Ui, tou má

Então, com a condenação do Pirate Bay só consagra o que fiquei falando nos últimos posts, especialmente no post sobre o RIP. A Wired coloca isso muito melhor que eu tenho conseguido:

With each successive takedown, the entertainment industry forces these services into architectures that are harder to police and harder to shut down. And with each takedown, the industry creates martyrs who inspire their users into an ideological opposition to the entertainment industry, turning them into people who actively dislike these companies and wish them ill (as opposed to opportunists who supplemented their legal acquisition of copyrighted materials with infringing downloads).

It’s a race to turn a relatively benign symbiote (the original Napster, which offered to pay for its downloads if it could get a license) into vicious, antibiotic resistant bacteria that’s dedicated to their destruction.

Eu, tu, eles, não somos malvados. Na verdade, ao longo da história, nossa luta é uma das menos sanguinárias e socialmente corretas que existe. Nós queremos o direito individual e solitário de consumir arte em nossas casas como nosso tempo nos possibilita. Um trujillato universal, AI-5 no mundo.

E daí? E agora? O que aprendemos até então?

Ao longo dos processos ditatoriais sempre existiram controles. Controle pelo medo, controle pela força, controle pela ideologia. Nosso processo também tem isso. Medo de ser preso, preso=usurpado de sua liberdade, ideologia=bonsXmalvados, você causando dano ao artista, esses papos. E aceitar isso é a única saída?

Eu não sei. Acho lindo os surrealistas portugueses fazendo guerrilha poética, mas eu não sou má, nem eles eram, nem esses suecos, nem tu. E quem me diz que eu sou má? A RIAA? E pq eu aceito os padrões da RIAA se só me fodem e é contra eles, também, que eu falo quando quero poder consumir arte segundo os modos do meu tempo?

Piratas saqueavam, matavam, estupravam, torturavam. Nobres, Robin Hoods? Olha, eu li de uns dois no estilo. A maioria eram bêbados-ladrões-qualquer-coisa. Nenhum de nós é assim. Então, DEPILA, BRASIL. Eu não vou pagar de malvada, meu comportamento é ingênuo como o de uma garça na primavera.

Pensemos.

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Uma resposta to “Ui, tou má”

  1. Paulo Coelho, PROFETINHA, disse: “Desde a aurora dos tempos, os seres humanos sentem a necessidade de compartilhar –da comida a arte. Compartilhar é parte da condição humana. Uma pessoa que não compartilha não é apenas egoísta, mas amarga e sozinha.”

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