Crise crise crise

Então eu falei mal do eugenista ganhador do Nobel, o James Watson. Pra equilibrar, agora vou falar bem de outro ganhar do mesmo prêmio, o economista Paul Krugman.

Hoje, sábado de manhã, fiquei lendo coisas divertidas online. Me divirto fácil, ein. Uma delas um texto dele com uma visão bem legal e nova pra mim da crise americana/mundial/coisital.

Ele fala que essa crise remonta os tempos do Reagan. Não se acanhe, é compreensível para leigos, curtinho e muito interessante:

Attacks on Reaganomics usually focus on rising inequality and fiscal irresponsibility. Indeed, Reagan ushered in an era in which a small minority grew vastly rich, while working families saw only meager gains. He also broke with longstanding rules of fiscal prudence.

(…)

We weren’t always a nation of big debts and low savings: in the 1970s Americans saved almost 10 percent of their income, slightly more than in the 1960s. It was only after the Reagan deregulation that thrift gradually disappeared from the American way of life, culminating in the near-zero savings rate that prevailed on the eve of the great crisis. Household debt was only 60 percent of income when Reagan took office, about the same as it was during the Kennedy administration. By 2007 it was up to 119 percent.

Acho legal pensar sobre isso por dois motivos. Primeiro, cansamos de saber que momentos decisivos costumam ter longa formação histórica, fermentam até virar a bomba que nos impacta.  E seguindo por esse prisma mesmo, pq eu acho que os estadunidenses já não se sentem mais os mesmos.

Eu sempre tive pra mim, veja que isso pode soar mais inocente que os seus olhos de leitor informado irão suportar, que o US mantinha sua unidade com base na auto-estima do americanismo, se é que me faço compreender. Independente das personas rebeldes e críticas, rolava um senso de nação em tudo, e eu achava isso incrível, especialmente pq todos ficam se debatendo em conceitos de nação e eles nem ligavam.

Mas eu realmente acho que as coisas tem mudado de figura. Isso tudo me deixa muito empolgada, sabem? Não importa que os possíveis rumos apontem pra caminhos mais trash ou não, eu acho isso emocionante, oras, que tipo de ser humano não acharia isso emocionante? Fala sério.

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