Falando do que não se sabe [de novo]

Estou lendo Remix do Lawrence Lessig, já que meus outros livros estão vindo de burrico da Amazon ao que tudo indica. Pois bem, ele é professor de direito americano, então nem tudo se encaixa literalmente ao Braziu, mas claro, no sentido abordado pelo livro eu acredito que derivamos, então é interessante saber o que um cara que tem idéias tão legais pensa sobre isso.

Em determinada parte do livro ele fala sobre como a falta de uma alteração eficaz ao P2P na legislação moldou a sociedade atual de maneira danosa. E cita 4 motivos.  O primeiro é o epic fail na batalha contra a pirataria. O segundo é fazer com que isso desagregue o valor financeiro da produção intelectual o que, em uma sociedade capitalista, relaciona-se bastante com a idéia de respeito. O terceiro é que a não legalização dessa forma de consumo freia todas as possíveis infinitas inovações tecnológicas do setor. Na verdade, reduz elas. Tremendamente. De maneira socialmente danosa. E o quarto, esse copio pra vocês, que vale a pena e já falamos coisas similares por aqui.

But fourth and most important, had we had a system of compulsory licenses a decade ago, we wouldnt have a generation of kids who grew up violating the law. As a recent survey by the market research firm NPD Group indicated “more than two-thirds of all the music [college students] acquired was obtained illegally”. Had the law been changed, when they shared content, their behavior would have been legal. Their behavior would therefore not have been condemned. They would not have understood themselves to be “pirates”. Instead, they would have been allowed to lead the sort of childhood that I did – where what “normal kids did” was not a crime

E tudo isso, ele afirma, por questão de interesse. Interesse que favorece indústrias de entretenimento e adevas, mas atravanca com a vida de muitas outras indústrias e com tudo aí citado.

Disso, traçando um paralessig, tenho voltado ao pensamento de um negócio que me atrita internamente. Tem tempos eu debato com amigos sobre a situação da indústria de bebidas e da indústria do cigarro.

Pq eu bebo e fumo e aceito que ambos fazem mal bagarai e tralalala. Mas nunca entendi a diferença de tratamento: uma indústria não pode patrocinar eventos com jovens e outra pode, sendo que ambas são proibidas para menores. Os danos passivos do cigarro, sempre um atrito científico, são terrivelmente piores que os do álcool. Ao menos é isso que nos vendem aqueles que esquecem de acidentes, mortes, assassinatos, violência, abusos, etc.

E mesmo sem ninguém concluir nada, ou com todos concluindo tudo, sobre fumante passivo e o fumo é [na maioria dos casos sábiamente] proibido em locais públicos [o toldo me foge, entretanto, juro]. Mas todas as doenças derivadas de consumo de álcool são ignoradas. As pessoas bebem uisquinho caubói na novela, PRA RELAXAR, saca? Como definimos nossos vilões?

Então esses dias li sobre sermos o 2o ou 3o país que mais [juro que tentei mas nem achei] consome cerveja do mundo. Achei a Heineken comentando sua fusão recente:

Com esse negócio, nos tornamos uma empresa forte e competitiva na América Latina, um dos mercados de cerveja mais lucrativos e de maior crescimento no mundo.

Pronto, crayon. Como diria Rimbaud: Quanto a mim, estou intacto e nem ligo. Algo assim, algo do níveu.

E outra, quem for no show do Metallica, sério, me esquece. Acho tão cafona quanto curtir um U2.

/quit cansei

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2 Respostas to “Falando do que não se sabe [de novo]”

  1. Paulo Fernandes Says:

    eu não sei bem qual o conceito de pirataria pro pessoal da indústria, mas acho que seja algo tipo que comece com “nosso dinheiro” e termine com “take no prisioners”

    a gente vai continuar pirateando, porque que ama, pirateia

    (L)

    tô baixando a terceira temporada de heroes, pra ver se me desconvenço que virou uma merda já na segunda temporada

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