Elementar? Jura?

somewhat

Tempo atrás eu li um estudo que dizia que os casais com QI menor eram os que mais procriavam, o que me fez repensar toda a evolução humana e, mesmo, rever o futuro do mundo por de uma perspectiva nerdy apocalíptica entupida de pessoas questionáveis.

Claro, eu e meus critérios que, sei sim, são frugais, mas são os meus critérios de escolha.

Eventualmente eu saí do meu embalo nerdotron e voltei pra realidade, me questionando onde esse estudo tinha sido feito, o número de entrevistados e mesmo a validade dos testes de QI para mensurar inteligência.

O mesmo, claramente, não acontece com o senhor James Watson.

James Watson, James Watson, ciência não é malemolência, sabias?

Não sei se as coisas sempre foram assim e só agora tenho acesso a elas ou se, realmente, estamos em uma época onde achamos que tudo é científicavel. E, nessa ânsia pelo modelo de compreensão redentivo da ciência, nos perdemos em emaranhados de estudos contraditórios e estúpidos.

Por isso eu gostaria de pedir que alguém, por favor, catuque por trás o ilustríssimo Sr. Watson e o explique mais uma vez a diferença entre ser um cientista e ser um religioso.

naive

Para falar de James Watson bastaria lembrar que ele foi o sujeito que disse que os africanos são menos inteligentes. E ele realmente acredita que isso é A verdade. Nada pode ser mais turn off que arrogância religiosa, convenhamos.

Agora, a onda do bom velhinho é dizer que, apesar de ele mesmo assumir que está apenas ACHANDO, não pode provar, casais muito inteligentes tendem a ter filhos com doenças como autismo e esquizofrenia.

Veja bem, isso sequer é dado que se apresente. Tendem a ter filhos. E outra, isso nem é pesquisa, é bibliografia de quem se superestima, tendo em vista que ele tem um filho esquizofrênico. Supere a culpa, James, vamos. Sou mais o outro James, que tinha filho(a) –seilá eu- e transformou isso em literatura indecifrável not em ciência tacanha.

E atente que meus apelos estão apenas começando.

Se eu fosse parva como Sr. Watson acharia optimus prime essa balela. Eu esfreguei meu cerebelo no asfalto antes do nascimento e, portanto, segundo esse papinho, seria o supra-sumo da genética boa, pra mim. Finalmente, acidentes genéticos sendo vistos pelo prisma do, ahn, espere aí.

Mas eu vou além, essa coisa de associar cérebro ferrados com genialidade foi longe demais. CHEGA, CANSEI. E o pior parece estar por vir nos estudos (fodam-se os links, não encontrei, se alguém tiver mande) sobre formas de nos deixar momentaneamente aspergers para aumentar nosso rendimento mental. Faça-me o favor, mundo. Falta de skill social e incapacidade de compreender sentidos secundários da linguagem não são funcionamento supremo de um cérebro nem aqui nem casa do James.

Me poupe. Vá pintar São Paulo de memória e depois conversamos.

disguise

E pode me chamar de tosca, mas eu acho que qualquer tipo de desvio cognitivo (e veja o como chamo) antes de ser uma maneira de nos levar ao céu dos gênio é um impecilho para o conhecimento. Acho lindo o desenvolvimento de faculdades debilitadas em criaturas que assumem suas dificuldades (assista e aprenda, Watson), mas elas sempre o fazem partindo do princípio que: shite, muito provavelmente nunca chegarei no meu 100%.

Então deixo aqui duas propostas de leys universalis: proibidos estamos, desde o presente momento,  de relacionar loucura e genialidade e proibidas ficam as pessoas supostamente sãs de utopizar sobre a loucura alheia. No segundo caso é recomendável que se procure, o quanto antes, tratamento adequado para idiotismo.

Bora deixar o louco falar de loucura, um pouco, pra ver como é. Daí sim rapaziadinha para com essa onda de como era lindo meu BRAAAIN todo ferrado (no caso de superego não atrofiado, claro, ie, Axl Rose não trabalhamos).

P.S.: Imagens do My First Dictionary (aqui eu colocari uma coisa tipo recomendação, dizendo que é de mau gosto, mas enfim, você lê a bloga, siligão)

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2 Respostas to “Elementar? Jura?”

  1. James Watson comanda. NA ÁREA DELE.

    Em quase todo o resto ele é tão relevante quanto sei lá, o DADO DOLABELLA.

  2. dado dolabella comanda, na area dele, no resto é tão relevante quanto, sei lá, JAMES WATSON.
    estabelecidos os paradigmas, resta saber: QUAIS SÃO AS AREAS DELES? .)

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