A torre

Estou na verve do processo. Amo esta sensação. Volto pra casa, mais de uma hora no ônibus ouvindo música, olhos fechados, cabeça encostada, solzinho primaveril, ventinho primaveril. Motorhead. Homenageando o bemXmal. Hshshshs.

Ontem sonhei com a Torre, a carta do tarot. Ao menos foi o que concluí. No final do terremoto que derruba tudo, a torre não me derrubava, os deuses em tufão paravam na minha frente e diziam: viu como te poupamos (poraí, poraí)? e eu respondia, heregestyle: vocês criam, descriem, orapois. E uma micro tsunami divina, fruto do tufão-Zeus, não me atingia. E eu ria de volta dos Deuses, poraí, poraí.

Só os gatos, milhões deles do lado de fora da casa, se salvavam, eram alheios e intocáveis pelos horrores dos deuses. Nem idéia, nem idéia.

Só sei que sonhei com a Torre, ou esta foi minha conclusão. Tanta gente odeia esta carta de tarot que até fico constrangida de não nutrir sentimentos.  Daí eu sempre lembro do House dizendo: as pessoas não mudam. As pessoas mudam? Eu acho que sim. Talvez todas, até. Mas acho que somos bem simples, que nossa simplicidade chega a ser agressiva.

Eu, na minha simplicidade humana, tento mudar meus padrões de vida e sempre descubro que, poxa, eu continuo simples.

Realmente não ando por umas de pessoas, salvo as confirmadas. O resto é tudo incompetente no seu ofício de existir (conclusão que tirei no bailão sobre os outros. hshshsh. não, acho que tu não é os outros, tu é possivelmente meu amigo, logo não é os outros. hshshshs).

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