In Bloom

Constata-se um certo retrocesso, por parte de indivíduos que descartam o conceito de gênio, por considera-lo mero fetiche do século XVIII. O pensamento em bloco é a praga que assola a presente Era da Informação, atacando, de modo especialmente danoso, as nossas instituições acadêmicas obsoletas, que, desde 1967, vêm cometendo um suicídio lento. O estudo da mediocridade, seja qual for sua origem, gera mediocridade. Thomas Mann, descendente de fabricantes de móveis, previu que a obra José e Seus Irmãos haveria de sobreviver ao tempo por ser bem feita. Não aceitamos mesas e cadeiras cujos pés se despreguem, não importa quem as tenha fabricado, mas exortamos os jovens a estudarem escritores medíocres, pernetas.

Molly Orlando Harold Bloom

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6 Respostas to “In Bloom”

  1. Camille (Paglia) Says:

    Papaizinho!!

  2. – oh papaizinho! é tão grande!

    – diz de novo!

  3. […] Bloom, que hoje eu Marx descobrimos nadar em uma piscina de maionese criando Teoria Literária, tem um micro capítulo do seu livro Xênio falando do bonito. E ele cita duas afirmativas em especial, ambas feitas pelo Frost. A primeira é de que “o poema é uma resistência temporária à confusão”, que me deixou singelamente tocada. […]

  4. […] ver o hit do Zizek Club, vá aqui (piada infame, fique […]

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