Arquivo para agosto, 2009

Sobre a VIDA

Posted in quotes da rapeize on 30 de agosto de 2009 by mari messias

oblivion40

milton diz:
o suprassumo do realismo nos jogos de hoje é água. eles fazem cachoeiras com gotas individuais, fazem riachos que reajem ao ambiente, recriam cada ondulação numa poça d’água quando tu pisa. todo o esforço em fazer água perfeita, saca? se eu quiser ver água perfeita, é só abrir a porra da torneira.
CADÊ MEUS RIOS DE SANGUE?

mari diz:
que Vida o que
Oblivion>Vida
depois de Oblivion, varias vezes me peguei abatida pelas limitações da Vida

O amor inventado

Posted in degredo no olimpo, idéia não tem dono, maconha, poesia visual on 27 de agosto de 2009 by mari messias

Mad Girl’s Love Song

I shut my eyes and all the world drops dead;
I lift my lids and all is born again.
(I think I made you up inside my head.)

The stars go waltzing out in blue and red,
And arbitrary blackness gallops in:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I dreamed that you bewitched me into bed
And sung me moon-struck, kissed me quite insane.
(I think I made you up inside my head.)

God topples from the sky, hell’s fires fade:
Exit seraphim and Satan’s men:
I shut my eyes and all the world drops dead.

I fancied you’d return the way you said,
But I grow old and I forget your name.
(I think I made you up inside my head.)

I should have loved a thunderbird instead;
At least when spring comes they roar back again.
I shut my eyes and all the world drops dead.
(I think I made you up inside my head.)

Sylvia Plath

XX

Foda esse poema da Plath, né? Nos lembra, também, que o belo&difícil -redun- é o amor real, não o inventado. Então, vou dormir feliz que tenho mais amor real&imortal que a galere de Sodoma. Familia et Famiglia, l’amour TRU. Danke you all, tem sido foda dividir o mundo com vocês. Claro, soft porn style, mas massa.

Aliás, essa coisa de SOFT PORN sempre me intrigou. É possível existir porn sem penetração? O princípio da coisa toda não seria EXATAMENTE isso? Fico realmente confusa com esses conceitos, juro. Segundo o José Paulo Paes, que ganhou a chave de oiro da Grécia (o que abre a chave de oiro da Grécia? Eis uma dúvida relevante), toda merda piora com a idéia de “consciência dividida” dos romanos, quando deixamos de lado a sacralização do amor/sexo/tudomaish e temos que ter duas vias pras coisas. Não pense porcaria, estamos falando de SOFTPORN.

Daí começou a rolar OPA, era um anjo em Sodoma, foimalz. All the time, juro. E, dizem, foi assim que surgiu o softporn. Com a clandestinidade religiosa do erotismo e a necessidade da indústria da época de encontrar novas formas de ver o milagre mais antigo do mundo. Priapo chorou no cantinho e o mundo nunca mais foi o mesmo.

Citarei uma coisa que me agrada muito e, ainda que não tenha relação aparente nenhuma, enfim, motivo pra que, estamos falando de softporn.

“Se nos homens os erros do amor ou da luxúria são tolerados devido ao atrevimento de seu sexo, nas mulheres eles são considerados pecados vergonhosos” (André Capelão)

Y tu achou que era moderno, né, bonito?

amor32

Operas

Posted in ctrl+c ctrl+v, ieieie, super internet world on 20 de agosto de 2009 by mari messias

Então, assim como as línguas, os livros, a cocaína e quase tudo nessa vida, também a internet tem o dom de desviar do objeto original de busca. Twittter, aka, microblogging, ja foi usado pra uma centena de coisas que não micro posts sobre si (ainda que também seja usado pra isso). Um tempo atrás li que o grande lance era a linkagem (troca de links) entre amigos e empresas. O que me deixa muito tensa pensando como Google filtra aqueles micro linkezinhos malditos. Acho que nem rola, né? Mas, ok. Adiante.

Agora, o Royal Opera House de Londres ta esse mesmo recurso pra construir uma opera, twitteropera?, que pretende ser apresentada no começo de setembro. Todos sabemos que criações coletivas costumam ser uma porcaria, mas o motivo é bem claro, né. Lá no primeiro post eles dizem:

Unfortunately, we’ve not been very good at blogging in the past, but we’ve just started a new project that we’re very excited about, and which we hope will breathe some new life into this old blog.

Não sou do tipo que ache extremamente necessário popularizar as coisas por novos meios, forçosamente. Acho que tudo encontra seu caminho, que a vida são ciclos e voltimeia, estamos batendo num negócio que achavamos que já estava morto. Não que operas tenham a chance de vir a ser ultra mega pops, mas nos anos 90 os Carmina Burana bombaram, se alguém lembra. Quem diria.

De toda forma, isso muito me atrai pela maneira de reinventar, reutilizar os meios. Ainda que, vamos e venhamos, não seja a mais criativa, esteja longe de ser a mais criativa, na verdade, é sempre uma tentativa. Tentar já vale alguma coisa.

Só duvido que seja mais bonita&épica que essa aqui

E esse calor, ein

Posted in idéia não tem dono on 16 de agosto de 2009 by mari messias

As Árvores Botticellianas

O alfabeto das
árvores

esvai-se na
canção das folhas

as hastes interceptadas
das finas

letras que enunciavam
o inverno

e o frio
iluminaram-se

de verde vivo
com

a chuva e o sol –
Os rigorosos e simples

princípios dos
ramos rectos

vão sendo alterados
por íntimos

retoques de cor, cláusulas
devotas

os sorrisos do amor –
…….

até que as frases
nuas

se movem como o corpo de
uma mulher debaixo do vestido

e louvam com sigilo e
desejo

a supremacia do amor
no verão –

No verão a canção
canta-se por si

sobre a surdina das palavras –

WCW (original aqui)

(Mas, olha, será que chove? Taxista me disse que sim, segunda, dia de volta as aulas, dia de volta da chuva. Como eu vejo convém acreditar.)

Pecha Kucha

Posted in o mundo (essa folia), poesia visual, reações adversas on 10 de agosto de 2009 by mari messias

Meus caros portoalegrinos, se aproxima o dia de tomada do Studio Clio. Será na belíssima noite de sábado (15/08), quando espero contar com vossas presenças morenas para saudar a fremossa Pecha Kucha Night Fever #7 (mais informações no link).

pkn7peq2

(minha apresentação, tosqueirarte. como levei indiretamente ao twitcher, achei por bem trazer aos de fora, que sempre curti chinelagem. hshshs.)

Apresentação da Cherry pode ser vista aqui, mas ao vivo estava simplesmente djenial. Quem não viu perdeu. Grande presença de palco, essencial ao bem estar da vida. Cabe lembrar que ela ta com um projeto muito legal pro Dia Mundial do Bambolê e tudo que tu precisa fazer é para de achar que cinismo é um way of life digno de alguém com mais de 12 anos e doar o mínimo de $5, saca? Com o dinheiro ela vai distribuir bambolês pra criançada e difundir a alegria por aí. Feito deveria ser sempre. Todo mundo colorido se divertindo. Da pra ler de maneira linear aqui.

Voltando pra PK#7, teve ainda Noah+Ramil com um vídeo lindíssimo que pode ser visto aqui, João arrasando, Trampo detonando nas melhores fotos, Kumpinski mandando muito muito bem, assim como Darisbo+Faraco (não, não ele), o Pexão com o tru arté, e TEC envenenando a geral, Cardoso e Marcela sendo os reys do ieieie do meu coração e Chico do Clio como a revelação hellenica e querida da noite.

Bom, é isso. Beijosiliga.

TODAS AS FORMAS DE DIZER NÃO

Posted in deveras pessoais, idéia não tem dono on 1 de agosto de 2009 by mari messias

Estamos todos hipnotizados, querendo ser djs, radialistas, dramaturgos, cineastas. Nós deveríamos ser a droga da esperança. Corta. É fácil adivinhar nossa estupidez daqui a vinte anos (daqui a cinqüenta, ela sequer existirá). Que geração ridícula esta que jurou jamais prometer o que não pudesse cumprir. Os pássaros cantam às seis e vinte da manhã aqui no Rio de Janeiro. Você é o único responsável, jogue fora os atalhos, tente não culpar mais ninguém.

Paulo Scott

XX

Minhas férias se acabam, não sei se sentiremos falta uma da outra. Em um pequeno inventário poderia dizer que é inútil repassar os erros mútuos, estamos quites, eu e ela. Por mais de duas semanas revivi a sensação de ser uma pessoa sem absolutamente nenhum compromisso e, descobri, não me agrada tanto assim. Ainda que tenha andado no sol a esmo inúmeras vezes, não fui em matinés, comprovando a idéia de que sou uma pessoa que teme a clausura das portas de cinema em dias de sol. Visões românticas me agradam mais quando colidem com a realidade. Desculpe, desculpe, adoro cotidiano. De toda forma, fiz -quase- tudo o que desejei na hora que desejei. Dentro do nosso potencial mútuo, foi um período interessante. E minhas flores estão belíssimas e, ao longe, alguém canta.

Agora, adiante. Me falta fazer umas coisas ainda antes de segunda. Beijosiliga.