Arquivo de setembro, 2008

The Pl. & opt. C. Collection

Posted in idéia não tem dono, o mundo (essa folia), quotes da rapeize on 30 de setembro de 2008 by mari messias

Byron wrote to a friend that he and the boy were having anal sex (in code, “the Pl. & opt. C.” short for “coitum plenum et optabilem”). As a result of their copious couplings, the boy developed an anal rupture, for which Byron consulted an English doctor passing through the area. Giraud was devoted and loyal and nursed Byron through a serious bout of fever, probably a case of malaria.

Byron later saw to Giraud’s education by paying for his schooling in a monastery on the island of Malta, and in his will left the boy the sum of 7000 pounds sterling, a fortune to last him a lifetime.

Dous estudiosos (um mais que o outro, bem mais) do mundo das letras e sua sessão BYRON COMENTADO:

Estudioso, de fato
LONG DONG BYRON
Estudioso, de fato
e um petito de 15
Estudioso, em teoria:
amores de penes são perenes
Estudioso, em teoria:
adoro minha versão polida
Estudioso, em teoria:
hahahahah
Estudioso, de fato:
hahahaha
Estudioso, de fato:
da série putaria para tias pudicas
Estudioso, em teoria:
começa com estudos de DH Lawrence, ceeerto

(aprenda o hábito da sodomia, pergunte ao BoingBoing como)

Ainda sobre o mesmo tópico, a estrela do já clássico Fiz pornô e continuo virgem nos brinda com sua sabedoria:

“Estou sozinha, não estou namorando, e optei por fazer sexo anal. Vou fazer, continuar virgem e resolver minha vida. Depois, sei que vou encontrar uma pessoa bacana para ficar comigo e perder minha virgindade”, diz ela com ares de mocinha sonhadora.

Resiliência&Sinceridade

Posted in deveras pessoais, maconha on 29 de setembro de 2008 by mari messias

MOMENTO MACONHA DE HOJE: AUTO-AJUDA DE MIM MESMA, os processos de resiliência&sinceridade

Hoje eu estava super agitada, nem parecia primavera, parecia o Saara das almas. Mas aí me acalmei e me dei conta que resiliência e sinceridade são tudo nesta vida pós-moderna. E explico, já que podem parecer antíteses.

A incapacidade de amar, de ter e viver sentimentos, pensamentos e momentos sinceros de maneira geral é o que eu considero como a mãe dos não valerosos. Aquela gente que só consegue existir quando mistura amor com ironia, amargor com filosofia, distanciamente lógico com religião, coisital. Esta gente não me interessa.

Nada contra bom humor, sarcasmo, ironia, coisital. Pelo contrário,  Jesusa siga nos libando em alegria. Só este modelo do cafézinho+poserismo+um livro de poesia/filosofia/teorias em geral. Nossa, me pulp.

Entretanto, tou sabendo, a sinceridade (que é a irmã da entrega) é a base de muitos sofrimentos. Aí que entra a resiliência. Permanecer sincero ao que se acredita. Fodasse se manézinho transforma tua vida em conversa de boteco. Lanço logo um: whatever, travesti. Ou ainda: go get a life, morena.

Tipo, eu fiz uma clássica piada com o Miami Ink, de que iria tatuar um Darwin gigante, já que todos ue frequentam este programa tatuam coisas pra se lembrar como superaram problemas. Dos mais corriqueiros, tipo corno e dor-de-dente, até os mais perversos, tipo perder irmão e ter diabetes. Mas ocorre que isso, superar os problemas, é o mínimo que um ser humano pode fazer se quiser manter o título de ser humano.

resiliência&sinceridade.

Ok, aceito que a existência seja sofrimento, mas também é alegria. É passar por processos que nos confrontam todos os dias com nossa vulnerabilidade, mas também é notar que algumas coisas nos transformam em seres com super-poderes. O lance é se manter almejando, sorry budistas, mas almejar é o centro da minha felicidade.

E não me venha com almejar marido, carro, caralho. Almejar, antes de tudo, ser uma pessoa que tu goste já que tu nunca pode te separar de quem tu é. E agradecer as coisas boas, como os amigos, gatos, livros, profissões que tenham significado, que são uma sorte do caralho neste randomismo super povoado do mundo. Eu sei que isso é meio 7D (HSHSHSHHS), mas eu sigo acreditando. De boa. Amor é minha religião, mas não suavidade.

Um tempo atrás eu decidi parar de conviver com pessoas que não me dissessem nada. É foda de cliché astrológico e eu achei que seria mais difícil, mas nem tem sido. Por isso, enquanto adentro o inferno astral  digo: pó chegá, resiliência&sinceridade são tudo nesta vida pós-moderna, podiscrê.

Coisas que me fazem mais primaveril II

Posted in ctrl+c ctrl+v, idéia não tem dono on 29 de setembro de 2008 by mari messias

Lindo lindo LINDO site com fotos de livros de outrora recebendo amor de agora. Pra não esquecer João:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

E ainda, um projeto com lombadas de livro chamado Sorted Books. Aqui explica, pro pessoal do mangoleio.

E AINDA mais: humor não tem idade. Os Egípcios e suas tiradinhas maneiríssimas e os Gregos e suas gracinhas singelas. É proveitoso manter as bordas da boca viradas para cima.

Agora wesja wescê

Posted in quotes da rapeize on 29 de setembro de 2008 by mari messias

mari diz:
ah, então vamos rever
mari diz:
pq WES É NOSSO PAI
mari diz:
hahahahahaha
Marcel AKA Ciscai diz:
wes nas alturas
Marcel AKA Ciscai diz:
wes é sagrado
mari diz:
sim, wes é o novo cristo
mari diz:
wes, vi e venci
Marcel AKA Ciscai diz:
ótima
Marcel AKA Ciscai diz:
bloga, trawesti
Marcel AKA Ciscai diz:
eu tô relapso na arte de blogar
Marcel AKA Ciscai diz:
mas mestre na arte de “tô me lixando”

(em tempo, ja copiei, mox. breve levarei)

Coisas que me fazem mais primaveril I

Posted in ieieie with tags on 28 de setembro de 2008 by mari messias

Beeeijomeliga, travesti

A torre

Posted in degredo no olimpo, nadavê véiô on 26 de setembro de 2008 by mari messias

Estou na verve do processo. Amo esta sensação. Volto pra casa, mais de uma hora no ônibus ouvindo música, olhos fechados, cabeça encostada, solzinho primaveril, ventinho primaveril. Motorhead. Homenageando o bemXmal. Hshshshs.

Ontem sonhei com a Torre, a carta do tarot. Ao menos foi o que concluí. No final do terremoto que derruba tudo, a torre não me derrubava, os deuses em tufão paravam na minha frente e diziam: viu como te poupamos (poraí, poraí)? e eu respondia, heregestyle: vocês criam, descriem, orapois. E uma micro tsunami divina, fruto do tufão-Zeus, não me atingia. E eu ria de volta dos Deuses, poraí, poraí.

Só os gatos, milhões deles do lado de fora da casa, se salvavam, eram alheios e intocáveis pelos horrores dos deuses. Nem idéia, nem idéia.

Só sei que sonhei com a Torre, ou esta foi minha conclusão. Tanta gente odeia esta carta de tarot que até fico constrangida de não nutrir sentimentos.  Daí eu sempre lembro do House dizendo: as pessoas não mudam. As pessoas mudam? Eu acho que sim. Talvez todas, até. Mas acho que somos bem simples, que nossa simplicidade chega a ser agressiva.

Eu, na minha simplicidade humana, tento mudar meus padrões de vida e sempre descubro que, poxa, eu continuo simples.

Realmente não ando por umas de pessoas, salvo as confirmadas. O resto é tudo incompetente no seu ofício de existir (conclusão que tirei no bailão sobre os outros. hshshsh. não, acho que tu não é os outros, tu é possivelmente meu amigo, logo não é os outros. hshshshs).

Miscigenação

Posted in quotes da rapeize on 26 de setembro de 2008 by mari messias

FERNANDES, Paulo diz:
eu não me misturo
FERNANDES, Paulo diz:
a única coisa que misturo é
mari diz:
uisque com vodka?
FERNANDES, Paulo diz:
meu molho de macarrão VELHO com miojo e ketchup heinz
FERNANDES, Paulo diz:
diliça
mari diz:
CACHAÇA COM AMOR?
FERNANDES, Paulo diz:
cara

Faroeste

Posted in quotes da rapeize on 25 de setembro de 2008 by mari messias

(um diálogo de muitos anos atrás que lembrei estes dias e não consigo parar de lembrar e rir dele, nas horas mais inoportunas, claro)

jovem1: Quer um pedaço do meu X Coração?

jovem2: Não, obrigada, já comi corações demais hoje.

Contrariedades

Posted in idéia não tem dono, poesia visual on 24 de setembro de 2008 by mari messias

Então, eu não posto este poema pq estou vestindo minha personalidade punk, continuo na primavera. Mas nos últimos dias todos parecem só pensar sobre isso. O bem, o mal. Nome de novela, se me perguntam a opinião. Cesário Verde, o amo. Nem só pq ele use como sobrenome tão nobre cor ou pq tenha sido um fodido português. Mais ainda pq ele foi capaz de escrever

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer

E isto, se não é o retrato irônico do Portugal que ele via, deveria. E se tem duas coisas que eu penso sobre Porto Alegre, uma delas é este poema. Outra é aquela que li em algum lugar que Hesiodo disse sobre sua cidade natal (algo como infernalmente quente no verão, lamacenta no inverno e boa em nenhuma estação, porai, porai).

Mas eu decidi postar Contrariedades, provando que os sentimentos literários, menos ferrados, podem ser sublimes mesmo quando são assim como Cesário, o fodido, o amargo, o querido, o doce.

CONTRARIEDADES – Cesário Verde

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas…

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopéia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.

Com raras exceções merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingênuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exatos,
Os meus alexandrinos…

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe umedece as casas,
E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia…
Que mundo! Coitadinha!

Uh, primaveeera

Posted in idéia não tem dono, maconha, o mundo (essa folia) on 23 de setembro de 2008 by mari messias

Hoje começa a primavera, pipols. Espero que todos consigam florescer com ela. Adoro a primavera por alguns motivos. Ainda que inicialmente a troca de estações cause fervores noturnos nas pessoas, por motivos inexplicaveis mas constatados cientificamente existem manifestações de humores sazonais. E generalizo: O verão, eufórico. O inverno, melancólico. O outono, introvertido. A primavera, alegria sem euforia. Acho que brotamos um tanto. E, claro, hoje é aniversário de mamãe.

Fiquem com um Caeiro e despensem nisso

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.