Robert Frost

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Robert Frost poderia tomar para si o título de FML, ie, Frost My Life. Mas ele conseguiu fazer pior: virar um dos meus poetas favoritos.

FML: O pai do Frost morreu quando ele tinha 11 anos e deixou a família com 8 pila no bolso. Uns 15 anos depois a mãe morreu de câncer. Além disso, A DOENÇA: filho de mãe depressiva e sem acesso ao incrível mundo da genética, Frost, também um depressivo, casou com uma terceira depressiva e teve seis filhos (depressivos, claro). Um morreu de cólera, um se matou, um morreu internado no hospício, um morreu logo depois de nascer, enfim, FML.

Bloom, que hoje eu Marx descobrimos nadar em uma piscina de maionese criando Teoria Literária, tem um micro capítulo do seu livro Xênio falando do bonito. E ele cita duas afirmativas em especial, ambas feitas pelo Frost. A primeira é de que “o poema é uma resistência temporária à confusão”, que me deixou singelamente tocada.

E a outra falando da preocupação criadoira do poeta: “toda poesia afirma algo e subentende o resto. Então, por que fazer afirmações com poesia? Por que não fazer com que ela se limite a subentender?”

Então o Bloom fala (e tirei os trechos mais piscina-style) o que pensa de Frost:

“Emerson e Frost compartilham da solidão norte-americana, a noção de que só podem se sentir livres se estiverem sozinhos.*

(…)

Frost foi um dos gênio da ironia especialmente soturna, caracterizada nem tanto pela afirmação de algo cujo verdadeiro significado difira do sentido mais óbvio, mas pela acepção que bate e volta, descontruindo o sentido primeiro. Quanto autoconhecimento somos capazes de suportar? Frost concebeu a pergunta após refletir sobre Shakespeare, mas, em Frost, a questão assume um personalismo ferrenho, quase intolerável, seja por ele ou pelo leitor atento”

* tão WCW isso, ein

Então aí vai o hit do verão, outros podem ser lidos aqui. Ironia, sugere Marx, diante da minha exclamação: isso é auto-ajuda!

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I–
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

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3 Respostas to “Robert Frost”

  1. FROST MY S2

  2. FROST MY BLOOM

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