Só na balalaica

A expressão “ser étnica” pode ser usada como uma definição perfeita sobre meus gostos. Claro que eu e Desi tratamos de criar sub-significados (adeus hífen, ailoviuforévis) muito mais relevantes e menos Sting que o usual.

Por exemplo, se tu diz uma frase como:

-Tu que é étnica poderia fazer isso.

Dependendo do contexto ou tu está chamando a pessoa de chinela (só os países bagaceiros são étnicos, os outros apenas são) ou insinuando que ela tem um gosto que tu considera pejorativamente peculiar, mas simula que não.

Étnico é a raíz de todo o excesso criativo do mundo. Mas cabe lembrar que por excesso entendemos algo que sobra e sobrar nunca é bom. Étnicos super sobram. Quando tu usa a expressão “Só no sapatinho” no Brasil, tu está sendo brasileiro. Quando tu usa em qualquer outro lugar do mundo, tu está sendo étnico.

Mas também é possível ser étnico dentro do Brasil com algo tipicamente brasileiro. Basta ser um traço cultural alheio aos estados que passam na TV e que cada dia mais forçam sua VERDADEIRA etnicidade pra cima do resto do país através de coisas como: BALADA, NÓIS e bronzeados. O correto, para um gaúcho seria: chinelagem, a gente e. Bom.

(btw: só na balalaica é criação da Desi, também)

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2 Respostas to “Só na balalaica”

  1. Étnico é politicamente-corretês para preto.

  2. não o verdadeiro étnico, vide post seguinte. hshshshshs

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