Pyratas

Epílogo I
A doença do pago: terra é o nãomar

Daqui onde se despede o pasto
Daqui onde a terra não é mais que lastro
De onde tudo que é o mundo é parte
Daqui que vi cos olhos de guri e de moço
Deste lugar que me teve a contragosto
Daqui me afasto

No galope do chucro
Deixou al mar boa parte sua
Como deixa o enamorado
Que na partida se amua

Assentou os olhos na terra
Como quem vê de si tão pouco
Que esforça a vista e erra
E para quem avista é louco

Areou-se de si naquele charco
O pleno desabafo do peito
Um pouco de mar e alento
Mas onde a vista fosse era terra

(Isso é um pedaço do meu poeminha de pyratas e lendas familiares. Eu gosto muito deste pedaço. É bem próximo do final e é todo sentimental, pq ele se despede do mar. Espero que seja possível notar isso, enfim. As partes em itálico são sempre as falas dos personagens, neste caso do personagem principal, El Don de José.)

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3 Respostas to “Pyratas”

  1. Vou começar a frequentar tuas literaturas… ou melhor vou colocá-la nos meus feeds…

    Parabens pelo Blog.

  2. pyyyyyyyyyyyratas!

    magnifique!

  3. […] (uhu, mais um pedaço dos pyratas. outros dois aqui e aqui. incapacidade de dormir é uma […]

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