A internet, essa folia

Mojo me mandou uma entrevista bem legal sobre A INTERNET.

Porque por mais que a internet seja uma coisa cotidiana pra muita gente, ela ainda é tratada como um corpo estranho e isso é fato. Nem estou falando de Jornal da Globo ou da Acadimia, estou falando de blogueiros e twitteiros, mesmo.

Ta difícil achar todos os links, já que eu não dou Stumble em coisa idiota, mas ontem mesmo o próprio Moj (contraditório como é) me mandou um twitteiro revoltado com as microcelebridades do twitter. Nome disso é falta de auto-estima, ein.

Tempos atrás, por exemplo, li uma pesquisa que dizia que as pessoas preferem internet que sexo. Mas se ligue na pergunta capciosa: Você prefere ficar duas semanas sem sexo ou sem internet? Todo ser humano já ficou mais de duas semanas sem fazer sexo, salvo os patológicos, mas a maioria tem internet como coisa que só depende delas, ie, cotidiana. Nada de errado nisso.

Alias, internet não tem semelhança alguma com sexo, paralelo mais bizarro, ermão.

O sujeito da entrevista, Clay Shirky da aulas na NYU e traça, agora sim, um paralelo interessante: o do surgimento da TV com o do surgimento da internet.

Ele fala basicamente da internet versus literatura. Nem tudo ali se aplica totalmente ao Brasil, tendo em vista que nós nunca tivemos uma verdadeira massa de leitores, coisa de história do analfabetismo, escolhas questionáveis na educação, e isso nós seguimos tendo, etc.

Mas, de toda forma. Ele também fala de uma coisa que muito me interessa, as especulações científicas sobre o aumento da incapacidade de manter o foco, e cito:

You know, there’ve always been these complaints about attention span. And, again, this is one of the things that’s—people just worry about attention span and they change the media they worry about. I mean, when I was growing up, the attention span worry was, you know, entirely targeted at television shows and so forth. And, one of the things I think Steven Johnson does quite beautifully in Everything Bad is Good for You is to note the ways in which the unit of a television show moved from being inside the show—you have Fantasy Island or Love Boat, which has sort of two or three subplots—to being units of comprehension that passed across several shows. So, you get the Sopranos, where the entire thing has a narrative arc that spans years. So, it’s harder, I think, to make the case that attention span is unilaterally shortening.

What is quite obviously happening is that the number of things that are available for short attention are increasing. But, so is the ability to consume complicated, long-form information.

Leiam lá, ta valendo.

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Uma resposta to “A internet, essa folia”

  1. nandaobregon Says:

    “Nome disso é falta de auto-estima, ein.”

    Agora é autoestima.

    “A reforma ortográfica manda a gente enfiar o hífen no CU e rebolar”. (ÓBREGON, 2009)

    e outra hora eu leio essa entrevista. tenho um DDA sério e ma consegui ler todinho o America.

    bEIJAS,

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