Arquivo para outubro, 2009

Have the courage to be destructive

Posted in idéia não tem dono on 29 de outubro de 2009 by mari messias

Sheeps are in agreement, but sheeps have no will… So do have the courage to be destructive, and you shall soon see what marvellous flower of unison shall shoot up out of the fertile ashes.

Max Stirner

Aceitarás o amor como eu o encaro?

Posted in idéia não tem dono on 28 de outubro de 2009 by mari messias

soneto_mario_de_andrade

Mário de Andrade

Oh, Mário <3

[roubei imagem do blog da BB]

Jornada

Posted in maconha, rubens ewald tchora on 24 de outubro de 2009 by mari messias

district_nine

Anos atrás eu trabalhei com pessoas que não entendiam a importância do herói. Essas pessoas achavam que nossa ficção com super-heróis [a única esfera conhecida de heróis pra eles] era uma fuga da realidade, no sentido de que projetaríamos em seres sobrehumanos nossas frustrações, desejos, sonhos. E isso era desprovido de esperança de realização, já que somos apenas humanos.

O que eles não entendiam no meu ponto de vista é que o herói é o próprio homem abismado. Nós somos obcecados por imagens heróis desde sempre e não acho que deixaremos de ser, pq acho que acreditamos que somos todos, potencialmente, heróis.

Como o Shaun, do Shaun of the Dead.

Nesse sentido eu também acredito que a jornada do herói é a jornada do próprio homem abismada. Os percalços pelos quais passamos para nos tornar quem somos, o grande belo e terrível de quem somos.

Ano passado eu falei aqui sobre o que eu considerava que ia dominar o novo heroismo: uma figura mais Batman e menos Superman; mais chaotic neutral que chaotic good. Um sujeito não exatamente ilibado, mas que estava envolvido com sua causa, pessoalmente envolvido e, desse envolvimento inicial surgiriam desdobramentos que o amplificariam. Ele não abriria mão de si em nome de algo maior, ele seria parte do algo maior, cada vez mais, um pedaço do todo. E reconhecer isso em si era o próprio heroismo dele. Talvez chegando ao ponto de as identidades secretas darem espaço ao orgulho da identidade de desviante. O freak pride heróico.

Enfim, maconhismos. Mas o que pode ser mais cotidiano e menos sobrehumano que isso, nénão?

E é nessa onda que eu vou falar brevemente de District 9 e dessa jornada comovente. Então, se ainda não viu, alerto aos possíveis spoilers e peço que leia depois de ver.

O personagem principal do filme, Wikus, parte de uma ingenuidade quase idiotizada para um conhecimento tão profundo de si mesmo que chega a ser desolador. Sabendo que não seria aceito como o que era antes de sua transformação mas, também, notando que não era somente o que veio depois, Wikus abraça sua dualidade, ainda que involuntariamente, se transformando em um personagem absoluto.

É como se ele descobrisse a si pelo todo e, em suas máculas, construisse uma pureza mais verdadeira, uma pureza com conhecimento, escolha, não alheia.

District 9 é, claro, como tudo que envolve heroismos diversos, uma bela noção de altruismo. Mas é, mais que isso, uma aula de compaixão, coisa que só existe pela alteridade. Como naqueles documentários onde o sujeito fica 10 dias numa prisão para dizer como são as coisas lá, Wikus vira o outro para ver o outro, sem deixar de ser ele mesmo.

O filme, obviamente, uma referência ao apartheid, não é chato, babaca, cabeçudo ou raivoso. É entretenimento trimassa, do tipo que fica na tua cabeça por mil anos e te leva a pensamentos tão distantes de aliens e Johanesburgo quanto vegetarianismo e cristianismo.

Por isso, pra mim, District 9 sucede onde Inglourious Basterds fracassa.

Fácil, embora difícil

Posted in idéia não tem dono on 21 de outubro de 2009 by mari messias

A ti boas coisas falarei, ó Perses, grande tolo!
Adquirir a miséria, mesmo que seja em abundância
é fácil; plana é a rota e perto ela reside.
Mas diante da excelência, suor puseram os deuses
imortais, longa e íngreme é a via até ela,
áspera de início, mas depois que atinges o topo
fácil desde então é, embora difícil seja.

Hesíodo [os trabalhos e os dias]

Fail better

Posted in deveras pessoais, idéia não tem dono, nadavê véiô on 19 de outubro de 2009 by mari messias

MOMENTO AUTO-AJUDA DE SI MESMA: FIZ MERDA, MAS SORRÜ

O mundo certamente não é um lugar pacífico, easygoing. O mundo das nossas cabeças e pequenos problemas reproduz a estrutura do mundo que vivemos, logo, o mesmo se aplica. Ou, ao menos, assim deveria ser. Muitas vezes é o contrário e nos perdemos em emaranhados sem sentido/motivo, cuja unica função é nos guiar pela mão até as portinholas do Hades. É o caso clássico de viver dentro ou fora da cabeça. Acredite, estive lá e não é um lugar bonito. Não no Hades, que não sou Orfeu, claro. Algumas pessoas aprendem a minimizar os danos de fora com o mundo de dentro, são as sortudas. E sorte, como diz o cientista, não tem relação alguma com sorte.

Mas o que eu queria dizer, mesmo, é que tem uma quote clichézona do Beckett assim:

Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.

E, nesse sentido, valem todas as máqsimas de vida que eu carrego no peito, que me lembram o quanto eu tive que ser teimosa (coisa que sempre me disseram ser meu pior defeito) pra poder chegar no momento interno no qual me encontro, um momento de, veja bem, sonho americano, alegria não eufórica. É, no caminho deu merda e, ja diria a profecia:

You can’t always get what you want, but if you try sometimes you just might find you get what you need. Ouié, wuhu.

Junot_wao_coverE tudo isso eu trago para falar do livro em prosa que mais me agradou nos últimos muitos tempos. Chama-se The Brief Wondrous Life of Oscar Wao. Prometo não lançar spoilers, tendo em vista que o livro é muito melhor que a maior parte das vidinhas marromeno que tenho visto por aí, ie, ficção de superar a realidade, ie, LEIAM. De toda forma, Wao é um  adolescente nerd de cabelo ruim que vive no mundo da cabeça. Sim, bem parecido com todos que devem estar lendo isso, olhando em flashback. E, além de um ser interessantíssimo, Wao é um doce de criatura e nos cativa e nos fazer odiar o autor que não fez todos os capítulos narrados por ele.

*minha teoria*

E, enfim chegamos onde eu queria chegar. O autor, Junot Diaz, ganhou um pulitzer com esse livro. Eu lia nas biografias dele que ele escreveu um conto ducaralho (nunca li), pro qual todos pagaram pau afu, e só ONZE anos depois publicou Wao. Sentia muita empatia pelo possível sofrimento que ele passou nesse meio tempo, e pelo possível trabalhão que ele teve ao longo dos anos superando a crise de vazio e fazendo um livro que te consome a vida e consome a vida dos leitores. Como Ulisses, Os Cantos, Os Lusíadas.

Nesse mundo instantâneo que vivemos e no qual as pessoas se unem em pequenos clãs de adoração aos deuses do marasmo, um livro sempre tem um prazo menor de feitura que deveria. Um bom livro, como um bom whisky, demora mais tempo que os leitores gostariam. E o autor precisa sobreviver.

Por isso Leminski disse que a vida é curta demais pra mais de uma idéia. Um bom livro pro autor, que nem sempre é um bom livro pros leitores, é como um obsessor colado no sujeito, sugando sua vida. No melhor estilo Stanislavski, um escritor entra no mundo paralelo, segue o tempo-ritmo dele e adiós, amigos. Não é por nada que escritores são os únicos, além dos religiosos extremos (outra forma lindíssima de ficcionalizar a vida) que tem estigmatas. Dos seus personagens.

Mas, ei, nada disso é simples. Lembro de Assis dizendo em sua oficina, que tinha falado para um sujeito: Ora, se te dói tanto escrever, abandone. Não concordei. Não sou adepta das criações pasteurizadas. Não que o meu autor ideal precise sofrer, mas ele vai, em algum momento. Ele é um perfeccionista, afinal. E qual a única maneira de atingir a perfeição-possível? TENTANDO.

Mas, ah, todas as melhores coisas da vida envolvem algum sofrimento e muito muito prazer. E, depois de sofrer, ele vai atingir um nirvana. Regozijo. Se conseguir o que quer, ou chegar perto, acabar, orgasmo cósmico, como diria Walter Mercado.

*fim da minha teoria, começo da teoria do Junot*

E, então, Junot Diaz, nesse lindo texto que me foi enviado pelo cabeçãozinho Daniel Pellizzari (um autor e tanto, deve sofrer afu) diz:

Want to talk about stubborn? I kept at it for five straight years. Five damn years. Every day failing for five years? I’m a pretty stubborn, pretty hard-hearted character, but those five years of fail did a number on my psyche. On me. Five years, 60 months? It just about wiped me out. By the end of that fifth year, perhaps in an attempt to save myself, to escape my despair, I started becoming convinced that I had written all I had to write, that I was a minor league Ralph Ellison, a Pop Warner Edward Rivera, that maybe it was time, for the sake of my mental health, for me to move on to another profession, and if the inspiration struck again some time in the future…well, great. But I knew I couldn’t go on much more the way I was going. I just couldn’t. I was living with my fiancée at the time (over now, another terrible story) and was so depressed and self-loathing I could barely function. I finally broached the topic with her of, maybe, you know, doing something else. My fiancée was so desperate to see me happy (and perhaps more than a little convinced by my fear that maybe the thread had run out on my talent) that she told me to make a list of what else I could do besides writing. I’m not a list person like she was, but I wrote one. It took a month to pencil down three things. (I really don’t have many other skills.) I stared at that list for about another month. Waiting, hoping, praying for the book, for my writing, for my talent to catch fire. A last-second reprieve. But nada. So I put the manuscript away. All the hundreds of failed pages, boxed and hidden in a closet. I think I cried as I did it. Five years of my life and the dream that I had of myself, all down the tubes because I couldn’t pull off something other people seemed to pull off with relative ease: a novel. By then I wasn’t even interested in a Great American Novel. I would have been elated with the eminently forgettable NJ novel.

So I became a normal. A square. I didn’t go to bookstores or read the Sunday book section of the Times. I stopped hanging out with my writer friends. The bouts of rage and despair, the fights with my fiancée ended. I slipped into my new morose half-life. Started preparing for my next stage, back to school in September. (I won’t even tell you what I was thinking of doing, too embarrassing.) While I waited for September to come around, I spent long hours in my writing room, sprawled on the floor, with the list on my chest, waiting for the promise of those words to leak through the paper into me.

(…)

That’s when I should have put everything in the box. When I should have turned my back and trudged into my new life. I didn’t have the heart to go on. But I guess I did. While my fiancée slept, I separated the 75 pages that were worthy from the mountain of loss, sat at my desk, and despite every part of me shrieking no no no no, I jumped back down the rabbit hole again. There were no sudden miracles. It took two more years of heartbreak, of being utterly, dismayingly lost before the novel I had dreamed about for all those years finally started revealing itself. And another three years after that before I could look up from my desk and say the word I’d wanted to say for more than a decade: done.

(…)

You see, in my view a writer is a writer not because she writes well and easily, because she has amazing talent, because everything she does is golden. In my view a writer is a writer because even when there is no hope, even when nothing you do shows any sign of promise, you keep writing anyway. Wasn’t until that night when I was faced with all those lousy pages that I realized, really realized, what it was exactly that I am.

All my loving I will send to you, Junot. Danke por tudo, valeu a pena, irmão.

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Subpop

Posted in deveras pessoais, ieieie, o mundo (essa folia) with tags , , on 15 de outubro de 2009 by mari messias

weirdo sisters

Quando eu conheci a Cherry, tínhamos uns 15 anos. Pensar que faz quase 15 anos que somos amigas é bem mais fácil que pensar sobre o tempo que gastamos na adolescência ouvindo Nianda Ladez and Usually Just a T-Shirt, praticando o mimimi, lendo poesia e matando aulas do supletivo.

Benzazeus ficamos adultas e tudo isso passou. Milagre do Divino! Agora ouvimos coisas mais alegres, matamos aula da faculdade e lemos poesia, siliga.

Mas, convenhamos, mais difícil que tudo isso é entender nossos cortes de cabelo 90s. Ok, representar a flanela, entendo, mas esses cabelos, ermão. Como legenda da foto acima eu colocaria: Clara com um CHANEL BOCHECHA, eu com minha clássica AURA CAPILAR e Cherry DOMANDO O AFRO.

Pode rir, garanto que o teu nem era muito melhor.

Não, adolescência não tem nada de honrado, mas eu não trocaria ter sido a adolescente BIZARRA CHATA INFERNAL que fui nem por um Seth Rogen e 1/2. E posso afirmar, sem medo de errar, que isso só é assim pq no meio daquele caos eu encontrei pessoas que me fizeram sentir em casa no mundo, festas divertidas e música desafinada.

Por isso aviso que nesse final de semana todos poderemos adquirir nosso KIT DELOREAN e viver um 90s melhorado, já que teremos cabelos normais [auto-engano, esse crime], pessoas que nos fazem sentir em casa no mundo e festa divertida.

O feito magnífico rola na Subpop, no Sotão, tendo em vista que eu e Cherry [aka Mariana Bandarra] nos unimos aos amados Caiaffo, Jamer e Rafa Rubim com um único objetivo: beber os tubos e ouvir Butthole Surfers na festinha. Sim, um único. Junto disso vieram outras coisas, claro, como a possibilidade de encontrar um bando de gente legal que amamos deveras reunida no mesmo lugar e ouvir Mr. Bungle na festinha, enquanto bebemos os tubos.

Então, nos vemos lá, a menos que tu seja babaca.

subpop

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Em face dos últimos acontecimentos

Posted in idéia não tem dono on 12 de outubro de 2009 by mari messias

Hoje não escrevo

Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para os milhares de assuntos.

Drummond

Mais poesia

Posted in idéia não tem dono on 9 de outubro de 2009 by mari messias

Poetry is not a turning loose of emotion, but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality. But, of course, only those who have personality and emotions know what it means to want to escape from these things.

X

A poesia não é uma liberação da emoção, mas uma fuga da emoção; não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade. Naturalmente, porém, apenas aqueles que têm personalidade e emoções sabem o que significa querer escapar dessas coisas.

T.S. Elliot (daqui – em inglês)

[Tem mais de poesia e sentir, segundo diz E. E. Cummings. E o mundo das siglas agradece por esse post]

Segunda é dia de

Posted in idéia não tem dono on 5 de outubro de 2009 by mari messias

Aturar o parabéns. Hshshshs. Nah, é dia de contemplar a vida by Cummmmmmmmmmings

i am a little church(no great cathedral)
far from the splendor and squalor of hurrying cities
–i do not worry if briefer days grow briefest,
i am not sorry when sun and rain make april

my life is the life of the reaper and the sower;
my prayers are prayers of earth’s own clumsily striving
(finding and losing and laughing and crying)children
whose any sadness or joy is my grief or my gladness

around me surges a miracle of unceasing
birth and glory and death and resurrection:
over my sleeping self float flaming symbols
of hope,and i wake to a perfect patience of mountains

i am a little church(far from the frantic
world with its rapture and anguish)at peace with nature
–i do not worry if longer nights grow longest;
i am not sorry when silence becomes singing

winter by spring,i lift my diminutive spire to
merciful Him Whose only now is forever:
standing erect in the deathless truth of His presence
(welcoming humbly His light and proudly His darkness)

mtv21

[leia toda a historinha aqui, vale deveras a pena]

FicçãoXFricção

Posted in deveras pessoais, idéia não tem dono, nadavê véiô, o mundo (essa folia) on 4 de outubro de 2009 by mari messias
tensa

tensa

Não se deve tomar a realidade por ficção – é preciso ter a capacidade de discernir, naquilo que percebemos como ficção, o núcleo duro do Real que só temos condições de suportar se o transformarmos em ficção… Evidentemente, isso nos remete ao velho conceito lacaniano de que, apesar de os animais serem capazes de apresentar como verdadeiro o que é falso, somente os homens (entidades que habitam o espaço simbólico) são capazes de apresentar como falso aquilo que é verdadeiro.

Zizek

Temi começar esse texto dizendo que o mundo anda um saco. Parei pra pensar se existe a possibilidade de o mundo não ter sido um saco em algum momento, não com problemas identicos aos nossos, mas com, sei lá, respostas humanas, vá, similares.

O que eu vejo/vivo e acho que todos também devem ver/viver é que as pessoas andam insistindo muito nelas mesmas. Ou elas criam entidades de escrotidão com nuances de descolismo, ou acreditam que são o suprassumo da pureza idoneidade eco friendly. Ou você é orgânico ou reciclável, sacou, moreno?

O debate sobre Polanski, moeda ideológica da vez, me fez ver essa separação nos meus amigos no twitter, onde ou se quer que a obra supere a noção de que um ser humano pode mais que outro ou se odeia toda e qualquer manifestação de sexualidade não, sei lá, cristã, minha gazelinha.

De ambos os lados existe uma postura de julgamento, como se tivessemos que provar ao mundo o quão escrotos ou magníficos somos e isso fosse uma espécie de pathos eterno, do qual nunca podemos abrir mão. Nem quando deveriamos: pensando, lendo, sonhando, enfim. Desejar somente ser é visto com péssimos olhos por tanta gente que só pode ser coisa boa.

E o que me fez pensar nisso tudo foi, no final, o processo de uma ONG contra Garcia Marquez por apologia a prostituição infantil no Memorias de minhas putas tristes.

Pra começo de conversa, contradiz contradiz até o chão.

Mas mais que isso, que mundo chato da porra onde se pode nem ler um bom livro sem alguém pensando que censura é a nova liberdade. Não entendo, juro. As putas tristes somos nós, que ficamos pensando sempre no errado, negar ou buscar o erro.

Fausto Wolff fala sobre isso, num post anterior, cito trecho: “Maníaco sexual é quem tem paciência de procurar obscenidades em Ulysses, gigantesca obra de Joyce”.

Finalmente, a duvida suprema: America Latina E Caribe? Como assim? Me explica?

Traje típico Caribenho

Traje típico Caribenho

P.S.: Feliz dia 5 pra todos, especialmente pra Fred e Desi. Dois librianos dos mais foda desse mundo, que fazem meu coração ainda mais believer cada dia que passa. Continuem iluminados, morenos. <3 <3

[imagens daqui]