Mais himem

Snap1Esses tempos li um texto sobre a falta de sexualidade em ícones juvenis e como isso agradava os pais, os que financiam os ícones, sem deixar de agradar os jovens. Essa idéia ficou pesando na minha meloa e não parou de voltar, como regurgito, toda vez que eu decidia desopilar.

O tempo passou e ela seguiu ali.

Liguei a TV e fui ver um filme trash dos anos 80, que eu nem lembro de ter visto na Sessão da Tarde mas é bem provável, e os personagens centrais surfavam em tetos de carros, bebiam cerveja de maneira ilegal, ficavam com meninas em armários, enfim, todo aquele pacote de entretenimento digno da década supracitada.

Cansei disso e das representações afins, mudei de canal e dei de cara com o CLÁÁÁÁSSICO Quero ser Grande. Então fiquei meditativa. O mundo queria me dizer alguma coisa, MESMO, já que o sucesso de bilheteria mais recente era um filme sobre um garoto que não quer ser grande, pelo contrário, ele queria ter 17 anos.

Pqp, caro leitora (concordância é pros fracos), pensei comigo, estariamos nós vivendo uma época assexuada em busca da inocência perdida? There´s no inocência perdida, lamento muito dizer. Eu não acredito em muitas verdades definitivas, mas essa é uma delas.

Então parei e pensei em Twilight. Não existe o toque, existe a insinuação do desejo sexual pela insinuação da morte vampiresca. A inocência essa, que cativa os pais, não seria uma maneira bem mais explicitamente perverted de formar público?

Por outro lado, os seriados de TV fazem o caminho contrário e, contra pais, libertam os filhos. Brenda do Barrados no Baile não podia nem ver as rugas de Dylan, enquanto Brendon passava o rodo e pegava uma dose dupla de sífilis, disseminando para todo o continente. Mas sempre com muito amor no coração, claro, que ele era HOMEM MACHO mas era cristão. Agora, o novo Barrados no Baile tem uma filha pegadora e um filho monogâmico e adotivo.

Mas o que faz sucesso real entre a galerinha maneira é Gossip Girl. Gossip Girl é praticamente um manual SM FOR DUMMIES, com muito abuso de poder, dinheiro, castração sublime, esses papos. Tudo envolto em um visual maneiríssimo. snap3

Então lendo uma mulher falando sobre a obsessão com a virgindade eu parei e pensei: PERAE, essa obsessão é passé. Ok, não totalmente. Mas ela é cada vez mais masculina e antiquada. Se partirmos desse princípio aí de cima onde o poder de compra sai da mão dos pais e passa pros jovens, quando deixa de ser um filme, um livro e passa a ser um programa de TV, aberto ao gosto, o comportamento de consumo muda. Os jovens mudam ou são os mesmo?

Claro que existem, sempre, os apegados ao hímem. Os infelizes que não entendem a beleza do auto-amor só a loucura da anulação no outro, esses papos. Mas eu acho que esses são grupos segregados.

Eu acredito mesmo que o grande grupo não muda de perfil, eles não são o bando de inocentes que algumas pessoas pensam e outras desejam, nós somos cada dia mais espertinhos e cientes do que queremos nessa vida.

Uma das coisas que muda constante e drasticamente o perfil universal  é a ascensão da mulher profissional e socialmente. E essa sociedade falocentrica que tanto citamos, que eu li e reli na frase do Lacan (“a mulher é o sintoma do homem”) pra ter CERTEZA que tinha lido certo, pq, caralha, ninguém em pleno juízo diz algo assim (sem colocar um vice-versa no final, ao menos), acho que ela não dura o suficiente pra justificar nosso estardalhaço AINDA HOJE.

O que eu vejo na curva do mundo, na curva não muito distante, tendo em vista que já vivemos isso em grande quantidade, é uma inveja oposta, do homem pra mulher. O homem feminilizado é uma tentativa de mimetizar, se enquadrar, emulando. É isso que acho. Não é de se estranhar que os homens façam os mesmos processos que as mulheres já fizeram, com seus nichos. Junto com os amigos, escondidos, pensando em tempos mais inocentes. Oprimidos pelos excesso de feminilidade que se demanda deles agora. Essa é a verdadeira época da inocencia pra maioria deles. E até para algumas mulheres que clamam: me oprime, meubom.

Snap4

No Gossip Girl, por exemplo, nenhum dos personagens masculinos, por mais SM bizarro que seja, deixa de ser feminino. Chuck Bass no fundo só queria ouvir EU TE AMO. É, noites de sexo conturbado com champanhe não valem nada, eu quero um coração de rosas e Blair. :~

O mundo ideal, onde superaremos esse tipo de besteirada e veremos que, bichô, nadavê, esse ainda fico nos aguardes.

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Uma resposta to “Mais himem”

  1. bitchô
    ia elogiar as figurinhas e os balõezinhos, mas o texto do hime tá tri. ah, e o do caio tambéim.

    bj.
    f.

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