Resiliência&Sinceridade

MOMENTO MACONHA DE HOJE: AUTO-AJUDA DE MIM MESMA, os processos de resiliência&sinceridade

Hoje eu estava super agitada, nem parecia primavera, parecia o Saara das almas. Mas aí me acalmei e me dei conta que resiliência e sinceridade são tudo nesta vida pós-moderna. E explico, já que podem parecer antíteses.

A incapacidade de amar, de ter e viver sentimentos, pensamentos e momentos sinceros de maneira geral é o que eu considero como a mãe dos não valerosos. Aquela gente que só consegue existir quando mistura amor com ironia, amargor com filosofia, distanciamente lógico com religião, coisital. Esta gente não me interessa.

Nada contra bom humor, sarcasmo, ironia, coisital. Pelo contrário,  Jesusa siga nos libando em alegria. Só este modelo do cafézinho+poserismo+um livro de poesia/filosofia/teorias em geral. Nossa, me pulp.

Entretanto, tou sabendo, a sinceridade (que é a irmã da entrega) é a base de muitos sofrimentos. Aí que entra a resiliência. Permanecer sincero ao que se acredita. Fodasse se manézinho transforma tua vida em conversa de boteco. Lanço logo um: whatever, travesti. Ou ainda: go get a life, morena.

Tipo, eu fiz uma clássica piada com o Miami Ink, de que iria tatuar um Darwin gigante, já que todos ue frequentam este programa tatuam coisas pra se lembrar como superaram problemas. Dos mais corriqueiros, tipo corno e dor-de-dente, até os mais perversos, tipo perder irmão e ter diabetes. Mas ocorre que isso, superar os problemas, é o mínimo que um ser humano pode fazer se quiser manter o título de ser humano.

resiliência&sinceridade.

Ok, aceito que a existência seja sofrimento, mas também é alegria. É passar por processos que nos confrontam todos os dias com nossa vulnerabilidade, mas também é notar que algumas coisas nos transformam em seres com super-poderes. O lance é se manter almejando, sorry budistas, mas almejar é o centro da minha felicidade.

E não me venha com almejar marido, carro, caralho. Almejar, antes de tudo, ser uma pessoa que tu goste já que tu nunca pode te separar de quem tu é. E agradecer as coisas boas, como os amigos, gatos, livros, profissões que tenham significado, que são uma sorte do caralho neste randomismo super povoado do mundo. Eu sei que isso é meio 7D (HSHSHSHHS), mas eu sigo acreditando. De boa. Amor é minha religião, mas não suavidade.

Um tempo atrás eu decidi parar de conviver com pessoas que não me dissessem nada. É foda de cliché astrológico e eu achei que seria mais difícil, mas nem tem sido. Por isso, enquanto adentro o inferno astral  digo: pó chegá, resiliência&sinceridade são tudo nesta vida pós-moderna, podiscrê.

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8 Respostas to “Resiliência&Sinceridade”

  1. adoro-te!!
    =D
    e super me identifico
    tarefa numero um
    ser.

  2. mentira, eu sei que tu não me ama maaaish
    hshshshshshs
    *fim do modo maluca*
    tb te adoro, johnyboy

  3. Mais uma epifânia. Thanks, Jesusa.

  4. “Almejar, antes de tudo, ser uma pessoa que tu goste já que tu nunca pode te separar de quem tu é. E agradecer as coisas boas, como os amigos, gatos, livros, profissões que tenham significado, que são uma sorte do caralho neste randomismo super povoado do mundo.”

    faz completo sentido! não dá para gostar dos outros se não gostar de si mesmo: corpo, mente e profissão têm que estar bem

    e gatos são guardiões emocionais e espirituais, seja lá o que isso queira dizer, mas enfim: funcionam :~)

  5. oh hell…
    god bless messias.

    ps.: a aposta era sobre… tcharãã… lembra?

  6. […] Mariana Messias vem paulatinamente revertendo o infarto MINHOCAR que a vida gorda e saturada de desencanto e insensibilidade, esse colesterol da alma, provoca. Ela faz isso em mim. Quando a leio, sinto pedrinhas de gelo se derreterem no peito. E me ponho a suspirar de novo. […]

  7. Ler isso às 13h é covardia. Se fosse lá pelas 3 da manhã eu teria um comentário interessante! hjsuahsiuoha. Mas então, acho que as coisas sinceras que acabam acontecendo são as que têm mais valor de mudança para a vida. Pode ser um momento ruim ou bom, tanto faz, mas muda alguma coisa. A única coisa sabida é que temos que viver até morrer, e se vamos viver até lá (amanhã ou 2035) é melhor que seja na “resiliência” consigo msmo; o problema, como sempre, é a convivência. Tem horas que nem tu mesmo te suporta e aí a resiliência vai parar longe. Acho que a vida em si é uma grande merda, mas há como se tirar proveito dela. E se tu vive teus momentos com sinceridade, enquanto a maioria das pessoas não se faz saber da existência de viver com sinceridade, a resiliência já se faz presente.

    Tudo que eu disse não deve significar nada, mas foi o que saiu.

    Bj!

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