Arquivo de abril, 2009

Idiot Compassion

Posted in deveras pessoais, idéia não tem dono on 30 de abril de 2009 by mari messias

It’s the general tendency to give people what they want because you can’t bear to see them suffering. Basically, you’re not giving them what they need. You’re trying to get away from your feeling of I can’t bear to see them suffering. In other words, you’re doing it for yourself. You’re not really doing it for them.

Que semana. Realmente bizarra. Por vários motivos, mas eu quero mesmo é falar de um deles: cigarro.

Bom, por vários motivos que não vem ao caso, eu cheguei em um momento de contemplação do conceito de idiot compassion através de uma crise não auto-imposta de abstinência de nicotina.

No auge da minha crise eu me dei conta que estava, pela primeira vez na vida, pensando em parar de fumar. Primeira vez mesmo. Desde que comecei a fumar eu amaldiçoo o dia que tive essa idéia idiota. Mas amaldiçoo de um jeito bizarro, já que eu sempre gostei, senti prazer, fui tabagista no sentido de colecionar itens, vivenciar pequenos prazeres do tabaco, ter cachimbos, essas ondas.

Cheguei a ficar uns tempos sem fumar anos atrás, mas não foi exatamente uma escolha minha, no sentido de não ter partido de mim. Foi idiot compassion, também. Hehehe. Na época meu namorado, mais sábio que eu, odiava cigarro e eu entrei na pilha dele. Durante esse tempo que fiquei away da nicotina sentia como se meu melhor amigo tivesse morrido. É uma sensação bizarra. Que eu só associei com cigarro quando voltei a fumar.

Acontece que ali, me dando conta que meu corpo doía, que eu não pensava bem, que eu dependia de coisas alheias ao meu corpo/pensamento/vontade, que eu dependia de cigarro, mas DEPENDIA MESMO, a salubridade da minha existência, minha cognição, tudo, dependia de cigarro, eu vi que não era pra mim.

Daí foi que eu me lembrei de um texto que li sobre IDIOT COMPASSION e me dei conta que essa foi uma atitude muito compassiva do mundo pra mim. Que enquanto eu me debatia e amaldiçoava tudo eu finalmente entendia, não racionalmente, mas realmente, de facto, que cigarro causa impotência (n) (piadinha natimorto style).

Idiot compassion is the highly conceptualized idea that you want to do good….Of course, [according to the Mahayana teachings of Buddhism] you should do everything for everybody; there is no selection involved at all. But that doesn’t mean to say that you have to be gentle all the time. Your gentleness should have heart, strength. In order that your compassion doesn’t become idiot compassion, you have to use your intelligence. Otherwise, there could be self-indulgence of thinking that you are creating a compassionate situation when in fact you are feeding the other person’s aggression. If you go to a shop and the shopkeeper cheats you and you go back and let him cheat you again, that doesn’t seem to be a very healthy thing to do for others.

Valheu, então. Criei meu cronograma de férias.

Tupac breve voltará

Posted in quotes da rapeize on 29 de abril de 2009 by mari messias

Marx&Eu: Não curto essa gente que ressucita, tipo, Jesus, zumbis, Tupac.

É trabalho, juro

Posted in deveras pessoais, nadavê véiô on 29 de abril de 2009 by mari messias

Tava trabalhando, fui testar a qualidade do negócio e tomei nos dedão do teste online Que livro nacional você é? EIN?

Eu sou “Memórias póstumas de Brás Cubas“, de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro… Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade – um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.

(TOMORTA! BRAAAINS! intrigas. sou super optimista e docinha. sefoder, sériomesmo. só concordei com aparte do carisma natural e dinamismo, CLARO. hshshshs.)

Me Heebie Jeebies Soul

Posted in idéia não tem dono with tags on 27 de abril de 2009 by mari messias

I’m a blues man in the life of the mind, a jazzman in the world of ideas, and the blues is an autobiographical chronicle of a personal catastrophe, expressed lyrically and endured with grace and dignity.

Cornell West

I Freud myself

Posted in ieieie, mofo, o mundo (essa folia) on 26 de abril de 2009 by mari messias

lalalalala de todos é aaamiiiiiigoooooo lalalalalala

Anderson mandou uma coisa que eu já sabia desde o Esquadrão Classe A. Todas forma decidi dividir com vocês: solitários, co-dependentes, fãs de Gossip Girl, desconhecedores de Dexter, enfim, toda gama:

(…) new research by psychologists at the University at Buffalo and Miami University, Ohio, indicates that illusionary relationships with the characters and personalities on favorite TV shows can provide people with feelings of belonging, even in the face of low self esteem or after being rejected by friends or family members.

Taí a fonta engraçadinha, pros interessados.

Infância

Posted in quotes da rapeize on 25 de abril de 2009 by mari messias

mari: ai, tem que caminhar? não é de carro?
fred: não, tu nunca foi no zoológico? não teve infância?
mari: não, né! minha infância foi: lê Monteiro Lobato e vê o Vampiro de Düsseldorf
fred: cinema alemão, pô, trimassa

Teresa e o Aquário

Posted in deveras pessoais, o mundo (essa folia) on 25 de abril de 2009 by mari messias

teresa-cartaz

Falar de amor é tipo filosofia de futebol. Eu fujo correndo chorando e gritando NÃO, SOCORRO, JASON ESTÁ ATRÁS DE MIM! Mas, vez por outra, surge um Scolari e eu me sento num banquinho pra ouvir as sábias palavras do mestre e ponderar.

Dia 10 de abril eu sentei em um banquinho e vi Teresa e o Aquário, nova peça do João Ricardo e da Cia Espaço em Branco. O banquinho foi metafórico, siliga.

Meu problema com falar de amor não é que não acredite em amor per se, é que não acredito em falar de amor, mesmo. Atribuir um sentido universal ao que está longe de ser universal é besteira, me cansa, me envelhece, me abate e me amargura.

Eu sei que sempre cito o Corsinho, mas o negócio é que paro de citar quando achar que entrou na cabeça de todo mundo, logo: Vocês precisam sentir, é lindo sentir. E, veja bem, eu sinto muito. Nós, pessoas cheias de sentimentos mas que não nos portamos como melancólicos donos do pathos Los Hermanos, somos um tipo de rato. Nossa presença não pega bem em sociedade, todos disfarçam que existimos e nosso comportamento é considerado insalubre, entre outras coisas. O mundo é dos micareteiros ideológicos e dos sofridinhos por estilo.

O lance é que viver em paz com o fato de que eu gosto de ter sentimentos docinhos, não os nego, tento não fugir deles correndo, não chegou a ser um dilema quando eu sentei no meu banquinho pra assistir Teresa e o Aquário, que não é exatamente sobre sentimentos docinhos, como eu vejo.

Talvez porque o caminho dos sentimentos docinhos seja trabalho longo e árduo, ie, cheio de sentimentinhos confusos, chatos, egoístas. Mas vá, o caminho de uma pele boa inclui dois tipos de sabonete, adstringente, três cremes e eu faço isso mesmo assim, né. Cada um sabe o valor de sua busca. Hshshshs.

Além do mais, a trilha ao vivo do Roger Canal, que era da SOL, arrasa em trompeteiras quase sacras.

E eu acho que minhas incautas palavras não chegam perto de honrar a meta desse post, mas eu queria mesmo avisar vocês que vale a pena tirar suas bundas de casa e ir ao teatro ver Teresa e o Aquário, que é um espetáculo irônico, divertido, catártico e muito bonito. E que produções de qualidade deveriam ser apreciadas por pessoas de qualidade e, quem melhor pra isso que vocês, nobres leitores. Hshshshshs.

Claro, infelizmente, o convite é só pros de Porto Alegre (e vai até dez de maio). Por enquanto. Quando rolar tour eu aviso, pódexa.

Era isso, siligão.

http://teresaeoaquario.carbonmade.com

http://www.teresaeoaquario.blogspot.com

Resenhando

Posted in quotes da rapeize on 24 de abril de 2009 by mari messias

mari diz:
baixei o leitor
mas ja aviso que seria melhor se fosse
O REITOR
Eduardo diz:
não vi
mari diz:
nem eu
mas JA SEI
é tipo BUDAPESTE
Eduardo diz:
HAHAHAHAHA
BUCARESHT

Oooh l’amooour

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia) on 22 de abril de 2009 by mari messias

snap13

Henrique VIII, todos sabem, é o cara que inspirou Austin Powers. Bom, se não é, deveria. Feio e claramente transtornado, se tivesse vivido nos anos 70 teria poupado o mundo de váááárias merdas, convenhamos.

Além de ter criado a primeira lei anti-sodomia da Inglaterra, responsável pela desgraceira de muito poeta melhor que ele, ainda foi o bastião de uma revolução religiosa pra pegar mina. Mas isso vocês veem no The Tudors, onde o supracitado rei ficou bonito. Sério, depois de morto o pessoal antigamente só ficava santo, agora até bonito fica. Acho o auge da ultra-modernidade, relendo valores do passado.

Pois bem, o poeta romanus Catulo tem um negócinho que diz, marromeno: “as promessas das mulheres são escritas com areia no vento“, jeito amargurado de expressar descontentamento com a transitoriedade das coisas, e por coisas quero dizer a vida da Lésbia, que era uma espécie de Austin-Powers-Male-to-Female.

Eu me pergunto o que Ana Bolena escreveria, se tivesse tido tempo de ser poeta, entre casar com o rei, tentar parir cabra macho e perder a cabeça.

Pois não é que o Telegraph nos brinda com trechos das cartas desse amor meio Linha Direta Justiça Style, escritas pelo Henrique:

“The demonstrations of your affection are such, and the beautiful words of your letter are so cordially phrased, that they really oblige me to honour, love, and serve you for ever….

For my part, I will outdo you, if this be possible, rather than reciprocate, in loyalty of heart and my desire to please you.”

Iéiéié. Se por servir no forévis ele quer dizer, errrrrrrrrr, NOT.

Isso me lembra a história que alguma professora me contou sobre a última carta de amor de Ana para Henrique que dizia, marromeno: Gatom, só te peço uma espada afiada. Sem eufemismos, aqui, ela realmente só queria que cortassem a cabeça dela rapidinho, já que naquela época a rapaziada desconhecia essas mordomias e o negócio era marromeno assim: muque e TÉIN, TÉIN, TÉIN, TÉIN, TÉIN, TÉIN. POF. Próximo.

“Beseeching you also that if I have in any way offended you, you will give me the same absolution for which you ask, assuring you that henceforth my heart will be dedicated to you alone, and wishing greatly that my body was so too.”

Ta ceeeerto, então. (mais cartas aqui)

snap2

Pirate Bay, o novo Jesus

Posted in idéia não tem dono, ieieie, super internet world on 21 de abril de 2009 by mari messias

A BT Mobile Broadband (watwatwat), do UK, bloqueou o Pirate Bay, é o que nos diz a PC Pro num link enviado pelo Anderson:

The warning page states the page has been blocked in “compliance with a new UK voluntary code”.

“This uses a barring and filtering mechanism to restrict access to all WAP and internet sites that are considered to have ‘over 18’ status,” the warning states. It goes on to list a series of categories that are blocked, including adult/sexually explicit content, “criminal skills” and hacking.

(…)

The self-regulations scheme includes all five of the major mobile networks. (BT’s service is based on the Vodafone network).

The Code says that members agree to block even legal “adult” content on mobile connections, in case phones or laptops fall into the hands of minors.

Isso me soa como um contrato informal de responsabilidade: Eu aceito e assumo responsabilidade pelos sites que serão vistos no meu computador. Acabando com aquela onda de minha filha menor e suas amigas baixaram mp3 do RBD, pobres inocentes.

Cito Cesariny, poeta surrealista português, falando como eles organizavam suas exposições e manifestações poéticas dentro do salazarismo e, fiquem beges com a atemporalidade:

“Debaixo de qualquer ditadura não é possível uma actuação surrealista organizada sem as respectivas consequências de represálias policiais e portanto sem o aparecimento dos respectivos mártires e heróis. A acção surrealista, neste caso particular, está limitada a uma série de actos que poderíamos chamar de guerrilhas, ou a um acomodamento reacionário com os respectivos ministérios de PROPAGANDA.  Das duas posições é, sem dúvida, a primeira a única possível, embora, por vezes, bastante difícil de manter.”

Vale desejar que o Pirate Bay seja um mártir duradoiro. Outra coisa que desejo, divido abaixo, mas só pela estética. Seria massa de ver no JN. Hshshshshs.