures Association of America) lançou seu papinho de recuperar o lucro e o Thiago Novaes (Descentro) falou de patrimônio humanitário [rélou, artista é o novo padre com profissão de fé] e como reconhecimento é só uma derivada [e lucro nem entrou no seu discurso].

E ouvi muito MUITO a expressão do momento: TRANSVERSAL. Um papo POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO, ONG, CRIAR UM PROJETO, etc.

Depois debatemos essa necessidade de hobbieficar, radicalizar e, bom, vou jantar.

CANSEI.

p.s.: esqueci de dizer que tb vi uma coisa sobre ex bloggers onde Gilberto Knuttz, Gabriel Von Doscht, Rafael Capanema, Clarissa Passos, mediados por Tiago Dória mostraram que existe ser antiquado e anti-pirataria mesmo online. E eu ri. Sabe que ontem vi uma coisa e falei pro Vinícius que ri e ninguémriu e é meio que a idéia de livin la vida freestyle, então divido ver se alguém mais ri.

E também divido curta do Vinícius, caso alguém curta. Me deixa, eu durmo em barraca e tomo banho em um banheiro muito estranho deveras, eu posso. Hahahaha.

p.s. II: esqueci de duas coisas legais. o Anitelli lá de cima também falou sobre jabá na internet, em um dos pontos altos do negócio, citando, claro, Myspace e seu dizaime 95.

http://culturadigital.br/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: