Então

Religion has wrought untold misery in human affairs. For the most part, it has been a squalid tale of bigotry, superstition, wishful thinking, and oppressive ideology.

Esse é o começo do livro do Terry Eagleton, Reason, Faith & Revolution. Certamente era a idéia ter um nome que soa satírico pros leitores dos bestsellers atuais. Bom, mas como comecei o dia falando sobre deus, zeus, eus, terminarei assim. Na verdade, nem terminarei assim, mas vamos brincar de ser épicos.

Eu venho de uma longa saga auto-imposta de busca de religiosidade. Algumas pessoas desejam profundamente ser famosas, ricas, inteligentes ou sei lá o que, meu desejo sempre foi acreditar em alguma coisa. Mas acreditar com aquele toque religioso, onde tudo se encaixa, o mundo faz sentido, como no relato de BDSM divino de Santa Teresa que já postei aqui e termina assim:

É uma carícia de amor tão doce que acontece então entre a alma e Deus que peço a Ele, em sua bondade, que a faça sentir aquele que pensa que estou mentindo

Mas, claro, quanto mais eu tentava, mais eu fracassava. O que, incrivelmente, nunca me fez deixar de gostar muito de temas religiosos, que sempre estarão entre meus assuntos favoritos.

Ocorre que, como política, religião é uma bela teoria com uma prática inviável. Por mais afudê que seja o fundador de uma escola de pensamento, ela sempre se desvirtua pelos caminhos da média que constitui as agremiações e afins. Mas, ei, assim é o mundo.

Um dia eu tive minha epifania de que deus, zeus, eus, enfim, tudo, era meu Deu e me quedo nessa idéia até que mude. Como eu vejo, todo sistema de crenças, independente de qual seja, é uma manifestação de fé. E nisso incluo os ateus e louvadores da ciência. Sobre os últimos, falei aqui [eu gosto desse post].

Mas digo tudo isso pq queria voltar ao próximo livro que comprarei, aquele de nome aparentemente paradoxal, do Terry Eagleton. Segundo li, no livro ele explica os motivos pelos quais acredita que os novos ateus são uns burrões e também por quais motivos vê IESUS como um revolucionário, ainda que em um sentido não prático, da causa marxista [Terry é um dos novos marxistas, esse corrente que dragou pessoas tão incríveis pra uma idéia tão not incrível].

Li milhões de saudações ao livro, dizendo que ele é uhu e ouié. Mas li tanta gente falando que nunca tinha pensado nisso, sobre Jesus ser um revolucionário que me dei conta que a maior parte das pessoas não pensa sobre esse assunto como um todo.

Olha, sinto por você, então divido um pedaço do livro que achei por aí e espero que todo mundo fique numa vibe mais anarco punk breve voltará.

Jesus, unlike most responsible American citizens, appears to do no work, and is accused of being a glutton and a drunkard. He is presented as homeless, propertyless, celibate, peripatetic, socially marginal, disdainful of kinsfolk, without a trade, a friend of outcasts and pariahs, averse to material possessions, without fear for his own safety, careless about purity regulations, critical of traditional authority, a thorn in the side of the establishment, and a scourge of the rich and powerful. Though he was no revolutionary in the modern sense of the term, he has something of the lifestyle of one. He sounds like a cross between a hippie and a guerilla fighter. He respects the Sabbath not because it means going to church but because it represents a temporary escape from the burden of labor. The Sabbath is about resting, not religion. One of the best reasons for being a Christian, as for being a socialist, is that you don’t like having to work, and reject the fearful idolatry of it so rife in countries like the Unites States. Truly civilized societies do not hold predawn power breakfasts.

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2 Respostas to “Então”

  1. JESUS, É SÉRIO, MOJO [2]

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