Doentios

Bom, como boa maluca eu começo me desculpando. Coisa que não deveria fazer pq só meus amigos leem isso e leem pq querem, nada os obriga (só a amizade. hshshshs).

De toda forma, voltei a escrever poemas deveras pessoais. E por pessoais não quero dizer que aconteceram comigo, quero dizer não tem personagem nem história, são como os poemas que eu escrevia quando era jovem, líricos.

Como sei que a maioria dos meus amigos odeia poesia e tem senso estético apurado, imagino que não vão ficar triunfantes nem nada. Mas saibam que eu fiquei. Deveras. Então regozijem-se por mim, PORRA.

Chamei eles de poemas doentios pq todos tem algo em comum: são doentios (ie, eu). Alguns são de amizade, mas soaram tão dúbios e isso me pareceu tão doentio que coloquei junto. Hshshs. Outros são para Túlios (Saca o Túlio? Não o Túlio maravilha, ô ignorante). E outros são pessoais, de fato.

Um dos meus favoritos é este aí abaixo. Resolvi colocar aqui pq o princípio inicial deste blog era que eu achava que estava muito reprimida e precisava de um jeito que me obrigasse a não ser mais. Então, seguindo com a idéia de romper os limites pessoais, coisital.

E, tá, eu sei, FNM já fez melhor sobre o mesmo tema. Hshshshs.

Deixa eu adentrar com a minha mão
Teu desconhecido
E sentindo este amor confuso
Me deixa sentar em tua escuridão
E escrever um poema que não se leia

E depois, vias abertas,
Escolherei as saídas mais curtas
E nós certamente morreremos
Como podemos esperar mais da vida?

Mas até lá me deixa sentar em tua mão
E beber minhas misérias
E me deixa estreitar nossos pulsos
TUM TUM TUM TUM
Porque morrer é vida
E morrer de vida não é
Ao meio.

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4 Respostas to “Doentios”

  1. não ofende, corno
    pros ônibus tem que ser mais brejeiro e com referencias gauchas
    como: eu te amo como uma nuvem
    vamos comer algodão doce na redenção
    e olhar os onibus da carris
    hshshshshs

  2. o poema tem um Q de john donne/caetano veloso.

    deixe que minha mão adentre atrás na frente em cima embaixo entre…

    foi pra constelação

  3. E aprendi que nesse jogo
    Se mente grosso até a morte.
    A magra é a dona da sorte
    E tem tudo a seu favor,
    Mas comigo não senhor,
    Pouco me importa o que faça
    Pode roubar-me a carcaça
    Mas morro cantando flor!

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