Sutilezas

Como um trecho de Zizek chega na minha mente. Meus comentários entre parêntes em itálico e o texto do paizinho em negrito pra diferenciar bem. Vale mais a pena ignorar eles (os meus comentários), o texto é massa bagarai. A ideologia do paizinho é bem legal. Claro, ele é o paizinho, afinal.

Para evitar esse exemplo já desgastado, porém, voltemo-nos para o campo da sexualidade (sim, sexo super não é exemplo desgastado, velho louco). Um dos lugares-comum de hoje é que o chamado sexo “virtual” (punheteiro), ou “cibernético”, representa uma ruptura radical com o passado, uma vez que, nele, o contato sexual efetivo com o “outo real”  perde terreno para o prazer masturbatório (sabia que era punheteiro), cujo suporte integral é um outro virtual – o sexo por telefone, a pornografia, até o “sexo virtual” computadorizado (ok, ja saquei) …. A resposta lacaniana (ai, me sinto comendo merda. por  qual motivo fazeis isso comiga, paizinho?) a isso é que, primeiro, temos que denunciar o mito do “sexo real”, supostamente possível “antes” da chegada do sexo virtual: a tese de Lacan de que “não existe relação sexual” significa, precisamente, que a estrutura do ato sexual “real” (do ato praticado com um parceiro de carne e osso) (neste ponto parece relevante dividir que estou relembrando as fotos de casamento do Zizek com a gata desde o último comentário) já é intrinsecamente fantasmática (ui, adoro fantasmática); (ui, adoro ponto e vírgula) o corpo “real” do outro serve apenas de apoio para nossas projeções fantasmáticas (uuh). Em outras palavras, o “sexo virtual” em que uma luva simula os estímulos do se vê na tela (momento tecnologias nintendo que não deram certo), e assim por diante (and so on and so on and so on), não é uma distorção monstruosa do sexo real, mas simplesmente torna manifesta sua estrutura fantasmática (<3) subjacente (ok, me recuso a dizer que Lacan mandou bem, certo que foi a leitura ideológica de doente – no melhor sentido imaginável – do paizinho, só pode. adendo importante: a percepção de que todo sexo é masturbatório quase me fez desmaiar de mindgasms).

Slavoj Zizek in Um mapa da ideologia

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5 Respostas to “Sutilezas”

  1. Marcel Ciscai Says:

    sexo com fantasminhas mais me parece PAC MAN. Eletrônico por eletrônico, ele é quem mais comeu fantasmáticas até hoje.

  2. masturbação/sexo virtual > sexo. sexo é coisa de puta. sexo é filhos e DST. uahahah.

  3. meu deus, os doentes com quem eu me relaciono
    hahahahahah
    (auto-critica mode OFF)

  4. nandaobregon Says:

    o que é sexo?

  5. dizem ser uma forma de entretenimento muito popular entre pessoas que não trabalham e conseguem comungar com a doença alheia, ou ainda, um tipo de escambo onde alguém simula interesse no que outra pessoa diz em nome de um bem maior que dura menos que um clorets
    de modos que, bora ler um livro
    hshshshshsh

    (coisa triste essa bloga, como diria Milton: É UM FAROL DO CELIBATO. mandar benzer, fazer reza, deusulivre)

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