RiP: A remix manifesto

Bom, imagino que entre vocês existam pessoas sábias que leiam o Ponto Eletrônico, conforme sugerido anteriormente. Na verdade eu tenho amigos que inclusive MIGRARAM pra lá deixando a bloga abandonada, gostaria de dizer que tal comportamento não será aceito de forma alguma. Lenin está vendo, ein. Hshshshs.

Todas forma, la falamos (nos comments do nosso post lá Desi colocou link pro Torrent dos capítulos) desse documentário sobre remix, mas não só. Sobre copyright e toda a história do copyright na nossa cultura atual pra chegar até o ponto onde estamos.

O filme é o primeiro documentário open source, ie, foi criado com ajuda de centenas de pessoas pelo mundo, internet essa folia, ao longo de seis anos. E pode ser assistido em capítulos no site.

*momento confessionário*

Preciso dizer que, enfim, vocês já devem ter notado que eu acredito em cinismo diogeníaco e essas coisas mexem comigo mesmo. E, como disse o autor, deve ser pq eu e internet nascemos juntas e crescemos juntas e, pra mim, ela sempre foi um Eldorado.

Se engana quem pensa que eu sou estranha agora. Agora eu sou bem civilizadinha. Eu era estranha mesmo quando era criança e adolescente. Eu não tinha a menor noção mesmo. E imagine, se Porto Alegre me parece pequena e chata demais ainda hoje, que sou uma adulta quase civilizada, pense quando você é uma criança nerd explosion filha de artistas com prazeres como passar o sábado em bibliotecas sozinha em silêncio.

Então, internet.

E isso parece um relato romântico, mesmo. Mas quando eu comecei a ter acesso a wide wide world of web (copyright Joy) e, posteriormente, conheci o incrível #illu, porra, explodiu minha cabeça e eu pensei: it’s good to be me.

*fim do momento confessionário*

Por isso eu prezo tanto o mundo anárquico da internet. Ainda que eu ache que existe espaço para aprimoramento, claro, é o Eldorado de todo ser que vê conhecimento como bem que deve ser universal&infinito. Tipo um deus, mesmo.

E quando o filme fala das possibilidades de nos relacionarmos com esse conhecimento, da euforia de trocar mundafora nonstop, aí é que nos esquecemos e colocamos mascaras de seriedade social pra não ver os aspectos mais doces que a Internet trouxe pra nossa vida e que não vão embora.

E negar isso é só tornar feio o belo, fazer com que tenhamos vontade de ser underdogs no lugar que nos fez ver que ninguém é deslocado o suficiente, o mundo é grande.

Cito Gogol Bordello depois de anos: “Of course there is no us and them, but them they do not think the same”.

E vejam lá e fiquem com o coração grande. O que, aliás, me lembra minha ex-síndica que me disse, certa feita: “Meu marido morreu de Doença de Chagas. Com o coração tão grande quanto viveu”. E quem ousaria dizer que aquela senhorinha sorumbática seria capaz metáfora tão doce e bizarra? Internet pra ela, ermão.

5 Respostas to “RiP: A remix manifesto”

  1. porn is soooo last week
    o lance agora é amizade sincera e amor verdadeiro
    siligão
    SENÕA VOU AI TE ABRAÇAR E DIZER QUANTO TE AMO
    beeeeeeeeeeeeeeeeeijsiliga

  2. Desligar o computador é o novo sexo. Fiz duas vezes essa semana.

  3. E comentei com os amigos.

  4. po, eu faço todo dia. meio que a contra gosto, só de madrugada, mas faço.
    mas eu acho que dormir é o novo sexo. e tenho feito, ein. tou quase, sei lá, a sobrinha da gretchen: não sabia como era, agora que descobri não paro mais.
    NOOOOOOSSA, como durmo
    haahhahahaa

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