E esse calor, ein

As Árvores Botticellianas

O alfabeto das
árvores

esvai-se na
canção das folhas

as hastes interceptadas
das finas

letras que enunciavam
o inverno

e o frio
iluminaram-se

de verde vivo
com

a chuva e o sol –
Os rigorosos e simples

princípios dos
ramos rectos

vão sendo alterados
por íntimos

retoques de cor, cláusulas
devotas

os sorrisos do amor –
…….

até que as frases
nuas

se movem como o corpo de
uma mulher debaixo do vestido

e louvam com sigilo e
desejo

a supremacia do amor
no verão –

No verão a canção
canta-se por si

sobre a surdina das palavras –

WCW (original aqui)

(Mas, olha, será que chove? Taxista me disse que sim, segunda, dia de volta as aulas, dia de volta da chuva. Como eu vejo convém acreditar.)

Uma resposta to “E esse calor, ein”

  1. que lindo isso, Mari.
    [chuvinha será mais que bem-vinda aqui, ta uma secura de lascar!]
    um beijo :)

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