California knows how to party

Caralho.

Me vejo obrigada a fazer uma constatação idiota: o mundo gira.

Mas é sério, mesmo. Alguns anos atrás os EUA decidiram que a melhor forma de combater a gravidez na adolescência era promovendo a abstinência (se esta fosse a única opção o mundo teria explodido) e agora eles permitem o casamento gay.

Ok, tudo começa na California (sem querer soar Easy-E) e talvez ainda demore pra se alastrar pelo país deles lá, mas pqp, se eu tivesse que fazer uma aposta, esta nunca seria minha opção.

Como eu ando num período super ripe acho que eu poderia falar dos ciclos da existência. Mas prefiro me ater ao básico e duvidar da origem de processos evolutivos humanos (Darwin chora). Claro que evoluímos em coisas básicas: temos roda, luz, telefone, internet. Mas o quanto realmente evoluímos?

Quando eu estava obcecada com a Idade Média (falando como quem superou) e tinha desenvolvido a teoria suuuper científica de que ainda estavamos nesta época em diversos sentidos, a minha noção principal era a de que é difícil evoluir em algumas coisas. Ainda temos fervores religiosos medievais e loucuras de fim-do-mundo, ainda temos comportamentos guiados pelo gênero/hierarquia social (sem esquecer a idéia de que o miguxo é uma tentativa de resgatar o galego-português). Enfim, ser assim talvez seja o faz a humanidade ser a humanidade (logo, somos degredados).

Quando uma coisa como esta surge eu penso: será que o mundo está ficando mais povoado de gente que pensa de verdade?

Tudo começou quando li um político californiano fazendo um raciocínio lógico básico: se consideramos que qualquer tipo de discriminação contra minorias é contra a lei, proibir o casamento gay é contra a lei. Eu li isso umas cinco vezes pra ter certeza que não tinha criado uma memória, na boa. Não pq é uma coisa muito esperta, mas pq é uma coisa muito básica que sempre nos recusamos a ver pq somos medievalistas natos. E dizemos que temer o desconhecido é apenas um impulso fervoroso pela sobrevivência.

Mas, falando de forma riponga, o quanto este tipo de desconhecido nos ameaça a sobrevivência? Nos ameaça pq nossa sobrevivência é guiada pelos padrões sociais e tudo que abale isso abala nossa crença imortal nestes padrões. Como aquela misoginia nata que ao confirmar que homens e mulheres são diferentes, acha que isso é sinônimo de mulher ter mais talento pro lar. Ou ainda, dizer que um homem que gosta de outro homem é menos homem. Não faz sentido algum, estamos falando de preferências (seja sexual, seja por atividades) e não gêneros. Mas isso não mudou, vai mudar?

Então, será que os EUA estão realmente pensando sobre isso? Pensando em ir adiante de forma lenta e gradual, como Darve esperaria de nós? Ou isso é marketing californiano? Ou ainda, isso foi aprovado e na repescagem vai ser desaprovado? Foi um lapso temporário que será corrigido?

Estaria o Kuat certo ao dizer que o mundo muda mão na bunda? Devo restaurar minha fé na humanidade?

Acho que ainda não, né.

(de toda forma, nem tudo está perdido. hoje é quarta-feira e eu terei um super feriadão mágico.)

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