Livros difíceis
Então eu estava em uma pesquisa que envolvia livros (ie, uhu ducarai véinho) e buscando um texto específico falando do Ulisses eu caí direto num papinho pra lá de século XIX sobre livros difíceis. Que porra são livros difíceis?
Livros costumam ter mais de um nível de apreciação, como chocolates e cervejas. Não somos obrigados por nenhuma regra de polidez ou literatice a engolfar tudo que eles oferecem. Não fazemos isso com mais nada do mundo, por qual motivo achariamos que somos capazes de fazer isso com livros? Como com tudo, nossos níveis de apreciação, nem melhores nem piores, tem relação com nossos caminhos de existência, nossas referências, nossos processos cognitivos, nossas seiláfiadapu.
Com que anus divino cagamos esta tendência ingrata de colocar nossas fontes de prazer entre itens de hierarquização? De boa, eu gosto de conviver com pessoas que leem pq eu prefiro ficção e masturbação mental ao mundo real. Tem gente que prefere música, cerveja, video-game. Cada um cada um, cada dois cada dois.
Não conheci nunca em vida quem tenha ficado se esforçando pra ler. Tipo intestino preso na cabeça. No dia que tivermos que nos esforçar pra ter prazer vamos todos dar um /j frigidazinha_de_acapulco, porra.
Livros são artigos de prazer, como namorados, e nunca devemos nos esquecer disso. Nem com os livros nem com os namorados. Se livros (ou namorados) passam a nos infernizar mais que alegrar ou estamos usando uma abordagem bizarra da vida ou estamos com o livro (ou o namorado) errado.
E pra isso mesmo o mundo produz livros (e namorados) em profusão. Pra que cada pessoa ache seu tipinho e pare de se lamuriar pelo mundo.
O negócio é o seguinte. Nunca leremos todos os livros do mundo, nunca teremos todo o conhecimento que queremos, então pra que indivíduo gastaria seu tempo com grupos de estudo de um negócio que acha chato bagarai e não ENTENDE?
AMIGO, SÉRIO, NÃO.
Entender é pros fracos.

Outubro 23, 2008 às 8:54 am
é, mas não tenho certeza que é a mérlin morro… não dá pra ver o rostão…
Outubro 23, 2008 às 11:43 am
“This is so sexy, precisely because it’s Marilyn reading James Joyce’s Ulysses. She doesn’t have to pose, we don’t even need to see her face, what comes off the photo is absolute concentration, and nothing is sexier than absolute concentration. There she is, the goddess, not needing to please her audience or her man, just living inside the book. The vulnerability is there, but also something we don’t often see in the blonde bombshell; a sense of belonging to herself. It’s not some playboy combination of brains and boobs that is so perfect about this picture; it is that reading is always a private act, is intimate, is lover’s talk, is a place of whispers and sighs, unregulated and usually unobserved. We are the voyeurs, it’s true, but what we’re spying on is not a moment of body, but a moment of mind. For once, we’re not being asked to look at Marilyn, we’re being given a chance to look inside her. “
Outubro 24, 2008 às 10:13 am
que post bom :)
ao estilo Luiz Carlos Prates
tap
Outubro 24, 2008 às 1:29 pm
que ironia catarinense
estranhei
hshshshs
Outubro 24, 2008 às 2:41 pm
é a marilyn monroe
Outubro 24, 2008 às 3:13 pm
Hoje tive mais um momento livros difíceis. Me irrita profundamente que vanguardas de 1900 ainda deixem as pessoas O.O
Socorra, caralha
Nunca vou esquecer de uma colega e professora conversando:
colega: Sim, tem um cara que pintou um quadro em branco, veja que absurdo.
professora ri e diz: e as pessoas tem coragem de chamar isso arte.
E eu me levantei e saí. Ouvir citar Malevich, vanguarda de 1900 como coisa absurda me fode. Male, ailoviu.
Outubro 24, 2008 às 11:22 pm
Tem “um” cara que pintou um quadro em branco significa “tem um cara lá no LARANJAL que pintou um quadro em branco ONTEM”, né?
Porque desde o Malevich Suprrrrrrrrrrreme já fizeram isso umas OITOCENTAS BILHÕES E QUATROCENTOS E CINQUENTA MILHÕES DE VEZES, com umas variaçõezinhas de TEXTURA.
AI, COMO ODEIO O POPULACHO
Outubro 25, 2008 às 2:24 pm
*TAP*
Outubro 29, 2008 às 12:31 pm
Tou mais pelos construtivistas, na real.
Julho 10, 2009 às 8:38 am
o livro de san michele