Sabe do que eu senti falta aqui?

I

When Lacan writes, Do not sacrifice your desire!, he exhorts you to dare.

II

E se só estivermos realmente vivos se nos comprometermos com uma intensidade excessiva que nos coloca além de uma “vida nua”? E se, ao nos concentrarmos na simples sobrevivência, mesmo quando é qualificada como “uma vida boa”, o que realmente perdemos na vida for a própria vida? E se o terrorista suicida palestino a ponto de explodir a si mesmo e aos outros estiver, num sentido enfático, “mais vivo” que o soldado americano engajado numa guerra diante da tela de um computador contra um inimigo que está a centenas de quilômetros de distância ou um yuppie nova-iorquino que corre nas margens do Hudson para manter o corpo em forma? E se, em termos psicanalíticos, um histérico estiver verdadeiramente  vivo no questionamento permanente e excessivo da própria existência, quando uma obsessão é o verdadeiro modelo da escolha da “vida na morte”? Ou seja, não seria o objetivo último de seus rituais compulsivos evitar que a “coisa” aconteça – coisa esta que é o excesso de vida? Não seria a catástrofe que ele teme o fato de, finalmente, alguma coisa acontecer a ele?

#ficadica Zizek

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2 Respostas to “Sabe do que eu senti falta aqui?”

  1. Paulo Fernandes Says:

    #me erra

  2. só o erro tem vez, algo assim algo assim

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