Das coisas que aprendi no Fofa

Fofa é um restaurante muito legal aqui da Cidade Baixa que eu costumava frequentar mais no passado. Ouvia tango, bebia um tanto (e por um tanto você sabe) e saía girando. Hshshshs.

Uma das coisas que aprendi lá é toda bifurcada. Num dos períodos mais melancólicos da minha vida, ainda nos idos dos anos 90 (jovem é uma merda), eu ouvia uma canção no repeat, Yira Yira. No Fofa eu aprendi que essa música não é tão deprimente quanto eu pensava, eles me deram todo o background biográfico do autor, coisa que eu esqueci. Mas pelo que me recordo esse cara era um tanto fanfarrão e o Yira Yira, mais que referência ao mondo, era uma referência ahminina, sacaish?

Um hino subliminar ao amor pago (ê, qual amor não é pago, huh?)

Então, sabendo disso posso afirmar que minha própria visão de sofrimento ímpar do mundo mudou. Talvez isso mude pra todos com o passar do tempo, claro, mas desfazer um ícone de sofrimento ajuda deveras. E a frase final, poxa, é um ápice e tanto:

¡Te acordarás de este otario
que un día, cansado,
se puso a ladrar!

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