La vie Internet

Perdoem se me repito pra alguns, É A VIDA.

Eu sou uma defensora da internet, não no sentido de: como eu gosto daqui, eu baixo coisas e faço amigos, mais no sentido de que a internet é uma revolução verdadeira. Uma revolução pra mim, pro mundo, uma TAZ, um negócio que ainda nem começamos a entender totalmente, mas que estamos vivendo e que está alterando todas as coisas. Me comove viver mudanças.

É mais ou menos como ver uma criança crescer ou alguém engordar. Se vemos a criança ou a pessoa todos os dias nem notamos como ela cresceu/engordou, mas se vemos de tempos em tempos, notamos e apontamos: veja, ela cresceu/engordou.

Assim a internet cresce e engorda na nossa frente e só nos damos conta quando paramos, distanciamos o olhar e pensamos em um mundo sem ela. Em um mundo pré-ela, pra alguns, em um mundo pouco possível sem essa existência, pra outros.

Assim, o Telegraph faz uma brincadeirinha que é: 50 coisas que estão morrendo graças a internet. Na mesma onda de um artigo do Eco que fala da morte da escrita à mão, caloigrafia.

Como uma entusiasta de ver o novo acontecendo nas minhas fuças, digo que já cheguei em ambos os textos com um asquinho de apocalipticos. Esse povo que acha que tudo vai profanar.

Porém convém dizer que o primeiro, do Telegraph, nem precisa ser levado a sério, ainda que tenha pontos altos e legítimos [como por exemplo “7) Adolescent nerves at first porn purchase”], ele é feito como entretenimento. Claro que na lista estão ouvir um disco inteiro, comprar discos físicos, lojas de CD, enfim. Mas além disso, estão também muitas coisas que, brincando, nos mostram como esse acesso ilimitado ao conhecimento nos faz cada dia mais sabichões.  Agora a pessoa tem que ter uma certa moral pra nos tirar, moral de Wikipedia. Saca?

Mas, então, Eco chega mostrando quem manda e, mais embasadamente e com mais finesse e glamour, dá a real sobre uma coisa que vivo repetindo, ei-la:

Although the cellphone has taught the younger generation to write “Where R U?” instead of “Where are you?”, let us not forget that our forefathers would have been shocked to see that we write “show” instead of “shew” or “enough” instead of “enow”. Medieval theologians wrote “respondeo dicendum quod”, which would have made Cicero recoil in horror.

[…]

It’s true that kids will write more and more on computers and cellphones. Nonetheless, humanity has learned to rediscover as sports and aesthetic pleasures many things that civilisation had eliminated as unnecessary.

People no longer travel on horseback but some go to a riding school; motor yachts exist but many people are as devoted to true sailing as the Phoenicians of 3,000 years ago; there are tunnels and railroads but many still enjoy walking or climbing Alpine passes; people collect stamps even in the age of email; and armies go to war with Kalashnikovs but we also hold peaceful fencing tournaments.

Ainda que nem chegue perto da vida, quem falou que tem que chegar perto da vida? Não é mimetizar, vida já existe, pra que duas? É internet, abrindo seu espaço na vida, transformando as coisas pra caber mais um.

Como eu vejo, claro.

Beeeeeeeijs.

Pra quem não entendeu, eis uma explicação bem clara do que é a internet:

.D

Outra coisa que tu pode curtir ler é: Video games need a more diverse cast of characters

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2 Respostas to “La vie Internet”

  1. esse site na minha mente=Livro Free custando 60 reais
    sorte, amigo!

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