Arrasando o futuro de Thebas

Então, eu e Marx fomos ver Édipo, direção do Alabarse. Curti. Tem partes primorosas, uma delas o meu padrasto, que ta arrasando. Mas, confirmando que não sou a Heliodora, não ficarei falando sobre isso. Se tu quer ler uma crítica de pseudo Heliodora vá ao Frugal, mas não diga que eu não avisei. E nem concordo com o que ele fala do Creonte (Contreras) e da trilha.

Sobre a peça direi apenas que Dionisio sorri pra mim pois me guia pela mão para aquelas que tem elenco masculino com vestimenta crossdresser e que eu e Marx fomos tipo uma excursão do American Pie no São Pedro, criando expressões como: Alegria de Pólibo dura pouco e Que Thebas (no lugar de que treva). Fora as intraduzíveis e inapropriadas. Hshshshs.

Mas, Édipo, Édipo. Quando li a pecinha do Sófo achei lindo, mas dentro dos conceitos do Arista. Achei totalmente dissociado da realidade que eu conhecia, de qualquer maneira imaginável. Hoje eu pensei em coisas que nem me ocorreram lendo. O efeito da encenação ou do amargor de envelhecer me fizeram ver Édipo com outros olhos, pun intended. Temo mais agora que temia antes e confio menos em Arista agora que confiava antes.

A “alegria de Pólibo”, ao descobrir que seu pai (o adotivo) morreu, que antecede toda a revelação infernal que ele enfrenta é tão triste que eu morri um pouquinho vendo e me dando conta de que Sofó não é só um autor do seu tempo, como eu achava. Ele é o que sempre diziam dele e eu pensava: ok, recurso poético. Nada pode superar esta descoberta, ele diz, e descobre que comeu a mãe. Sofó, com seu humor amargo acaba com nossa alminha aos poucos.

E como é aquilo de escrever sobre como as coisas deveriam ser? Nossa, Zeus me poupe de ver Eurípe agora. Acho que cravaria uma lança no peito, mas sem a alegria de Santa Teresa.

A idéia de personagens que são homens superiores, vitimizados, pagando o pathos, me faz entender a história do suicidado pela sociedade de uma maneira contundente e repetitiva. E me faz pensar que eu, com minha serelepice, deveria tomar vergonha na cara e ser soturna com a vida já que ela, de fato, pode ser uma vadia.

Mas de que importaria isso? Freud que me desculpe, mas ainda tenho os olhos, não comi minha mãe nem matei meu pai. E isso me basta pra esquecer Édipo nas trevas do pensamento que veio, avacalhou com tudo e depois passou. Ignorance is bliss, saber é bilis.

p.s: odiei o novo coisinha do google. que cafona.

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3 Respostas to “Arrasando o futuro de Thebas”

  1. Édipo em Colônia é praticamente o cara que comeu a mãe em Novo Hamburgo.

  2. Édipo em Colônia é um documentário sobre queijos, salames e vinhos. Se passa em Ivoti. hshshshshs

  3. Putz, é que lembrei de repente que era o último capítulo da novella das ocho!! Daí fica duro de competir.

    Também percebi que era a noite mais fria do ano.

    É, talvez fosse A noite para tal quilombo teatrólico.

    Vou na sexta q viene!

    p.s.: é feio messs, dedo na testa do seu gugow.

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