Arquivo de maio, 2008

Zack and Miri Make a Porn

Posted in nadavê véiô on 31 de maio de 2008 by mari messias

Não é do meu feitio criar posts sobre links, até pq pra isso tenho o SU. Por outro lado, fui ameaçada por uma euforia extrema e precisava dividir ou começaria a pular pela casa (ok, Moj, já sei que tu vai dizer que acha uó. hshshshs).

Novo filme do Kevin Smith. Sem Jay e Silent Bob, no entanto. Já tinha até imaginado eles cantando: MY LOVE FOR YOU IS LIKE A TRUCK, BERSERKER. Seria super apropriado.

O filme conta a historinha de dois amigos que resolvem fazer um filme pornô pra pagar o SERASA. Deve rolar o amog, no final. Mas, claro, de forma primorosa.

Kevin Smith, me desculpe o pessoal do cinema de meditação, arrasa loucamente. Prova maior disso é que seu único filme palha é culpa da Alanis. Mas, enfim, quem nunca ouviu Jagged Little Pill e/ou cantou AI UANTIU TU NOU, que atire a primeira pedra.

p.s.: além disso, o ator do filme é o amigo gato do Virgem de 40 anos. E explodo em referências pop. Uhu.

http://www.zackandmiri.com/

Satan is my motor

Posted in deveras pessoais, ieieie on 30 de maio de 2008 by mari messias

Snap22

(adoro estes cartazes motivacionais satíricos que fazem a festinha no SU. este não tem relação alguma com o conteúdo do post, mas como o blog é meu e eu faço o que quiser aqui, coloquei. uh, poder, uh. hshshshshs. outro muito bom é este aqui. Religiosos aqui.)

Eu gosto de Cake. No entanto, eu sei que os fãs de Cake agora são como os fãs de Police do passado (e nem me peça pra explicar isso pq seria deveras agressivo). O último CD do Cake me fez ter esta catarse (falando assim parece que eu distribuo catarses, mas isso aconteceu tem anos) e eu preciso admitir que nem consegui ouvir depois disso. No entanto, eles tem um CD primoroso chamado Prolonging the Magic. Com clássicos como Sheeps go to heaven, a incrível de boa Satan is my motor e o mega-hit Never There.

Eu acho gostar de Cake uma coisa um tanto medíocre, mas gosto e assumo. É equivalente a gostar de Rihanna sem a mulher gata e sem o jabá.

Quando fui no show deles, as músicas eram exatamente iguais ao CD. Nenhum dionisismo nesta vida de bandinha anal retentiva. Quando tu vai em um show, peça de teatro, circo, enfim, o mínimo que tu espera é explosão de energia gerada pela troca, improvisações, etc. Estas coisas cafonas que nós chamamos de viver. Mas o show do Cake era exatamente como o CD, ie, R.I.P.

Não é difícil entender pq os outros fãs da banda lá presentes (fora eu, meu irmão e o amigo dele) eram todos uns anal retentivos com cara de amantes de cronogramas (só eu não sabia?). Nem vem me falar que tu ama cronogramas. Se tu é meu amigo o único motivo pra isso é pq tu é exageradamente confuso. O suficiente pra surfar em folhas de papel ou fungos. Eles eram aquele tipo de gente que tu sabe que é suave na abordagem da vida e das coisas boas que ela tem e faz isso por meio de cronogramas.

Qual o problema com a euforia exagerada? Vinde a mim a euforia exagerada, va de retro a euforia contida. E tenho dito.

Catarse

Posted in quotes da rapeize on 26 de maio de 2008 by mari messias

Hoje falando com um amigo tive uma catarse (o nome dele foi alterado pelos motivos aqueles do Linha Direta):

amigo diz:
cheguei à conclusão de q eu gosto mesmo é de gente
mari diz:
AFE
mari diz:
hahahahahaha
amigo diz:
hahahaha
amigo diz:
mas, enfim, é verdade
amigo diz:
é qdo eu me sinto mais relaxado
amigo diz:
menos ansioso e preocupado
mari diz:
bom, então eu gosto mesmo é de CANA

As Naus

Posted in idéia não tem dono, maconha on 25 de maio de 2008 by mari messias

Seguindo os posts inúteis com citações que eu acho delliro, apresento As Naus, do Lobo Antunes, meu livro fetiche forévis ailoviu coração.

Se tu não leu e pretende ler ou se ainda tá no meio do livro, não leia. Mas se tu é um desinteressado pelo assunto, ok, também não leia. Acho que só eu vou ler esta merda, afinal. Não que isso anule qualquer mérito já que, conforme disse, Lobo Antunes é meu paizinho. Hshshshs.

De toda forma, sobre o livro, eu vejo como uma ironia amargurada sobre os portugueses retornados de Angola que vivem uma espécie de deslocamento supremo: nem angolanos, pois foram expulsos, e quando moravam em Angola criaram uma espécie de terceira nacionalidade: a dos portugueses que moravam em Angola e nem portugueses, pelo supracitado e pq um país daquele tamanho não teria espaço nem se quisesse praquele excesso de gente. É a idéia de Portugal sendo colonizada pelos próprios portugueses (ou filhos deles nascidos em Angola mas sempre criados na terceira nacionalidade). E minha cabeça gira:

“Nunca encalhei, no entanto, em homens tão amargos como nessa época de dor em que os paquetes volviam ao reyno repletos de gente desiludida e raivosa, com a bagagem de um pacotinho na mão e uma acidez sem cura no peito, humilhados pelos antigos escravos e pela prepotência dos antropófagos.”

Outra idéia que percorre o livro é a do sebastianismo. Cito um pedaço que me fez ter caimbras faciais de tanto rir:

“Foi então que topámos com um grande aparato militar de castelhanos protegendo uma tenda alumiada de barraca de feira, centenas de estandartes, bandeiras e cozinhas de campanha, cirurgiões que amolavam bisturis e ilusionistas que divertiam a tropa, e uma sentinela que nos informou que o rei Filipe se reunia com os seus marechais na rulote do Estado-Maior a combinar a invasão de Portugal, porque D. Sebastião, aquele pateta inútil de sandálias e brinco na orelha, sempre a lamber uma mortalha de haxixe, tinha sido esfaqueado num bairro de droga de Marrocos por roubar a um maricas inglês, chamado Oscar Wilde, um saquinho de Liamba.”

O final deste livro me fez chorar lágrimas do tamanho de um paralelepípedo, é sublime. Eu já tinha separado ele pra colocar aqui mas achei que seria muita filha-da-putice (ei, parece que o hífen vai desaparecer, vamos abusar enquanto podemos). De toda forma, se fosse possível tatuar tudo que se gosta eu tatuaria As Naus. Mas imagine um coração com AS NAUS escrito dentro e concorde: nem tudo é tatuável.

Pra quem acha que eu exagero no descabelamento, cito Wando, vulgar e comum é não morrer de amor.

California knows how to party

Posted in nadavê véiô, o mundo (essa folia) on 21 de maio de 2008 by mari messias

Caralho.

Me vejo obrigada a fazer uma constatação idiota: o mundo gira.

Mas é sério, mesmo. Alguns anos atrás os EUA decidiram que a melhor forma de combater a gravidez na adolescência era promovendo a abstinência (se esta fosse a única opção o mundo teria explodido) e agora eles permitem o casamento gay.

Ok, tudo começa na California (sem querer soar Easy-E) e talvez ainda demore pra se alastrar pelo país deles lá, mas pqp, se eu tivesse que fazer uma aposta, esta nunca seria minha opção.

Como eu ando num período super ripe acho que eu poderia falar dos ciclos da existência. Mas prefiro me ater ao básico e duvidar da origem de processos evolutivos humanos (Darwin chora). Claro que evoluímos em coisas básicas: temos roda, luz, telefone, internet. Mas o quanto realmente evoluímos?

Quando eu estava obcecada com a Idade Média (falando como quem superou) e tinha desenvolvido a teoria suuuper científica de que ainda estavamos nesta época em diversos sentidos, a minha noção principal era a de que é difícil evoluir em algumas coisas. Ainda temos fervores religiosos medievais e loucuras de fim-do-mundo, ainda temos comportamentos guiados pelo gênero/hierarquia social (sem esquecer a idéia de que o miguxo é uma tentativa de resgatar o galego-português). Enfim, ser assim talvez seja o faz a humanidade ser a humanidade (logo, somos degredados).

Quando uma coisa como esta surge eu penso: será que o mundo está ficando mais povoado de gente que pensa de verdade?

Tudo começou quando li um político californiano fazendo um raciocínio lógico básico: se consideramos que qualquer tipo de discriminação contra minorias é contra a lei, proibir o casamento gay é contra a lei. Eu li isso umas cinco vezes pra ter certeza que não tinha criado uma memória, na boa. Não pq é uma coisa muito esperta, mas pq é uma coisa muito básica que sempre nos recusamos a ver pq somos medievalistas natos. E dizemos que temer o desconhecido é apenas um impulso fervoroso pela sobrevivência.

Mas, falando de forma riponga, o quanto este tipo de desconhecido nos ameaça a sobrevivência? Nos ameaça pq nossa sobrevivência é guiada pelos padrões sociais e tudo que abale isso abala nossa crença imortal nestes padrões. Como aquela misoginia nata que ao confirmar que homens e mulheres são diferentes, acha que isso é sinônimo de mulher ter mais talento pro lar. Ou ainda, dizer que um homem que gosta de outro homem é menos homem. Não faz sentido algum, estamos falando de preferências (seja sexual, seja por atividades) e não gêneros. Mas isso não mudou, vai mudar?

Então, será que os EUA estão realmente pensando sobre isso? Pensando em ir adiante de forma lenta e gradual, como Darve esperaria de nós? Ou isso é marketing californiano? Ou ainda, isso foi aprovado e na repescagem vai ser desaprovado? Foi um lapso temporário que será corrigido?

Estaria o Kuat certo ao dizer que o mundo muda mão na bunda? Devo restaurar minha fé na humanidade?

Acho que ainda não, né.

(de toda forma, nem tudo está perdido. hoje é quarta-feira e eu terei um super feriadão mágico.)

Cheia de auto-crítica quase até o fim

Posted in idéia não tem dono, ieieie on 20 de maio de 2008 by mari messias

Bom, tem um poema do Baudelaire que fala

“Feliz quem pode com amor e ébria alegria/Saudar-lhe o acaso mais glorioso que um sonho”

(Antes que algum anal retentivo pergunte sobre a versão original direi que caguei pra versão original, que não sei francês, que gosto de tradutores e que minha única intenção linguística é a aprender o maior número possível de frases chinelas e inúteis em russo ouvindo Gogol Bordello).

Enfim, desde que eu li este poema (eu era jovem e fiz pelo dinheiro) fiquei com esta idéia cravada na cabeça. É super cafona (então os anal retentivos dirão que Baudelaire não deve ter escrito assim. Pq é bem mais fácil pensar que é tudo culpa do tradutor). De toda forma, cafona ou não, acho que devo ao meu quase autismo somado com esta idéia o fato de ser uma apreciadora contumaz (eu não resisto, porra) de coisas idiotas. Como assistir a chuva com minha gata haikaista, ler livros cheios de poemas ruins acreditando que é tão possível que entre eles tenha algo bom quanto em qualquer outro livro de poesia (então o pessoal do fundão ri diante das infinitas possibilidades de chineliar poesia) já que todo o autor que tenta muito acaba conseguindo pelo menos um Campari em vida.

E defendo: os poemas bons de autores medíocres, casos de literatura quase mediunica, não deveriam cair no esquecimento só pq os autores são mediocres ou pq eles são um feito único perdidos em um mar de merda. Zeus é minha testemunha, serei feliz quando a Martha conseguir o dela. Lerei e pensarei: Tolentino, velhaco, não morreste em vão. Hahahahaha.

E é nesta euforia que digo que graças ao ócio básico do cotidiano descobri Matanza, a banda pela qual nutria preconceito interminável e pensamentos profanos (porra, um ruivo gigante de óculos, barba e bigode-Lemmy. Onde está a garçonete com meu pedido?). Mais especificamente o disco deles fazendo covers versões de Johny Cash. É bom (e digo isso sem auxílio do YouTube, antes que alguém me acuse de ufanar Onan). Acho que Matanza continua fora do meu alcance sensorial (GARÇONETE?) no que diz respeito aos outros discos. Mas este é massa. Um vídeo fora de sync (tomei vergonha e achei uma versão melhor) como material pra chineliar meu gosto musical (hoje e sempre, que tradição é tradição por algum motivo, já diria o bagual. hshshshsh).

BTW

Posted in idéia não tem dono, nadavê véiô on 16 de maio de 2008 by mari messias

Precisava dividir este dado alarmante: duas pessoas ou uma pessoa sem memória, enfim, este belíssimo blog teve duas visitas que buscaram coisas chulas no google. Como anus desprovido de elasticidade ou penis esqueci o adjetivo.

Vamos dar um viva para os visitantes que buscam Onan e fracassam, eles fazem meu dia mais hilário! hshshshs.

Pra evitar que eles se sintam sozinhos coloco um pedaço de um relato de Santa Teresa que roubei dum livro de Bataille:

“Eu vi então que Ele tinha uma longa lança de ouro, cuja ponta parecia fogo e me senti como se Ele a enterrasse várias vezes em meu coração, transpassando-a até minhas entranhas! (…) A dor era tão grande que me fazia gemer e, no entanto, a doçura dessa dor excessiva era tal que eu não podia querer livrar-me dela (…) É uma carícia de amor tão doce que acontece então entre a alma e Deus que peço a Ele, em sua bondade, que a faça sentir aquele que pensa que estou mentindo”

Me coloniza que eu gosto

Posted in nadavê véiô, o mundo (essa folia) on 16 de maio de 2008 by mari messias

Ontem fui ver o Soleil (não pagaria pq acho absurdo demais coisas que custam quase um salário mínimo, tenhamos noção, pessoas).

Não posso nem quero desmerecer o trabalho do circo nem a importância que eles tem pros novos circos do mundo. E não pretendo comentar a experiência de ver um negócio pelo qual nutro sentimentos que passam por admiração e horror (especialmente das trilhas sonoras estilo Enya) já que não sou a Heliodora (por jesusa).

No entanto, toda a grandiosidade do evento me fez pensar ainda mais sobre meus conceitos de Albânia Tropical.

Começando pelo dinheiro gasto. Os ingressos todos sabem que são absurdos, mas até as camisetas são caras. Eu só compraria uma camiseta de 70 reais se ela viesse com um vale brinde de, no mínimo, 30 pila. Hshshs (e não vamos esquecer que pagamos tudo isto pra servir de outdoor de uma coisa). O estacionamento (que não dá nota fiscal) é 20 reais. Vinte reais pra deixar um carro em um terreno baldio aplainado.

Faz algum tempo leio sobre como a idéia do luxo relacionado aos preços exorbitantes está em declínio, que é uma coisa relacionada, claro, com os problemas financeiros que os americanos enfrentam. Mas que se desdobra em querer encontrar novos conceitos de luxo, menos agressivos ao mundo e aos moradores do mundo.

Por exemplo, a mulher que todas as meninas idiotas seguem, a Parker, apareceu em um super evento com um vestido de menos de 10 dólares. Ela, um ícone das grandes marcas, disse que a moda agora é ser inteligente com seu dinheiro. O vestido não era feito com mão de obra barata nem nada, só era de uma loja que criou seu descolismo através de uma margem de lucros menor, especialmente dos grandes cargos. Agora os ítens caros só fazem sentido quando são artesanais, ie, expressam tua crença na individualidade e na liberdade pessoal. Hshshsh. Então uma bolsa de marca é, finalmente, vista como deveria ser: um item cafona.

De toda forma, é difícil imaginar um evento desta proporção no Brasil. Mas não só pq o governo canadense deve ser um incentivador melhor que o nosso, também pq o povo canandense deve ser um incentivador melhor que o nosso. Nenhum brasileiro pagaria 300 reais pra ver o trabalho de outro. Nem deveria, pq 300 reais é quase o salário de uma professora estadual. Mas eles pagam pelo Soleil, então pq não pagam por nada nacional?

Nós fazemos isso pq achamos que nosso trabalho não vale nada, em um ciclo masoquista, onde continuaremos sendo mão-de-obra barata pq pensamos assim. Especialmente trabalho artístico. Esse sim não vale porra nenhuma MESMO e todos sempre querem ganhar convites, livros de presente, etc. Como que pra deixar claro que não pagaram, ie, não incentivam a produção de cultura nacional, deusulivre.

Eu tenho amigos e conhecidos que nunca foram ao circo que eu defendo com fervor familiar e cujo ingresso é cerca de 1/10 dos canadenses (ou em qualquer outro circo. Ou ao teatro), mas compraram ingressos para o Soleil na primeira semana. O que eles esperam ver lá que não esperam ver aqui? A grandiosidade importada. E sairão dizendo que é ótimo não por terem achado, mesmo, muito bom. Mas sim pq viram algo que, eles acreditam, esta credenciado como algo luxuoso, ie, querem fazer a fina, amigos. A maior parte deve ter sido lobotomizada pela propaganda irritante que passava sem parar já que, antes disso, nem sabiam que os porras dos canadenses existiam.

A Terra Brasilis são os outros.

Saudosismo *cusp, cusp*

Posted in deveras pessoais, ieieie, mofo on 10 de maio de 2008 by mari messias

Eu não sou uma pessoa saudosista. Não chego a ser anti-saudosismo pq, enfim, cada um com seus problemas. E não sei se sou assim pq acabei evoluindo de amarga pra polianista descarada, mas eu sempre acho que o melhor está por vir. Claro, achar que o melhor já passou é muito deprimente. Como assim, e agora o que eu faço com o resto da vida? Fico vivendo de meia-boquices? Hshshhss.

Por outro lado hoje eu estava colocando mais artistas no meu iLike (vicei nestas merdinhas inúteis) e me deparei com uma coisa que eu não ouvia tinha anos e que eu ouvi tanto, mas tanto, que chega a ser impossível de transmitir com palavras. Sério, incontáveis vezes.

Na época que baixar MP3 ainda era um épico e cds podiam demorar meses pra chegar na loja depois que tu pedia talvez tivessemos uma coisa de degustar as músicas por mais tempo. Eu ainda tenho. Raramente gosto de alguma coisa (música, livro, pessoas, filmes) e quando gosto tento exaurir toda a alegria contida nesta situação. Algumas pessoas me veem como algum tipo de sociopata pq eu basicamente só ouço Gogol Bordello por meses, afinal de contas muitas coisas foram lançadas ultimamente e deve ter algo que eu goste, etc.

Este clip resume muitas coisas. Resume a minha música favorita do cd que eu ouvi vezes incontáveis, mas também resume uma escola de video clips. Muita árvore, imagens girando, músicos em fundos semi-naturais e imagens que tentam transmitir um tédio tão grande que chega a ser imoral. Quase como tomar cachaça no João: só fazia sentido na época. Resume, também, toda uma cabala de vocalistas com voz de “ai-que-ressaca-mal-dormi-preciso-de-água” que mudaria minha vida e todos os meus padrões na adolescência. Talvez a canção soe meio amargurada, mas eu admito que nunca achei. Acho um primor e fico contentinha de notar que ela ainda existe, depois de tanto tempo esquecida. Hehehehe. E se eu tenho algum saudosismo neste meu corpo acanceriano ele pode ser resumido assim:

Comédia

Posted in idéia não tem dono on 4 de maio de 2008 by mari messias

Então, dois amigos que eu muito amo sempre me aporrinharam a paciência com o Personas Sexuais. Nunca tinha lido por mais de douze tipos de preconceito, reforçados quando decidi ler o pedaço sobre a Bronte (Emily). Mas como não tinha nada melhor para fazer resolvi pegar do começo a bagaça. Chegando nesta parte achei relevante dividir:

Paradoxalmente, a aceitação das bárbaras realidades ctônicas conduz não à tristeza, mas ao humor. Daí a estranha risada de Sade, seu humor em meio às mais fantásticas crueldades. Pois a vida não é uma tragédia, mas uma comédia. A comédia nasce do choque entre Apolo e Dioniso. A natureza está sempre puxando o tapete debaixo de nossos pomposos ideais.

A natureza, esta folia (desgovernada).