Só na Balalaica feat Leningrad

(foto de 50 mil anos atrás, antes da banda envelhecer e ficar com cara de um bando de bagaceiros tomadores de vodka – quando eles ainda pareciam jovens curitibanos dos anos 90. hshshshs.)

Dentro das noções introduzidas no post anterior apresentarei algumas pequenas verdades sobre os conceitos de etnicidade na nobre pátria russa que está super em alta aqui em casa (sim, de novo).

Boa parte da culpa por isto é do mega étnico Shnur com sua bandinha etnico egocêntrica e mutante Leningrad. Que é uma prova cabal de que a Rússia é uma país mais evoluído e alquímico, já que o Paralamas do Sucesso de lá arrasa.

Shnur é considerado por muitos o responsável pela introdução do russian mat como uma linguagem natural na construção de letras de canções etnicamente russas, o que é super Dante. O russian mat é um dialeto chulo (ou patois, pros finos) russo que, segundo este cara aqui é todo baseado em referências sexuais. Diferente do nosso que é, bom, eu sei lá. Por outro lado atesto que é diferente pq os russos não tem sinônimo de cu, segundo este cara do artigo. E brasileiro sem sinônimo de cu e futebol é lenda urbana.

Mas voltando ao Shnur/Leningrad. Segundo o próprio, quando a banda surgiu as pessoas não sabiam o que fazer com ela, já que eles não protestavam contra nada e basicamente só falavam este russian mat alhures como se fosse uma coisa cotidiana. Que devia, de fato, ser. Pra eles lá, já que eles são super étnicos. Ao longo da história eles protestaram contra algumas coisas, foram banidos e desbanidos de rádios e tvs, tiveram shows proibidos (por políticos ó o auê aí ó) em cidades russas, incluindo Moscou, mas fazem super sucesso. E o Shnur admite que adora dinheiro. Muito dinheiro (um punk que faz sentido, afinal). Só não gosta de dinheiro quando dizem: eu te dou dinheiro se tu deixar de ser étnico. Hshshshs. Pq na Rússia, diferente do Brasil, ser étnico é super in. Basta tomar litros de CANA, citar meia dúzia de escritores (auto-ajuda não conta, acho) e relacionar tudo com sexo que se faz sucesso na Rússia. É a nobre irmã alargando as fronteiras do étnico (garanto que isso é possível de ser dito em russian mat de tão dúbio que soa).

Por fim cito trecho de um estudo cientificíssimo que Desi achou sobre a opção sexual de um russo étnico. Ao que parece ela se chama Vodka.

Everyone seems to know at least one story about a man and a woman who got drunk and woke up holding each other in a tender embrace (although nothing suggested this on the eve of the night). Such stories about two women do happen, but not so often.

Abaixo um clip feito por um fã de Leningrad site aí, segundo a Wikipedia este clip ajudou a disseminar a banda. Claro, se tu ver os outros clips deles tu entende pq (ie, são super étnicos). O refrão é basicamente: eu me chamo Shnur. Celebrando a tradição das músicas eu me chamo como a do Prince (sem clip oficial, tb), a do Primus, a da Suzanne Vega (nossa, demorei pra lembrar este nome, pqp).

Mais vídeos podem ser vistos aqui, sem censura. Nada como se promover pela etnicidade russa. Foda.

(btw, sempre esqueço de categorizar os posts, que inferno. sinto muito pelos feeders se as alterações dos posts floodam vocês, não posso fazer nada. sou étnica. hshshshs.)

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3 Respostas to “Só na Balalaica feat Leningrad”

  1. Étnico é politicamente-corretês para preto e russo, aparentemente.

  2. ser amiga do joselito é um pathos

  3. preto, russo, judeu, albino, aleijado e por aí vai.

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