I’m freak to do what I want

“It’s necessary to reform the copyright legislation to ensure that citizens’ right to privacy is respected.”

Milton me avisou que os adoráveis membros do Pirate Party conseguiram seu primeiro assento no Parlamento europeu. Regozijo, ein, moçada?

Isso tudo acontece como uma resposta ao, claro, julgamento do Pirate Bay (aqui e aqui), mas também à nova lei de copyright da Suécia (sobre a qual escrevi aqui) que é invasiva e ignora totalmente que Delorean era uma obra de ficção. Andamos pra frente, sacão?

Pois, eu estava falando com um amigo meu, explicando por qual motivo eu não concordo totalmente com a divisão de realidade real e realidade virtual. Eu acho tal divisão uma criação da geração que nos antecede, que viveu essa transição de maneira mais brutal. Nós, pandinhas do www, nem sempre precisamos essas fronteiras no sentido limitante. Isso não quer dizer que somos esquizos, muito pelo contrário. Nós usamos os recursos que temos em nosso favor. Esse é o mundo, prove como preferir. Coisassim.

E nesse sentido, mais uma vez a internet (agora com essa vitória dos pirateadores)  afirmou aquilo que nós, ornitorrincos do P2P, já falamos tem pelo menos um ano, que os mundos delá e decá tendem a ter suas fronteiras borradas cada dia mais.

Eu sei que pro usuário pesado isso já até soa antiquado, mas pense. É a primeira vez (que marco esse, ein) que a voz online tem representação offline. Obrigado, mundocético, mas eu vejo as grandes fronteiras se alargando pra deixar bem claro que também fora, como dentro, somos participativos, não aceitamos noções cagadas em nossas cabeças.

E isso é quase um começo de implementação do mondo anarco (anarco me lembra anaconda, juro) fora dos nossos domínios anárquicos privados. E sobre a possibilidade do surgimento do anarco-alguma-coisa falou Kropotkin, genial de tão estúpido, que são necessárias causas, circunstâncias pra rolar rebelião. Mas aí, uma rebelião dentro do sistema pode ser negada como uma rebelião pelos turrões vintagistas, mas eu digo que estamos alargando os conceitos de sistema, anarco-o-que-for, e todos esses jargões que viraram conversa fiada do PSOL em breve poderão evadir de nossas mentes, finalmente.

Mas eu não me iludo tanto assim. Sei que, em se tratando de Brasil, mesmo sendo um país com tanta gente conectada tanto tempo (ajudaria lembrar onde li, mas acredito que somos o país que fica MAIS TEMPO conectado, algo assim. Não fique bege, sempre estivemos entre os primeiros, isso daria um belo post sobre nossa gana por conhecimento que só encontra saída online), nada se construirá mais rápido que em Gizé, mesmo que contratemos. Empreiteiros, capangas, o negócio aqui não é sueco.

Por fim, o parlamento europeu tem 785 lugares. A Wired pergunta aos leitores se eles acham que um lugar faz diferença. Eu acho que, conforme diriam os grandes cabeçudos do mundo, o erro está nessa pergunta deles. Esse lugarzinho (parece que existe a possibilidade de mais um, ê?) bombou geral meu coração.

P.S.: Aviso que estou fazendo um micro trabalhinho pra faculdade que em breve (breve de faculdade, não de internet) disponibilizo aqui. Nele eu trato um pouco desse tema cativante chamado direito autoral. Pensei em dizer que seria mais cabeçudo que o normal da bloga, mas minha memória me traiu nessa afirmação.

P.S.II: Também enviado pelo Milton eis o filme reciclado! Belíssima paródia de filmes, de reciclagem, de tudo. Remix que me fez ter espasmos de rir. Pra saber mais leia no PontoEletrônico ou na Wired, sim?

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2 Respostas to “I’m freak to do what I want”

  1. o que me deixa marronzinho de verdade é que eu sempre prego isso de que as formas de socialização são fluidas, que acompanham o ritmo da carruagem do patrão da história. O tiamu das antigas era uma clava na cabeça, e neguinho ainda hoje em dia recebe com um risinho na cara quando ouve um casal dizer “ah, a gente se conheceu novelhoorkut”. ninguém está pregando uma virtualização radical do real, misto de li zizek mas não entendi ao certo, mas é bem 1997 isso de desclassificar o poder do www.

    everything is connected with everything else, como diria o velho e bom LENIN, e com isso encerro minha argumentação, de forma legítima e dramática SEXUALMENTE

  2. ta colecionando LENINs, é?
    *medi

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