Arquivo para novembro, 2009

Stalin wants you

Posted in nadavê véiô on 29 de novembro de 2009 by mari messias

Depois de mileanos sem olhar as buscas que trouxeram você, nobre leitor, até a bloga, noto um novo perfil se formando. Tulio Maravilha nnnu não está mais no nosso top 30, fique com o bestófi rapidinho:

porno cristão; como ser travesti; traestis domdo o cu; emaconhada; marxismo para criança; STALIN WANTS YOU

Taí, Stalin wants you mas eu te acho palha bagarai.

E, aguardem, assim que eu conseguir respirar farei uma crítica praticamente sociológica da SAGA Crepúsculo e Lua Nova, o filme de interspecies erotica [sem o erotica, claro].

Corpi suadum

Posted in maconha, quotes da rapeize on 26 de novembro de 2009 by mari messias
mari diz :
se tu diz o corpus do trabalho tu diz OS CORPI DOS TRABALHOS?
duvida pertinente afu
Eduardo diz :
não
mari diz :
:/
Eduardo diz :
o plural de corpus é corpora
mari diz :
ui
que papo ballet contemporaneo
Eduardo diz :
UTILITATIS PUBLICAE

World Inferno

Posted in ieieie on 23 de novembro de 2009 by mari messias

Acho estranho que não tinha postado isso ainda, é um micro-documentário da World/Inferno Friendship Society, duas coisas que deveras me agradam.

Explicar é preciso

Posted in maconha on 22 de novembro de 2009 by mari messias

Ando exausta. Poderia dizer mais, mas ando exausta demais pra explicar os motivos de estar exausta. Portanto farei a unica coisa possível em uma situação assim:

Apagão

Posted in quotes da rapeize on 10 de novembro de 2009 by mari messias
Fernando diz:
tá acontecendo!!!!!!!!!!!!!
o Paraguai tá atacando!!!!

Bruna Beber

Posted in idéia não tem dono on 8 de novembro de 2009 by mari messias

sugar blues

um corpo em chamas
rolando pela escada
de incêndio do meu prédio
era você
vírgula
meu bem
vírgula
era você
interrogação

eu avisei para não brincar
de molhar meus barcos
de papel

eu avisei que não se pode viver
como se faltassem
poucos dias para o carnaval

você indo embora com o foco da coqueluche
e aliviando a vizinhança
você subindo aos céus com os passarinhos mortos
por crianças más
com estilingue

era você se desfazendo
na doce baforada
da janela aberta
numa manhã de calor

era você em pó
em papel picado
no tapete do asfalto
na roupa branca dos médicos
e no antigo toldo do açougue
do andar de baixo

agora eu vou rezar pela sua alma
por um emprego novo
e por um vício a menos
enquanto passeio pela cidade
num ônibus circular
numa quarta-feira de cinzas.

Lembro quando li esse poema da Bruna Beber pela primeira vez: tava chovendo em SP, eu tava sentada no sofá super confortável do Rony com ele e Desi. Falavamos muita besteira e bebíamos um pouco de cerveja. Ao mesmo tempo eu estava lendo a revista online da Não Editora, o texto do Mandagará e lá eu li sobre essa poeta contemporânea [mas mesmo, não contemporânea, tipo, RUBEM FONSECA] e achei legal. Fui procurar mais coisa e li esse poema e pensei: CARAI, uma mulher poeta mais jovem que eu que detona. Foi massa. Sabe coisas raras e massa? Esse tipo de massa.

Imagino que seja um poema antigo, mas me agrada. Vários outros me agradaram, além desse. Mas esse foi o primeiro que eu li e pensei: pqp. E o primeiro pqp, sabe, fica marcado.

Então é isso. Tem vídeo de brinde, peguei do blog dela. Se divirtam.

A idade da RZÃO

Posted in quotes da rapeize on 6 de novembro de 2009 by mari messias
mari diz :
cara
tem um programa britânico de sexo
que é BIZARRO
Eduardo diz :
no gnt né?
mari diz :
isso.
tão falando sobre pessoas que fizeram botox e vão gozar
e dizem IM COMING e ficam :)
Eduardo diz :
HAHAHAHAHAHAHHAH
mari diz :
sério, tu ta perdendno o mundo do gay porn
Eduardo diz :
tem certeza?
mari diz :
hahahahha
agora no programa tem um cara com seus 19 anos, fazendo teste pra ser ator
é o sasha GAY
Eduardo diz :
HAHAHAHHAHA

Então

Posted in degredo no olimpo, deveras pessoais, idéia não tem dono on 6 de novembro de 2009 by mari messias

Religion has wrought untold misery in human affairs. For the most part, it has been a squalid tale of bigotry, superstition, wishful thinking, and oppressive ideology.

Esse é o começo do livro do Terry Eagleton, Reason, Faith & Revolution. Certamente era a idéia ter um nome que soa satírico pros leitores dos bestsellers atuais. Bom, mas como comecei o dia falando sobre deus, zeus, eus, terminarei assim. Na verdade, nem terminarei assim, mas vamos brincar de ser épicos.

Eu venho de uma longa saga auto-imposta de busca de religiosidade. Algumas pessoas desejam profundamente ser famosas, ricas, inteligentes ou sei lá o que, meu desejo sempre foi acreditar em alguma coisa. Mas acreditar com aquele toque religioso, onde tudo se encaixa, o mundo faz sentido, como no relato de BDSM divino de Santa Teresa que já postei aqui e termina assim:

É uma carícia de amor tão doce que acontece então entre a alma e Deus que peço a Ele, em sua bondade, que a faça sentir aquele que pensa que estou mentindo

Mas, claro, quanto mais eu tentava, mais eu fracassava. O que, incrivelmente, nunca me fez deixar de gostar muito de temas religiosos, que sempre estarão entre meus assuntos favoritos.

Ocorre que, como política, religião é uma bela teoria com uma prática inviável. Por mais afudê que seja o fundador de uma escola de pensamento, ela sempre se desvirtua pelos caminhos da média que constitui as agremiações e afins. Mas, ei, assim é o mundo.

Um dia eu tive minha epifania de que deus, zeus, eus, enfim, tudo, era meu Deu e me quedo nessa idéia até que mude. Como eu vejo, todo sistema de crenças, independente de qual seja, é uma manifestação de fé. E nisso incluo os ateus e louvadores da ciência. Sobre os últimos, falei aqui [eu gosto desse post].

Mas digo tudo isso pq queria voltar ao próximo livro que comprarei, aquele de nome aparentemente paradoxal, do Terry Eagleton. Segundo li, no livro ele explica os motivos pelos quais acredita que os novos ateus são uns burrões e também por quais motivos vê IESUS como um revolucionário, ainda que em um sentido não prático, da causa marxista [Terry é um dos novos marxistas, esse corrente que dragou pessoas tão incríveis pra uma idéia tão not incrível].

Li milhões de saudações ao livro, dizendo que ele é uhu e ouié. Mas li tanta gente falando que nunca tinha pensado nisso, sobre Jesus ser um revolucionário que me dei conta que a maior parte das pessoas não pensa sobre esse assunto como um todo.

Olha, sinto por você, então divido um pedaço do livro que achei por aí e espero que todo mundo fique numa vibe mais anarco punk breve voltará.

Jesus, unlike most responsible American citizens, appears to do no work, and is accused of being a glutton and a drunkard. He is presented as homeless, propertyless, celibate, peripatetic, socially marginal, disdainful of kinsfolk, without a trade, a friend of outcasts and pariahs, averse to material possessions, without fear for his own safety, careless about purity regulations, critical of traditional authority, a thorn in the side of the establishment, and a scourge of the rich and powerful. Though he was no revolutionary in the modern sense of the term, he has something of the lifestyle of one. He sounds like a cross between a hippie and a guerilla fighter. He respects the Sabbath not because it means going to church but because it represents a temporary escape from the burden of labor. The Sabbath is about resting, not religion. One of the best reasons for being a Christian, as for being a socialist, is that you don’t like having to work, and reject the fearful idolatry of it so rife in countries like the Unites States. Truly civilized societies do not hold predawn power breakfasts.

Gainsbourg

Posted in idéia não tem dono, ieieie on 5 de novembro de 2009 by mari messias

Era uma vez Gainsbourg, príncipe louco de um mundo demasiado restrito para si. Ele escondia sua vulnerabilidade atrás de uma insolente agressividade que, à imagem de seu coração e de sua face, não representava mais do que parte superficialmente visível desse iceberg fervente e generoso.

Serge Gainsbourg por Brigitte Bardot

R.I.P Lévi-Strauss

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 3 de novembro de 2009 by mari messias

[e junto foi o N-Gage, R.I.P.²]

seibel diz :
é muito mais fácil tu te desapegar de uma coisa que tu acha que já não existe.
EPITÁFIO.