Do autismo & afins

Ainda na série autistas que amamos (eu adoro esta palhaçada de série. Não tem série porra nenhuma, tava inventando pra fazer a fina. Hshshshs), apresento um pedaço de um texto que Moj. me mandou, do Irvine Welsh.

My life was essentially defined by, at best, mediocrity (I had risen to middle-management level in the public sector), and at worst failure.

(…)

Far more important than either, I’d always been blessed with a rich inner life. I had a very happy childhood, but it always seemed a precarious one, due to the ongoing illness of one of my parents. It often seemed easier to retreat into my own head rather than deal with what was going on around me. I recall a report card at school saying that I would “never amount to anything” as I was “too much of a dreamer”. This was meant as scornful condemnation; even at the time I instinctively felt it was positive and it provided me with a great deal of affirmation. For such a child, a book is a godsend. Sitting with one in front of me gave me permission to dream and enriched and defined my creative landscape.

De toda forma, estas pessoas semi-autistas costumam ser sempre muito massa (eu acho). Nem todas foram bem sucedidas (e aparentemente felizes) como o Welsh. Algumas viveram na suposta merda, como minha alma gêma #832714093218723-98, o Sidis (ainda que QI300 seja o oposto do meu conceito de viver na merda). Outras viveram uma existência bizarra e aparentemente conflitante, enfim. Tem pra todos os gostos.

Mas eu acho que viver pra dentro, longe de ser uma forma de negar o mundo exterior (ainda que ele mereça) é uma forma de valorizar a alegria. A alegria, que é vista com olhos amargos pelas pessoas que acreditam que descobriram A verdade é, na minha opinião, O negócio de estar vivo. Ser alegre, de forma não necessariamente eufórica, não é sinônino de ser alheio aos “problemas do mundo”, give me a break lap dance. Eu sou alegre. Curto ser e odeio gente melancólica. Não sou imóvel, não sou alheia, só acho que o mundo vai acabar antes de se tornar um lugar melhor, ainda que nunca acabe. E mesmo acreditando em pequenas ações localizadas, sei que elas nunca vão ser generalizadas.

Por outro lado, como eu não acredito em possibilidades pós-vida (mas acredito em hífen), nem de coisas magníficas nem de coisas terríveis (porém guardo meus dracmas caso o Euro não seja aceito no Hades) fico com a única possibilidade que conheço: viver. E, sem todos estes conceitos (dádiva, fardo) alheios ao que de fato é, viver pode ser bastante interessante. Sendo semi-autista ou não. Opções que fazem toda a diferença.

Um amigo me alertou que o semi-autismo, em diversos aspectos, pode ser danoso. Mas como eu sou fumante me sinto no direito de achar que minhas outras decisões são bem mais ponderadas que fumar. Qualquer coisa é. Fala sério, eu não vivo sem rolos de tabaco e mais de sei lá quantas substâncias tóxicas QUEIMADOS dentro dos meus pulmõezinhos ferrados. E eu não vivo MESMO. Sou crackhead total. Depois disso eu nem tenho o direito de questionar minhas outras decisões/opções, whatever, me sinto sempre MUITO construtiva.

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3 Respostas to “Do autismo & afins”

  1. O começo é uma coisa INNER DERCY FOREVIS.

  2. REMEMBER THEBAS FORÉVIS
    hahahahhaahha

  3. só lamerz acreditam que o semi autismo é ruim.

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